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Faz muito tempo que não posto nada por aqui. Mesmo sabendo que ninguém lê esses posts à não ser colegas e amigos que eu direcuiono e, eventualmente, algum conhecido; prefiro postar minhas idéias em fóruns, mas quando sinto que o texto tem valor como diário ou mesmo um registro de opinião muito pessoal posto ele por aqui para DEPOIS veicular em outros blogs os quais participo. Esse caso não será diferente até porque acho que esse texto é muito pessoal para se levar à sério.

Eis o texto:

Estava para escrever esse texto faz tempo. Na verdade essa era a minha idéia desde o começo do semestre, mas não consegui arranjar tempo nem espaço para isso. Tanto espaço pessoal  o que se tornou um problema pra mim nesses últimos meses como um espaço motivacional.

Ironicamente as circunstâncias que me levaram a escrever tal texto não são das mais nobres. Talvez, até infantis por não conseguir aceitar como o mundo gira em torno de você e como as coisas mudam. Tal estado de idealidade que é proveniente, dizem alguns de um estado infantil de ego.  Tenho certeza que muitos de vocês devem estar tentando adivinhar sobre o que vou falar. Certamente não é sobre Sakura Card Captors e como o mundo é rosa.

O assunto que vou desenvolver ficou na geladeira tempo demais esperando uma boa oportunidade para sair. Tem haver com Mahou Shoujo. Para quem não sabe Mahou Shoujo é um gênero pelo qual desenhos japoneses (animês, duh) são classificados por se referirem à temática de um grupo de meninas jovens ou jovens adultas, como nas séries mais antigas, que combatiam monstros e forças sobrenaturais malignas. Um modelo clássico tirado de séries Japonesas Live-Action. Essas séries tiveram sua origem devido ao sucesso da série a feiticeira.

Certo, mas o que isso tudo tem haver com as ocorrências do seu dia-a-dia e com o fato de você ter se decepcionado com algo que você presenciou? Não muito em termos diretos e pensando logicamente e com um raciocínio perfeito. Até porque é apenas um delírio meu. Na verdade o que quero dizer é Madoka é um animê, do meu ponto de vista, pelo menos, que fala sobre as implicações de um contrato. Ele fala sobre sacrífico, mas esse sacrífico nunca é mostrado de forma positiva. Para falar a verdade, a única personagem que tentou fazer seu próprio caminho: Sayaka; acabou morrendo pela própria ilusão de que ela poderia tornar um ideal em algo que pudesse ser levado ao máximo.

O problema é: em Madoka cada esforço lidera as personagens diretamente para uma conclusão ruim em direção ao seu fim. Kyubei explicita isso muito bem em seu discurso quando diz que à partir do momento que você estabelece o seu desejo você sela seu destino. Algo que se refere certamente a fausto e o tema de vender sua alma por um desejo.  O grande problema é que esse desejo, como esperado, trará eventualmente o seu fim. O sacrífico em Madoka,  ouso dizer, é vão assim como qualquer esforço.  Qualquer ação tomada de maneira impetuosa acabará em tragédia, mas mais que isso qualquer atitude tomada com um objetivo nobre acaba em frustração e eventualmente em tragédia.

Alguns exemplos seriam suficientes para isso. Selecionarei dois exemplos que chamam a atenção pela sua força dramática: o caso da personagem Sayaka mencionado acima que deseja algo em prol de outro ser humano e sua sede por justiça. Ilusões que acabam a levando para a sua destruição. A sensação de desespero e impotência diante das possibilidades de ação é algo a se notar. Porque existe um modo como agir para caçar as bruxas, mas esse método não permite salvar vidas, apenas esperar para que a bruxa cresça pela engorda de suas vítimas enquanto ela vai crescendo até despertar totalmente. Obviamente, há algo errado em um método desses considerando que supostamente você protegeria pessoas. O problema é, os objetivos do contratante são díspares do que é proposto inicialmente, mas ao mesmo tempo nenhuma mentira foi contada: luta-se pelo seu próprio desejo e você há de morrer com esse desejo, afinal você pagou por ele com sua vida.

Não aceitando isso Sayaka acredita que poderia lutar por justiça. Sem talento, sem poder e muito impetuosa acaba cavando sua própria cova no processo. Fazendo movimentos imprudentes e tomando decisões ruins que a levam a coletar pouca energia limando as possibilidades de limpar sua Soul Gem. Afinal, Sayaka lutava contra familiares e estes não dão o item o qual as Mahou Shoujo mais precisam para manter as suas Soul Gems limpas: as Grief Seeds.

Essa luta em vão contra todos os fatores, que chega a contradizer o bom senso e beira a imprudência, poderia ser visto como heróica pelo próprio discurso da personagem Sayaka que acredita em seus ideais e mesmo desejando algo para outra pessoa. Ela pretende sacrificar a si mesma em última instância, mas não consegue lidar com o fato de que seu martírio, sua luta fracassada e sem frutos possa ser menosprezada.

O mundo ainda gira de modo independente das vontades e ilusões, ideias e promessas. Todo tipo de fantasia é limado quando no episódio 8 da série após ver seu desejo pelo bem estar de um garoto ter sido em vão: afinal sua amiga que não sacrificou nada para chegar até ele consegue facilmente persuadi-lo a começar algo entre eles. Enquanto isso, Sayaka cujo sacrifício e o desejo revolviam sobre o garoto que teve um acidente que imobilizou suas mãos foi desperdiçado. O garoto abandonou o hospital logo após a recuperação, a tratou mal e nem ao menos disse um obrigado pelos dias que passou com ela e pelo carinho e preocupação. Nenhuma palavra foi emitida.  Eu, particularmente, acredito que todos nós lutamos por algo que é certo, porém,  o desespero e a insistência de Sayaka em um ideal e um padrão de um comportamento idealizado de defensora das pessoas comuns e dos fracos se originou por parte do próprio desespero da mesma.

Eu explico com detalhes isso, embora eu ache que esteja evidente que ela tenha perdido sua razão de existir e para suprimir isso tentou com todas as forças caçar algo pelo qual pudesse se apoiar, mas não conseguindo tentou se sustentar nas histórias de garotas mágicas que havia ouvido falar, dos contos de fada e das histórias de heróis. Infelizmente, por mais que a magia exista em Mahou Shoujo Madoka Mágica como mesmo disse Sakura Kyoko a magia é algo para uso pessoal. Ela serve para alcançar aquilo que uma pessoa deseja e não para ajudar os outros. Esse foi o grande erro de Sayaka. Tomar o milagre da magia como algo que pudesse ser transferido para outra pessoa, fazendo o seu desejo que seria a sua única razão para lutar, afinal, ela trocou sua própria alma em prol disso.

Esse arco apresenta um teor dramático bem desenvolvido fazendo com que o desespero seja exposto de maneira a deixar evidente que ela está cega pela sua própria necessidade de enxergar algo no qual ela possa se apoiar. Quando ela descobre que sua luta é algo que jamais será relevante à um nível consciente sua mente fica desconcertada. A última barreira de defesa entre sua sanidade e sua insanidade se dá quando ela escuta a conversa de um homem sobre sua mulher.

 

Ela que sacrificou tudo por ele, que o ama acha que está fazendo a coisa certa. Ele em contrapartida zomba disso. Algo similar com o próprio caso de Sayaka?! Eu arriscaria um sim nesse caso por ser bem próximo do que ela possa estar sentindo e de sua própria história. Pelo menos em parte. Indignada ela sucumbe e revela-se na série de forma bombástica que as Mahou Shoujo são, infelizmente, bruxas e vice-versa. São apenas estados diferentes de uma mesma natureza e um tipo de energia. Um fim, particularmente, triste, para uma personagem que tentou lutar contra a maré na esperança de se manter sã e sucumbiu á própria imprudência.

Mais irônico é que com isso sua morte, assim como a de Mami é anônima. Luta-se por si mesma e morre-se por si mesma sem mais ninguém que a apoie ou possa entender o porquê ;uma razão para lutar possa ser importante. Essa razão deveria ser o seu desejo, mas como ela abdicou de seu desejo por outra pessoa ela nunca ganhou algo em troca. Sendo assim seu destino foi sucumbir ao desespero. Perdendo sua razão de viver, embora ela não se arrependa de seu próprio desejo: e isso está dito na série eu revogo essa visão parcialmente por saber que nada de frutífero veio de tal desejo e ele foi o estopim para seu fim trágico.

Primeira  de todo estou afim de escrever algo que fuja do espectro do fandom.  Hoje prometi um artigo um pouco menos centrado nesse espectro nerd, mas não prometo nada estruturado e, sim apenas aquilo que me propus à escrever no título. Não garanto reflexões profundas e nem uam qualidade extrema, porém, é bom dizer que esse artigo só ale para aqueles que gostam de ler, gostariuam de enetn der como um bom ensino de literatura supsotamente funconaria e etc. Dito isso vamos ao que interessa:

Fuvest (Lista de leitura) Vs. Diversão. Como fazer um aluno ler:

São muitas questões envolvidas e quem diz que SABE como ensinar literatura sem falhas, sem cair em escolas literárias, regras e/ ou mesmo lugares comuns nunca enfrentou um esquema de ensino. A cartilha em  si – porque ao contrário da gramática e da língua, que foi reformulada – a literatura passa por uma dupla crise. Isso pelo menos é o que pude averiguar lendo muitas em muitas obras.

Se você pensar como outros meios de contar hisórias cresceram, que cada vez menos o registro escrito é utilizado para comunicação em seus moldes tradicionais e que de certo modo a atenção à uma narrativa mais pausada, reflexiva e um tanto humanística veêm perdendo espaço e os indíces de interesse e leitura desse tipo de livro veêm diminuindo temos uma crise séria. Não em números absolutos, mas em questão de interesse da noavs gerações por autores e obras clássicas o próprio ato de ler pode parecer estar em perigo. Especialmente com relação à essas obras ditas literárias e especialmente clássicas.

O ensino tradicional vai na contra-mão e eu apoio em certo sentido isso, por mais que pareça muito polêmico esse meu ponto. Porém, irei me esclarecer quanto à isso. Por ora basta dizer que se concordo com a adoção dos livros tradicionais e de uma lista apoio isso para leitores que estejam maduros. Nesse sentido antes de passar os clássicos deve-se criar o hábito de leitura nas crianças com livros aos quais elas se identifiquem ou com uma lista selecionada pelos professores. De prefrência que tenham haver com um plano didático, mas que possam dar liberdade ao aluno de escolher essas obras que eles teriam de ler e relatar e o professor deveria ler as mesmas obras ou conhecer elas para que esse procesos de leitura possa se acompanhado.

O que significa que vc deve ler o que seu aluno leu, mas, também deve deixar ele fazer a própria leitura para que ele crie gosto pela leitura sem que se apegue demais ao material estabelecido, pois isso pdoeria acabr com o prazer de ler. E, me desculpem, aqeles que acreditam no hábito estabelecido em casa de ler, mas isso é um sonho distante na maioria das vezes. Até porque dificilmete esse hábito (no Brasil) é um hábito constante e muito nutrido. O nosso país continua sendo muito ruim em índices de leitura e hábito e criação de uma massa leitora.

Estabelecido esse gosto é hora de criar a leituras crítica por meio de textos atividades lingüísticas que precisam dar suporte ao aluno para que ele posse ler um texto plenamente e para que de (certo modo) ele possa apreender informações e entender textos por si mesmo. O trabalha com os livros e listas é o verdadeirto desafio que sem uma orientaçaõ de ensino completamente voltada à leitura e à formação de um leitor crítico que possa entender por meio de uma educação lingüística bem estruturada irá por água baixo.

O contato com tais obras deve se detido e deve-se deixar o aluno ler e tentar desafiar o livro e fazer com que ele possa deglutir tal obra, mas com as orientações devidas conforme o livro apresentado: movimento, data de publicação e influências. Estabalecendo intertextos e muitas vezes referências cruzadas que esclarecem o material e aí que o conhecimento e o esquema tradicional de leitura utilizado deveriam entrar em jogo, mas sem o total acompanhamento do aluno pelo professor para que eles possam desenvolver uma melhor capacidade leitora.

Isso é um resumo do que estudei até agora sobre o assunto. Espero que tenham gostado.

Recentemente uma série de fatores tem me atormentado deveras por razões que não valem ser mencionadas ao longo desse texto. Primeiro de tudo gostaria de esclarecer que minha vida não anda fácil, minha solidão anda aumentando (talvez, por culpa própria)e minha vida pessoal anda parada, mas acima de tudo meu trabalho me estressa.

São reclamações pessoais que muitas pessoas tomariam como bobas, pois precisamos enfrentar nossos próprios problemas a fim de conseguirmos achar nosso caminho. Esse seria o mais maduro à se dizer e largar osvelhos hábitos de criança. Se despojar de tudo o que remeta ou o que lenbre o prazer adolescente. Tudo aquilo que não é ligado à vida adulta deveria ser jogado para trás e deixado esquecido na memória.

A vida é feita de momentos e, particularmente este está sendo um caos. Um saco e uma dor terríveis para mim. Estou tentando muda algumas coisas e criar novos interesses dentro dos meus hobbies e tentar repensar certas coisas, mas as coisas parecem me esmagar vez por outra.  Dizem que a vida costuma ser uma sucessão de estados físicos e químicos e somos bolas de reações químicas. Pena que eu prefiro tentar compreender meus sentimentos por meio dos meus estados do que apenas classificar as mudanças de estados químicos, afinal, se fosse assim e poderia me dopar com as mais variadas fórmulas de maneiras diferentes e meus estados poderiam ser resolvidos e minimizados, mas o trabalho da compreensão do mesmo, infelizmente, vale tanto quanto os remédios. Não confio na terapia na qual eu tive já minha experiência e, sinceramente, perdi a fé por saber que ela é uma solução provisória e nem sempre outras pessoas podem ler seus estados com perfeição sendo a medicina muito mais interessante nesse caso.

A quantidade de contradições ou problemas vêem crescendo nos últimos anos e isso pode ser uma sucessão de acontecimentos financeiros, problemas familiares, falta de recursos que causam stress e preocupação e podem ser minimizados se tratados devidamente com as fórmulas adequadas ou podem ser tratados solucionando os problemas ou encontrando válvulas de escape adequadas. Uma delas se chama hobby e uma das principais funções do hobby é estimular a mente a esquecer dos problemas reais. Muitas vezes as pessoas chamam isso de covardia ou irresponsabilidade, mas o hobby, acredito eu, é um tratamento de choque para aqueles cuja saúde mental está prejudicada por certas circunstâncias.

Livros, histórias, mangás, RPG, vídeo-game. Muitas dessas coisas são consideradas brinquedos por várias pessoas, mas a verdade é que elas são válvulas de escape. O hobby pode ser qualquer coisa desde uma prática (como escrever textos ou costurar), um tema pelo qual você se interessa ou mesmo algo do qual você procure informações. É algo que você goste e dedique seu tempo livre a fazer, se ocupar com aquilo. Programas específicos ou um tipo de diversão do qual vc tenha interesse pode ser um hobby. Beber, comer ou pesquisar sobre tal pode ser um hobby , mas é bom manter em mente que só aquilo com o qual nos identifcamos e constantemente voltamos a fazer, ver ou nos ocupar é realmente um hobby.

Hobbies podem mudar ao longo de nossas vidas dependendo das circunstâncias nas quais nos inserimos ou da idade e do contexto em que integramos. Momentos diferentes, comunidades e pessoas podem trazer novos interesses. Um hobby não é necessaramente algo imutável e nem duradouro, mas é algo que nos faz sentir bem e nos traz prazer dependendo de nossa idade, condição social ou contatos, mas para ser um hobby há de se haver identificação, pois sem isso podemos apenas dizer que é um pequeno passa-tempo e/ ou uma distração. A dedicação à um hobby é mais que apenas isso. Há pessoas que os encaram como metas de vida ou mesmo modos de vida.

Não necessariamente um hobby precisa ser assim, mas o verdadeiro hobbista, aquele que respira e consome esse tipo de coisa, irá se dedicar de corpo e alma e leavará muito a sério seu “passa-tempo” . Para ser um “hobbista”  ou para poder se dizer digno de ter um hobby algumas condições precisam ser preenchidas:

- Gostar do que faz, lê ou assiste.

- Dedicação, conhecimento e paciência para com seu objeto ou ocupação.

- Não tratar daquilo que gosta apenas como algo ocasional ou mesmo de pouca importância.

- Saber que as tendências mudam e acompanhar os movimentos dos hobbies.

Claro pode haver, como eu já disse, uma mudança de interesses devido à idade ou à falta de interesse por meio daqueles cuja identificação com o grupo anda defasada ou mesmo as mudanças e o objetivo ou mesmo o mercado daquilo que se gosta altere-se deveras. Assim, a pessoa pode acabar perdendo interesse e buscando outras ocupações e ter sido um hobbista pelo tempo que passou e aproveitou um assunto ou algo que ele gostava enquanto havia identificação com o grupo e/ ou com o objeto em questão.

Meu hobby atualmente é anime e mangá e durante muito tempo eu tinha um interesse ou um contato com aquelas pessoas que gostavam sem dar tanta atenção, pois eu gostava mais de RPG como um geral e o vídeo-game me parecia mais atrativo. Embora ambos fossem mais passatempos que hobbies apesar do imenso gosto pelo RPG em si. Eu tinha pouco conhecimento dos objetos tratados ali na época em que comecei como um membro de um “clã” de 20 ou 30 pessoas que se reuniam em um fórum dedicado à um mangá só: Shaman King.

Era a febre da época e meu desenho animado favorito, mas eu mal tinha consciência do mercado gigantesco. Freqüentava eventos sem saber que cosplay era uma prática e com pouquíssimo conhecimento sobre esse mercado. Anos se passam, entro em um fórum e recrio interesse por animê e mangá e cultura visual Japonesa incluindo as famosas séries live-action. Estou ingressando em uma idade adulta, mas tenho intenção de iniciar uma carreira em cosplay  Talvez, pela pouca repercussão para se criar novos contatos e amizades que uma prática solitária e sedentária como ler mangás tenha à oferecer. Portanto, abdicarei de certos mangás e certas coleções, mas não de continuar lendo na internet para poder expandir meus horizontes e tentar me integrar ainda mais a esse universo.

Isso não me faz menos hobbista por abrir mão por algo, mas faz com que expandindo meu universo para outros horizontes eu crie certos interesses ligados à esse universo que me façam mudar de parâmetros e do foco em que gasto meu dinheiro, as continuarei pesquisando sobre anime e mangá e lendo na internet. Apenas deixarei de adquirir tantos volumes físicos.

Mas o site continuará ativo, pois minha fome por animê e mangá é muito grande.

Air Gear

Primeiramente digamos que depois de muito tempo tentando resenhar mangás dos mais diversos tipos resolvi voltar às “origens” e falar mais despretensiosamente de uma série que é considerada puro fã-sevice. Para quem não sabe fã-service são elementos baratos em mangás que servem para a se referenciar à obras famosas ou mesmo usar-se de clichês ou técnicas baratas que atraiam fãs do gênero por uma jogada de marketing barata como material pornográfico e graturito, violência pura, comédia pastelão, roteiro clichê muitas cenas típicas aliemtando-se apenas de um caça-níquel atrás dos fãs mais consumistas. Supostamente é um mangá para quem não tem o mínimo de noção e senso crítico do que deveria ser um bom mangá e tem uma apelação comercial evidente por seus elementos extremamente comerciais.

E eu descobri um desses mangás mês passado. Ou melhor ele foi lançado mês passado, mas eu descobri só esse mês. Seu nome é Air Gear. Um mangá sobre Gangues, esporte, violência, superação pessoal. O mangá típico shonen, talvez, mas porque ele pode ser clasisficado como fã-service?

O primeiro motivo e mais evidente é o fato de todas as suas mulheres serem lindas e a presença de cenas com teor sexual evidente presentes de maneira freqüente.  Isso occorre em outra obra dele:  Tenjho Tenge em que há muitas cenas de sexo e estupro. Em Air Gear essas cenas ainda não apareceram nas edições publlicadas até agora no Brasil, mas elas irão aparecer em breve. Dentre outros elementos característicos estão: mulheres muito gostosas, violência gratuita (luta de gangues e situações que estão lá para mostrar todo o poitencial de Oh!Great como desenhista). Ele é um dos grandes prodígios em arte e, geralmente, suas histórias clichês se sustentam muito pela sua exuberante arte.

Air Gear começa com Ikkitsuki batendo em alguns arruaceiros que mexeram com sua gangue e com o intuito de vencer uma disputa anual pelo território do leste e do oeste da cidade. Após ser chamado por uma das garotas que o abrigam em uma casa na qual ele é hóspede há a ameaça a seu clã por parte dos garotos derrotados aos membros de sua gangue. No dia seguinte, movidos pela covardia, seus capangas entregam Ikkitsuki ou Ikki para um bando de Storm Riders associados à gangue derrotada que disse que iria ter sua vingança em cima dos Guns do Leste.

Storm Riders são gangues que usam os Air Trecks (patins turbinados para fazer manobras radicais) e que praticam atos de violência e vandalismo por causa da força e velocidade que os air trecks lhe proporcionam.  Note que o Air treck é tratado mais como uma arma do que como um esporte e mesmo as diputas oficiais são mais parecidas com lutas motorizadas que uma corrida ou disputa de manobras. Tudo em Air Treack tem aquele ar de emergência, violência e muita adrenalina, mas não corresponde ao esporte verdadeiro que está longe de ser violento ao ponto que o mangá apresenta. Evidentemente , sozinho e abandonado por sua gangue ele acaba sofrendo uma grande humilhação e derrota.   Ikki, ao voltar para casa ompletamente desmotivado e humilhado,  tem um sonho com suas colegas em que elas o ensinam a usar o Air Treck e depois de algum tempo ele começa a treinar por conta própria para se tornjar um grande air trekker. Isso porque o Air Treck (repito novamente) lhe trará vantagens combativas como força humana e velocidade espantosa.

Outros elementos que podem ser identificadso são homens com uma personalidae forte, mulheres manipuladoras e meigas. Há, também, na cena em que Ikki é derrotado ao ser elevado  por um dos membros à uma altura considerável e virado de cabeça pra baixo (como um pilão, aliás é um pilão o golpe que alicam contra ele com o uso do Air Treck). Tal violência da cena no mangá não se repete quo animê fiacando chocha enquanto no mangá ela é aterrorizante.  Ikki mija em suas próprias calças nessa cena; o que a torna mais chocante ainda. O grande problema do animê é sua baixa produção e sua censura que acabaram cortando cenas cruciais para a identidade violenta e visceral de Air Gear e sua identidade visual exuberante de uma pena competente e muito detalhista.

Para resumo da ópera e não continuar dando Spoilers sobre a história:

A história giram em torno de kki tentando dominar a arte do Storm Riding para poder se tiornar mais forte e superar a gangue ocmposta por suas colegas de casa. Um mangá que é cheio de violência, nudez, palvrões e cenas de ação, mas que funciona e muito bem!

Ikki: Se você é homem você vai ler e vai gostar, mas se for maricas vai falar que é um mangá idiota. XD

Um título um tanto longo, mas pelo menos acho-o divertido.  De qualquer modo o que sei é que estou com minhas expectativas bem altas em relação ao que vou relatar aqui. Primeira coisa a se notar é que retomei o blog com certa força por estar disposto a continuar escrevendo sobre minha paixão: animê e mangá.

Óbvio eu não precisaria de um post apenas para anunciar um fato tão evidente. O real motivo para essa postagem, isso sim, tem haver com a minha estréia como novo membro (colunista) ativo do blogue Animê Portfolio cuja estréia marca, para mim, uma nova fase e uma grande oportunidade para expandir meus horizontes:

http://animeportifolio.wordpress.com/2011/08/29/howdy-folks/

Me apresento no blog com essa postagem, mas atentem para o fato de que há mais alguns (seis ou sete, mais ou menos) colunistas que dão as graças de suas análises no blog.  Compondo algo mais profissional que o meu blog pessoal. Espero que confiram e acompanhem com afinco e deixem seus comentários por lá.

De qualquer modo estou muito feliz pelo que consegui alcançar com isso.  Apenas espero que eu consiga manter vivos meu interesse pelo meu portal pessoal e postar lá com alguma freqüência. De qualquer modo espero vê-los em breve.

Até mais e nos vemos por aí.

Só pra deixar uma trilha sonora bonita. Embora isso não queira dizer adeus, necessariamente, muito pelo contrário!

Isso é um recomeço,  isso sim.

Apresentação do mangá:

Hoje, como um ia normal em que tenho mais tempo, pude, finalmente, me atualizar sobre os mangás e adquiri uma cópia de K-on. Mais por curiosidade que por interesse real. Em geral, adquiro os mangás em uma banca ao lado do local que almoço quando não trabalho.

Para quem não sabe K-on alcançou certa popularidade faz um tempo por aqui. Especialmente entre o fandom, mas especificamente entre garotas com idades entre 14 e 18 anos de idade. O enredo gira em torno de um clube escolar de música que está prestes a fechar as portas por falta de membros novos. O clube de música popular , ou “leve” como foi traduzido no mangá. Eu não me questionaria sobre a verossimilhança do pressuposto que impulsiona o capítulo inicial se ela não fosse extremamente paradoxal.

Claro, temos de levar em consideração que vários fatores podem ter influenciado para a atual situação do clube de música da escola em que se encontram as protagonistas, mas poderia ter havido uma maior preocupação em atar esses nós para dar uma história mais fluída e convincente. Razões não faltariam para o clube ter fechado e ninguém ter entrado nesses anos. Quem sabe as outras membros tivessem formado uma banda muito unida e o clube tivesse se tornado reduto delas ou mesmo ter apenas citado, trivialmente,  que elas são as únicas a se interessar por música popular na escola desde a última turma que se formou.

Do jeito que está parece que o autor nem ao menos parou para pensar na possibilidade de que deixar isso à cargo do leitor evidencia um certo relaxo sobre os motivos do que ocorreu. Tudo bem é pasável,  mas chega a incomodar um pouco sendo que isso poderia ter sido melhor explorado dentro do mangá ou ao menos todo o capítulo que revolve na seleção de membros do clube desnecessário. Isso porque a protagonista força as pessoas a entrarem no clube e seleciona a “vítima” mais fácil.  Isso tornaria, também,  a história mais rica e cheia de detalhes.

Shoujo típico:

A frase “Em time que está ganhando não se mexe” se aplica aqui perfeitamente aqui. Embora seja evidente que o pretexto do clube de música seja mais interessante que apenas relacionamentos em um ambiente escolar. Nos meandros é que encontramos a essência do gênero ao qual o mangá pertence.

O traço moderno e os enquadramentos quase sempre focados no rosto não deixam evidente a fisionomia das personagens. Porém, nos poucos momentos em que há uma figura ou ângulo que nos mostre os corpos das personagens: são magras e altas. Claro, nada comparado ao exagero esquelético representado em Sailor Moon ou às desproporções fenomenais da Clamp. Porém, a essência de representar alguém esbelta e bonita sem um corpo muito cheio de curvas está lá. A identificação do modelo feminino ideal aos olhos de outras mulheres pelo padrão de beleza que elas almejam.

Somado à isso há  caracterização das personagens, suas personalidades. Todas elas tem traços simples e comuns ao mangá shoujo e há situações padrão para esse tipo de produção. Vamos começar pela quatro personagens principais:

Tsugumi Kotaluki – Meiga, rica, linda e disposta a ajudar os outros.

Mio Akyama – Séria, quieta e objetiva.

Ritsu Tainaka – Energética, entusiasta e impetuosa. Força alguns membros a se juntarem ao clube de música.

Yui Harisawa – Afetada, inocente e avoada. Junta-se ao clube por acaso. Em minha opinião chega a ser tapada.

São traços regulares em heroínas desses mangás apesar de serem gerais. São personagens com características que foram enraizadas em alguma personagem que tem praticamente aparição obrigatória em mangás shoujo. Quem já leu mais de 10 ou até mesmo mais de 20, como eu, sabe que esses traços de personalidade são muito recorrentes em protagonistas do sexo feminino. Aliás, todas as protagonistas nos shoujos mais típicos são mulheres por razões óbvias demais para eu me estender aqui.

Há algumas situações dentro das páginas inicias que acabam por cansar o leitor que não é maníaco pelo gênero e está tentando dar uma refrescada em sua leitura típica de outros gêneros de mangá e quer experimentar algo não tão recorrente. Vêem-me à mente algumas situações que ocorrem no capítulo inicial e me fizeram não gostar tanto do mangá o quanto eu estava esperando que eu fosse gostar:

- O ingresso de Yui Harisawa, a guitarrista da banda , é um deles. Infelizmente, a sua personalidade afetada e sua pouca atenção á vida diária fazem com que ela não tenha muito interesse pelos clubes.  Ao ser pressionada por sua amiga a se juntar à um deles para ter algo ao qual se dedicar ela se lembra de ter se inscrito no clube de música popular mesmo não sabendo do que se trata.

Existem outras cenas que se utilizam de muitos lugares comuns do gênero. Muitas vezes à exaustão:

- Por exemplo, há uma outra cena, muito típica de shoujos, que é uma reunião de garotas para um lanche em volta de uma mesa de chá. Tsugumi está servindo o lanche para elas em louça fina e a toalha que cobre a mesa é brance. Yui supõe que ela seja muito rica porque todas as peças com as quais elas estão se servindo são de altíssima qualidade.

Só eu sinto exagero ao ler isso? Ou será que todas as garotas no japão tomariam realmente chá em um clube de música oferecido por uma garota rica e meiga que está disposta a oferecer uma louça cara e rara para um clube ao qual ela acabou de juntar? Fã-service gratuito identificado. Ainda mais porque a situação apenas dá a informação que a garota é rica, mas ao longo do mangá vai sendo mostrado que Ritsu é rica sem abusar de uma cena tão cheia de clichês e exagerada. Certo, mangá é sobre hipérbole, mas pra mim isso desceu como uma pedra. Embora eu goste muito dessas cenas de chá por serem um elemento muito característico de shoujos. Mesas que são fartas e cheias de utensílios e comidas caras e diversas, mas não tem como negar: no caso foi exagero.

Porém, devo ressaltar que certas coisas foram muito agradáveis ao ler o mangá como, justamente, o fato de elas serem personagens típicas. Isso porque eu tenho percepção o bastante para entender que o mangá não é pretensioso e que isso dá um cero conforto para quem geralmente lê o esse tipo de mangá. Mesmo que eu ache que isso pudesse ter sido usado menos à exaustão. O traço não é todo rebuscado e cheio de efeitos de luz. É limpo e delicado, sem exageros.

Isso dá  muitos pontos positivos ao mangá em minha opinião.  Pode dar oportunidade para quem não está acostumado com o gênero a ingressar por meio de K-On na gigantesca biblioteca de shoujos sem se afastar por certas decisões dos desenhistas de representar certos personagens com um traço muito afeminado ou estilizado.

Porém,  que fique claro que se você está procurando um material de qualidade e já tem certo costume com shoujos e quer algo que se foque no tema de banda e música eu não iria exitar em dizer que Nana é uma opção muito melhor em todos os termos.  Incluindo um preço bem mais acessível e uma coleção quase completa. Basta apenas vontade de correr atrás dos volumes.

Há outro fator, também: K-on é mais voltado para a comédia que para o romance. Aliás, quase todo o enredo é sobre situações engraçadas ou inusitadas. O que pode dar coragem a certos marmanjos barbudos a lerem ele para dar um pouco de risada, mas ainda assim acho que seria mais fácil optar pelo típico mangá harém caso você seja do sexo masculino. De qualquer modo o mangá tem seus pontos positivos, inegavelmente.

Música “leve”?

Dentre tudo o que é apresentado na edição da NewPop algo me parecia especialmente deslocado, errado, logo na primeira página: o termo música “leve”. Por uma nota de ropadé se explica que se optou por essa tradução para o termo keion que nomeia o mangá que se chama: K-on.

Ninguém em sã consciência e sendo falante de língua portuguesa se refere ao Rock, ao Jazz, à Bossa Nova ou o Heavy Metal como música “leve”. O tom e a melodia são definidos pelo gênero. Rock pode pop ou hard. Porque raios eu utilizaria para me referir aos estilos musicais não clássicos como música leve?

O que não é clássico é popular ou pop e é assim que a tradução deveria ter optado por traduzir o termo keion.

Independente da conotação que a língua Japonesa dê deveria ter se colocado isso em nota como curiosidade e não como opção de tradução que soa estranha, sem nexo e que não faz sentido nenhum aos ouvidos e nem olhos de ninguém. A palavra leve nesse sentido não existe associada ao termo música é uma questão de significado simples e corrente, de comnhecimento comum. Ou será que o Iron Maiden ou o grupo “Sepultura” são músicas leves? A opção de tradução foi, no mínimo, infeliz.

Preço/material:

A editora NewPop é conhecida por edições caras e luxuosas em ause todas as suas publicações e, também, por optar sempre por títulos cults. Tivemos Dororo e Hetalia junto com Metropolis, por exemplo. As edições , em geral, contam com um miolo de alta qualidade, páginas coloridas e uma capa plastificada.

O mangá é mais fino que o típico tankobon, porém, tem maiores dimensões por página dando a impresão de um almanaque ao invés de um mangá. A capa é colorida e muito chamtiva, mas o preço cobra por todo esse tratamento à edição: salgados quinze reais. Para ser exato, R$ 14, 90.

Primeira nota do dia: Essa porra não tem UM leitor ainda. O que já me desanima e muito. Tudo bem eu darei suporte pessoal para mim mesmo lendo meus textos para revisar eles. Estarei fazendo um favor ao mundo.

Passado o momento de indiganção e minha falta de divulgação eu posso dizer que me sinto confortável com isso,  ao menos, o fato de o blog não ter tantos leitores, mas ser um espaço com todas as minhas impressões e um espaço pra despejar todas as minhas frustrações e problemas com relação ao universo animê e mangá. A bola da vez vai ser mangás atuais no Brasil e encadernação. Um assunto que precisa e pouca pesquisa, mas muita observação.

Como todos sabemos à alguns anos o  mercado tinha mangás em meio volume pelo preço módico de 2 reais e noventa centavos. O papel era jornal e hoje em dia a mercadoria melhorou um pouco , exceto algumas edições mais luxuosas lançadas, a grande sacada é que esse troço passou dos 2, 90 pra cinco e 90 ou seis e noventa em  alguns casos. A encadernação foi expandida e o mercado está na verdade com preços absurdos. A pirataria de títulos por mei o de leitura não autorizada de cópias distribuídas na internet pelos scanners que salvavam muitos de nós de títulos medíocres foi solapda no EUA e não existem Scanners brasileiros. Claro, isso é um ponto positivo para o mercado. Temos títulso muito bons vindo ao mercado,  finalmente, mas não o sufieciente para poder torrar uma mensalidade de 50 reais com títulso que realmente valham à pena.

Só que com esse preço nem tudo o que está em banca vale à pena. Ou ainda mais com a oportunidade de importação de produtos em que você paga, sim o dobro, mas por um produto com o dobro de qualidae e durabilidade e muitas vezes de páginas que não vão amassar ou dobrar com a umidade do ar. Cuidado com o que se pede. Uma edição BIG da Viz que contêm seis volumes brasileiros de Rurouni Kenshin (Samurai X no BR) custa em torno de 40 reais. Hj em dia pagaria  mais ou menos o mesmo preço por um papel jornal em edições muito pequenas e com uma encadernação que descola ao simples toque da mão nas páginas.

Nem todos tem oportunidade de comprar mangás e por isso reclamam do perço. Os títulos, então, são os mais estranhos e bizarros possíveis, exceto por coisas como Dead Man Wonderland ou mesmo Katekyo Hitman Reborn cujas edições foram anunciadas , mas não foram lançadas como o primeiro caso.

Temos Tsubasa Chronicles, Claymore e NHK nas bancas, mas são títulso com algum tempo. Em compensação desde que Fruits Basket foi pro limbo ao ter sido encerrado no Brasil e a Saga Evangelion ter parado mais do que o trânsito em São Paulo e mesmo a Saga G dos Caveliros ter sofrido um hiato. A boa nícia é que se lancou um título como Bakuman (que pra mim é fantástico) e o qual eu prevejo fracasso pela temática. One Piece foi pro saco igualmente aqui e lançaram novamente Ranma 1/2 e uma série que nem é tão boa.

Muitas reedições, mas nenhuma noividade que faça jus à uma venda astronômica. Estou positivo sobre o que poderá vir por aí, mas estou, por outro lado, receoso de haver poucos títulos interessantes nas bancas nesses meses e a demanda de animês e mangás das novas temporadas com coisas que não tenham bom conteúdo ou que sejam ruins tendam à só se expandir esqucenedo que Naruto e reedições não são as únicas coisas que vendam e possam ter algum conteúdo bom.

OIu as editoras mesmo…

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