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Archive for the ‘Fiction – Rosas ao alvorecer. Tsubasa Chronicles fan Fiction.’ Category

Cap. V

Após um longo período preso no fluxo do tempo e espaço aterrissou em uma terra devastada cheia de aparelhos metálicos, torres gigantescas e monstros que soltavam fumaça pela boca. Feliz ou infelizmente deveria procurar por sua irmã ali. Interessado em descobrir mais sobre aquela arquitetura interessantíssima pensou com seus botões que certamente aterrisara em um local peculiar e devidamente habitado por gente igualmente exótica. Infelizmente não teria muito tempo de pensar naquilo já que tinha de ir atrás de sua irmã. Como ele gostaria de estar com ela em um chá da tarde no conforto de casa e longe de problemas. Feliz ou infelizmente o seu maior desejo era derramar o sangue daquele garoto infeliz e usar seu crânio como taça. Era assim que deveria ser. Especialmente porque sabia que a cabeça de mongóis era acahatada e havia espaço de sobra para colocar seu vinho. Especialmente porque o cérebro deveria desgrudar facilmente exatamente porque ele era um cérebro arejado e pequeno como uma noz: restrito às funções básicas da sobrevivência e da ganância. Cuspiu no chão e pigarreou com nojo ao lembrar disso. Imaginou como seria sorver o gosto de uma massa cinzenta tão espetacularmente insignificante! Sentiu sua pele arder em fúria e seu corpo sentiu um peso intimidador. Caiu de joelhos no chão e bateu o queixo em uma placa metálica. Desmaoiu com o golpe. Porém, não antes de ver a chapa metálica entortar ao contacto de seu corpo em chamas. Estava sentindo algo estranho em seu corpo. Muito quente e doloroso. Sentiu que de seu peito emanava uma força que queria sair dali de dentro. Quente e dolorosa era essa sensação que foi crescendo com as horas dentro de seu corpo. Após acordar não sentia mais nada exceto que algo nascera dentro de si.

Levantou-se e seguiu caminho pelas ruas devastadas cheais de carros e muito pouco amigáveis. Estava em cima de uma ponte e via lá em cima um parapeito onde alguns homens se debruçavam. Pessoas gordas e baixas com penteados estranhos recortados em uma forma angular que preenchia o espaço do meio de suas cabeças. Usavam um adereço preto e quadrado tampando seus olhos. Suas vestes eram igualmente pretas. Algum tipo de lunáticos e isso não era de seu intersse: abriu caminho pelos escombros sentindo o peso e o calor de seu ódio e uma dor imensa em sua cabeça que zunia muito alto cada vez que ele fazia um movimento muito pesado ou brusco. Interessantemente sentia que tinha uma fome muito grande embora tivesse controções em seu estomâgo. Depois de muitas horas vagando por aquele trajeto deserto e sentiu uma combustão nascer de seus ossos e um peso imenso seu corpo sentou-se para comer algo em um recinto esquisito. Sentiu a carne cheirar gostosamente na lâmina de ferro e o óleo chiar. Olhou para o lado e sentiu naúseas ao sentir uma sensação estranha de que a pessoa que cozinhava não deveria existir. Pegou o prato que lhe entregaram e ignorou o fato. Aquilo soava como um absurdo à sua mente. Embora seu cérebro latejasse toda vez que ele olhava em direçaõ ao homem de avental cozinhando ali. O atendente ao entregar o prato havia largado o prato abobalhadamente ao olhar o seu rosto. Suas faces se contorciam em horror e foi correndo ao balcão. “Lunáticos. Que lugar mais esquisito este onde me encontro. Encontrei anões e pessoas sem um pingo de educação. O que será o próximo? Espíritos de fogo que falam?” Saboreando o suco de uma carne bovina recostou seus ombros naquele tecido acolchoado e pensou que poderia ficar lá por um bom tempo. Se claro ele não tivesse ouvido explosões ali perto. Por precaução resolveu pagar logo que comeu sua refeição. Lambeu os lábios e conteve seus gases e outros sons desgaradáveis e mal-cheirosos. Ao sair de lá notou algo esquisito. Quando o garoto virou da chapa para si ele sentiu a sensação de olhar em um espelho, porém, o espelho não mostrava seus movimentos. Nauseado resolveu virar o rosto. Espantado o atendente logo correu ao lado interno da cozinha. Seu corpo ardia em chamas e logo em seguida sentiu pequenas explosões. Não era sua imaginação, pois uma mesa havia pegado fogo. Os outros clientes horrorizados com tal manifestação pirotécnica e destrutiva fugiram do recinto. Exceto um que o encarava do outro lado do restaurante meticulosamente de maneira detida e curiosa.

– Bravo meu caro. Acredito que seu Kudan ainda não manisfestou sua forma e você esteja tendo problemas em liberrar ele. Quem sabe eu não consigo uma boa luta! – disse o cliente que o obseravava.

Olhando furiosamente o garoto que havia tentado lhe desafiar com uma postura tão arrogante ele bafejou uma bola de fogo. Estranhamente sentiu a consistência de uma pedra passar pelos seus dentes e sua pele ardia. Seus ossos pendiam entre a sensção de arderem e de um peso maior. Juntou as mãos em um gesto agressivo e positivo para lutar. Bafejou mais uma vez e soltou outra pedra de fogo esférica. Assutado o garoto se jogara no chão e rolara lateralmente para não ser pego pelos estranhos poderes de seu companheiro. Olhava para ele como se fosse algum monstro encarnado de uma lenda antiga. Talvez um dragão ou vampiro. Quem sabe ele fosse um antigo espírito guia dos kudans.

Não havia dúvidas que sem manifestar o Kudan em forma física ele exibia um poder de destruição consideravelmente perigoso. Seus olhos ardiam em vermelho e sua pele estava escura. Manifestara alguns aspectos de seu espírito guardião no prórpio corpo. Era como engolir o próprio filho ou animal de estimação para satisfazer a fome. Era monstruosamente insano aquilo que ocorrera. Não havia nascido um Kudan? Impossível. Manifestou sua arraia de água e inundou o aposento. Apagara o fogo da pele de Touya, porém, não havia sinais claros de carregá-lo pela força da maré que destruira grande parte do recinto. Cheio de água e com uma forte correnteza criada dentro daquele espaço restrito Touya sentia seus corpo potente apesar da imensa força com a qual lutava. Tornara-se um tipo de ser superior ao chegar àquele universo estranho. Se aproximando cada vez mais daquele sujeito magrela e de cachecol, com os óculos de aviador e as bostas brancas pegou-o pelo colarinho e o levantou com uma facilidade estrondosa.

– O quer quer de mim? – Cuspiu Touya

– Não respondo à assasinos de Kudans. – Disse o garoto que o provocara.

– Acha mesmo que me importo se você tem algo contra meus poderes? Quer morrer aqui tolo? Dizem em meu país que o tolo morre pela língua. – Retorquiu Touya

Ao dizer isso sentiu que havia mais gente espreitando aquela luta. Jogou o garoto com toda sua força contra a parede e abriu caminho na parede com força total. Destruiu parte da rua ao atravessar ela correndo e sentiu que algo deveria ter nascido de todo aquele poder adquirido.Resolveu se isolar embaixo de um túnel qualquer em uma linha férra não mais utilizada.

Enquanto isso no restaurante o olhar vidrado e os soldados atemorizados por verem seu mestre ter sido derrotado e quase morto por tamanha abominação haviam criado um sentimento estranho. Uma sede de vingança, uma curiosidade e um asco tremendo por aquele Kudan encarando. O espírito não tinha se liberado por alguma razão, mas se ele se manifestasse seria praticamente o fim daquele lugar. Talvez do mundo. Assim o líder da gangue ordenou alerta máximo e mandou alguns de seus membros avisarem a gangue inimiga sobre a devastação causada por aquele animal incontrolável. Sentia que lhe dava com um gigante ou um Youma adormecido. Nunca vira algo tão surpreendentemente terrível. Ainda guaradava em seus ossos a sensação de que poderia ter sido partido ao meio como um palito apenas com a força do pensamento daquele homem.

Sob a ponte ouviu os passos de homens inquietos, gritos e brados de busca. Estavam todos alarmados com ele. Não era para menos. Ele se tronarara naquele universo estranho algo mais que mero controlador de espíritos. Ele era algo além do humano. Havia a sensação de que fosse, infelizmente, uma aberração mesmo naquela realidade fantástica onde pessoas convocavam espíritos ao seu bel prazer pela simples força do pensamento. Sentia que algo terrível poderia emanar dali, mas não tinha certeza se ele teria a chance de poder ser recompensado por sua força e sua dedicação. Achava que poderiam tentar livrar-se dele de maneiras asquerosas e medonhas. Saberia ele algo sobre isso ou simplismente haveria algo de profundamente ruim dentro de si? O que ele mais queria naquele momento era sentir seu corpo transformar-se em carne e sentir as gotas de chuva atravessaado seu corpo como todo corpo frágil e humano. Feito de carne e que gostaria de sentir que suas pernas doiam. Pela primeira vez chorara em anos; mesmo que fosse por algo tão egoísta que doia saber que ele ainda continuava com aquela missão por pura teimosia e vontade de poder provar para si mesmo que ele era a melhor opção de vida de sua irmã. Ele era um fim e um propósito. Assim como Syaoran era uma danação e uma condenação pela sua própria existência. Esfregando suas mãos rochosas uma contra a outra em uma sensação estranha de que esfoliava sua carne com a pressão enorme e o atrito estrondoso. Gritou de raiva. Infelizmente o que saiu de sua boca era pouco mais que um grunhido.

Continua.

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Continuarei amanhã sem falta povo do meu coração enquanto isso comentem e critiquem se gostaram ou não. Se acham que a história está assumindo um formato interessante e um rumo instigante. E até mais tarde que já é muito cedo aqui e eu preciso descansar pra dar continuidade à essa fic. Abraços e aguardem muitos capítulos ainda esse mês.

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Adiconarei mais um capítulo de minha fanfic aproveitando minha falta de sono e meu interesse em continuar essa história. Tentarei dar uma reviravolta nos eventos e quem sabe em pouco tempo eu não termino essa fic para que eu possa contar outrs história. Acredito que a qualidade esteja boa, mas ela mostra sinais de que pode vir a decair em pouco tempo. Espero que aporeciem mais esse capítulo. Acho que encerrarei a fic assim que consguir encaixar o Syaoran na história e a vingança poderá ser concluída.

Título do capítulo: A besta interior.

Ainda olhando para a chuva que pingava de maneira insistente pensou que poderia ficar ali horas e ninguém o descobriria embaixo dos restos daquele lugar abandonado. Metal, pedra e uma fiação elétrica muito antiga percorriam os parapeitos e os arcos da ponte muito embora ela estivesse totalmente destruída na parte elétrica sendo impossível até mesmo que qualquer corrente passase pelos fios revestidos de um metal já muito danificado.  Quase sem energias para erguer a voz à um som equivalente ao ruído que um sussuro emite. Aquela zona era tão abandonada quanto aparentava. Podia-se contar os anos pelas dobras e manchas que o metal adquirira e aquela cor Cobalto esverdeada não era um bom sinal. Talvez, muito talvez devesse sair dali antes que a ponte desabasse sobre si, mas sentia-se melnacólico e muito triste.

Seus braços mal podiam sentir qualquer pulsação. Ironicamente ganhara uma massa extraordinaria e mesmo assim não podia sentir a própria pulsão. A melancolia comia seu coração e consumia seu espírito como o cascalho cai do céu. As cinzas doque fora seu corpo começavam a perturbar ele. Talvez, pudesse retomar seu corpo de uma forma ou outra, mas isso não impedia que ele se deparasse com sua irmã eela o tomasse por uma aberração e o seu queridoinho amado o matase como se mata uma besta. Não poderia permitir que a glória alcançasse o homem de sangue bparbaro. Deveria retornar imediatamente ao que era. Para isso arrancaria algumas cabeças. Segredos seriam desvendados e ele teria de consumir sangue inocente para tanto. Assumira o corpo da besta precisaria assumir o papel de uma besta.

A  chuva ainda caia torrencialmente, mas isso era insignificante perante aquela vasta couraça e mesmo que fosse venenosa nem ao menos o arranharia. Era um espírito encarando em um corpo de pedra com fogo eterno. Rugiu e saiu correndo em direção ao restaurante onde avistara aquele homem consideravelmente pareciso consigo. Haveria de desvendar algo daquilo tudo se estivesse ao menos próximo daquele homem. Tinha certeza. Acontece que o restaurajnte estava totalmente destruído pela última nopite de peleja e não sobrara nada.

Cacos de vidro, panelas atravessadas pela ferrujem e janelas quebradas. Um rodamoinho tinha passado por ali e ninguém se importara em reconstruir mais uma ferida naquela cidade cheia de hematomas. Afinal era só mais um pingo de sangue em meio à um mar de feridas abertas e muito grandes. Aquele estabelecimento não era importante para ser hábnitado mais uma vez. Mas quem seriam aqueles homens que viviam em gangues? Quem seriam as pessoas normais e melhor aqueles homens esquisitos com penteados quadrados sobre suas cabeças. O sol jah iluminava o estabelçecimento assim como toda a cidade em um dourado envelhecido com umtom muito forte que tendia para o cobre e o bronze. Aquele sol quente lhe trazia lágrimas sobre sua face e uma sensação de urgência que se estendia por todo o seu corpo. Sua mente estava confusa e se estritava em um funil de pensamentos. O movimento de seu corpo atordoava sua mente. Cada passo era uma batida de martelo em sua mente.

– Então é aqui que o monstrengo está?! Parabéns para mim. – Disse uma voz confiante

Virando-se Touya via awuele mesmo garoto de óculos de aviador e lençol branco que cobria o peito e o pescoço se aproximando a passos lentos e com uma confiança muito grande. Passo por passo o ritmo de seus poensamentos aumentavam. Deu dois passos para trás tropeçou emn uma janela se segurando em um dos parapeitos por pouco. Olhando diretamente aquele jovem homem em sua impon~encia pensou, por um instante, em se ajoelhar, mas o pensamento flui como a mente, ou seja é totalmente efemero e descartou o absurdo de sua mente.

– Então mosntrengo. Vai me mostrar do que realmente é feito ou terei de provocá-lo para ter uma reação condizente com o que você é.

– Quer mesmo que eu seja uma besta e você o caçador meu caro? – Respondeu Touya com uma dose bem grande de ironia.

Os olhos do jovem acenseram como se duas tocahs ardessem incessantemente perante ele. Espumando de raiva apertou os olhos e começou a vociferar palavras entre engasgos e cupiu no chão rangendo os dentes e pisando fundo de forma que seus pés sentissem o concreto contra seus pés. Touya não recuou, mas imponentemente ergeu seu peito de barro e pedra e sua pele queimava de maneira arder a pele do homem. Seguindo em direção à ele afundava suas mãos em seu peito e batia com vigor urrando de raiva. Pegou o pelo colarinho e o sacudiu com vontade até que o homem fraquejasse e disse por fim:

– Agora quem é o animal? Me diga quem é o animal? – Vociferou Touya.

– Acho que não sou eu. – Respondeu cinicamente o homem.

– Pois quem está abatido é você e é melhor vc me responder algumas coisas.

Com um olhar desafiador e um ar um tanto relaxado olhou desviando os olhos do seu carrasco. Não se intimidaria. Tinha-o onde queria. Touya percebeu a manobra e tomou uma ação de maneira muiito efetiva. Utilizou um pedaço de pano velho para amordaçar o homem e mamarrou ambas as mão por trás da nuca. E sentou-se olhando-o de maneira desafiadora. O levou poara dentro do estabelecimento onde era a cozinha e o manteve entre o fogão e o armário de conservas. Sentou-se, cruxou os braços e esperou pacientemente a agonia e o transtorno lhe virem às faces.

Continua…

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Enfim Vamos aos meus posts com os caítulos da Fic todos Numerados e com seus respectivos títulos:

 

(Leiam a descrição antes de prosseguirem por favor. A descrição da categoria obviamente.)

Ficha:

Animê: Tsubasa Chronicles. Misturado com a cronologia de Sakura Card Captors.

Personagens: Touya. (Nessa primeira parte)

Plot geral: Toya se vê sozinho no Castelo pensando à respeito de todas as memórias que ele tem de sua irmãzinha. Algumas delas particularmente familiares começam a emergir em um turbilhão estranho e confuso. Sozinho no castelo olha o reino ao seu redor e começa a cogitar os seus planos de como vai reagir à Syaoran quando ele voltar e trouxer sua pequena irmãzinha de volta.

Inspiração: Minha vontade de ter sido primogênito conta mais que qualquer música. Portanto, contem como uma inspiração autobiográfica.

Aviso: Palvreado sujo e machismo. É o Toya, gente.

Nota: Gostaria de fazer isso em foirma de monólogo. O teatro é muito interessante nesse sentido. Portanto, esperem falas grandes.

I.

Sentado em seus trono um homem de roupa preta e cabelos lisos franze seu cenho. Apertando as mão exclama: “…Hmpf…Syaoran.Sy-a-o-ran. Pensar que aquele pirralho tem o coração de minha irmã. Aquela tonta não sabe mesmo escolher namorados. Penso que, infelizmente, a perda da memória daPrincesa pode ter trazido algo de bom. Um mero funcionário das minas. Alguém sem sangue nobre. Como isso pode ter acontecido? Ela nunca foi tão esperta á esse ponto. Garoto astuto. Afinal, era….”
Estranhamente seus olhos estão se remexendo e de repente sua musculatura toda se contorce em um movimento um tanto artificial, meio dolorido. Suas mãos começam a apertar o forro do trono de forma que a marca de seus dedos fiquem marcadas no tecido. Cuspindo furiosamente o movimento de seus olhos assume uma movimentação similar à de um relógio. Suando frio ele exclama: “Estrangeiro. ES-TRAN-GEI-RO!”
Àquelas palavras pronunciadas de forma repugnante ele pensa que está sonhando. Essas horas fora das atividades do reino lhe matavam. Com raiva ele contêm com ferocidade o lacrimejar de seus olhos e assume uma postura agressiva novamente. Estaria louco. Sua cabeça estava explodindo repentinamente. Ao movimento dos olhos, seus pés batiam e o corpo se contorcia em movimentos horrorosos. Passada essa emergência levanta-se meio cansado e move-se em direção à seu cômodo. “Não, não isso não está certo. Deve haver algum encanto nisso tudo. irei me recompor. Ele não poderia…”

II.

Recomposto e com ânimo o rei levanta aos seus afazeres. Pasado o dia todo em atividades sobre as minas vê-se atormentado pela noite em que Sakura desaparecera. Aquele lugar quente e deserto, ainda emana o cheiro de uma certa amargura. O nome Syaoran escapa de seus lábios uma vez mais. Aos olhos dos outros eu não sou nada mais que um assasino, não?! Mal podia acreditar que estaria fazendo àquele lugar o favor de se livrar das memórias que tinha de sua irmãzinha. O ar quente lhe trazia ao lábio a sensação do calor emanando do solo que lhe queimava a boca com a sensação da areia quente raspando em seus lábios.
“Muito bem, eu, o Rei Toya ordeno que essa construção seja encerrada até segunda ordem.” Ou até que o herói Syaoran resolva voltar com a Princesa. Talvez ergam uma estátua em sua homenagem. O problema era que increvelmente algo em si mudara por dentro depois daquela convulsão. A vontade de trazer sua irmã crescia. Não havia como confiar em um estrangeiro. Em um “chinês”… Estranhamente as palavras não lhe cabiam na boca e o som era demasiadamente estranho. Não havia país no mapa que indicasse essa procedência, porém, ele tinha certeza que o namoradinho da princesa era um bárbaro das terras amarelas. Mal podia acreditar que ninguém sabia do terrível perigo que tal nacionalidade implicava para eles. Mesmo tendo sido pobres; um dia o problema não era o reino, mas a felicidade em família e aquele garoto havia entrado na vida dela. Cansado de novo o Rei contorce seus rosto e faz uma careta.
“Muito bem súditos! Hora de fazerem seu trabalho. Não me sinto bem e precisarei me retirar aos aposentos. Preciso resolver alguns afazeres no Castelo.”

Algo era certo. Ele não gostava de Syaoran e ele tinha ignorado por tempo demais a procedência Gaijin e perigosa daquele pivete. Ele era um Bárbaro e pouco teria de comum com o seu reino. Ele era da mesma etnia de sua raça, mas não poderia perdoar e nem permitir que um lobo entrasse em meio aos cordeiros. Ele haveria de causar estragos maiores à seu inquilino que ele à princesa Sakura.

– Estou certo disso. Preciso recorrer à bruxa do tempo para resolver isso. Entregarei meu amor fraternal, mas não esquecerei o ódio que sinto por ti maldito chinês. Teu nome foi sua sina Syaoran. Reze por sua vida.

Personagens: A bruxa do tempo e Touya

III.

Esperando em seus aposentos o rei se vê invadido por uma inquietação. Pulsa e palpitam seus orgãos, seu peito se contraí em dor, seus olhos não pregam um minuto pela dor, pelo suor, de lembrar que deveria vender algo de si mesmo para a bruxa do tempo. Levanta-se de um pulo só da cama. Como cogitar qualquer possibilidade de deixar o reino para trás, qual seria sua sina, seu destino maior seria matar Syaoran ou ele deveria vagar pelas dimensões? Atormentado ele grita em frustração. “Mal posso acreditar que eu esteja fraquejando! Não, não e não! Eu devo ir atrás de Sakura. Mas, ó, qual é o meu maior desejo o bem estar de minha irmã, o meu reino ou a morte de um plebeu sujo? Sujo, ingrato e bárbaro. Ainda por cima: chinês!” Apertando os dentes ele esmurra a parede à sua frente.
Não poderia conter essa revoada de pensamentos, essa nuvem que perâmbulava por sua mente. Suas idéias estavam por demais confusas e misturadas. Tinha se dado conta à pouco tempo do caráter malévolo de seu súdito. Como ele poderia ter permitido isso?! Estaria ele pensando que apenas por meio de infiltrar-se em seu país ele teria meios de destruir a sua querida cultura milenar? Eles eram mais novos. Tinham sido colonizados. Estranhamente ele sabia que ninguém iria compreender isso por mais que tivesse balbuciado isso em público perto de um de seus cozinheiros que o olharam e tiveram por louco. Certamente pensavam que não havia tal lugar e que sua majestade estaria sofrendo efeitos de alguma doença ou perda de memória acentuada. Se ele fosse mais velho vinte anos o acusariam de senilidade e futilidade.
Caminhando pelo salão pensou em levar espadas e mais espadas, já havia separado comida e mantimentos. Não sabia se deveria levá-los em uma sacola ou em um manto enrolado. Seria melhor disfarçar. Dissimular suas emoções e intenções diante da bruxa. Ela poderia impedí-lo ao perceber seu ódio escorrendo pelo seu suor. Suas veias estavam pulsando e bombenado sangue com uma velocidade assustadora! Ele arfava pela possibilidade de ser enxotado do casarão antigo que beirava entre as dimensões. Sua expectativa era que ele pudesse perseguir Syaoran onde ele estivesse sem precisar se preocupar com as eventuais tentativas da bruxa trazê-lo de volta. Ela não deveria ter nada haver com isso. Uma vez garantido o desejo ele poderia eliminá-la quando voltasse. Não sabia se deveria derramar mais sangue ou deveria se contentar em enganar a bruxa com suas boas intenções. Alguém deveria cuidar do reino também enquanto estivesse fora.
Mas quem? Isso não era uma questão para agora e nem deveria preocupá-lo. Simplesmente pediria ao seu conselheiro a decisão para o cargo. Mesmo que fosse ele. O reino estava em crise e não poderia deixar de trazer a princesa.
O problema seriam os cidadãos. O sumiço da princesa havia sido uma comoção. Sem o que dizer sobre o fato não poderia ter revelado que a princesa teria perdido suas memórias e um simples carvoeiro seria aquele destinado à sua salvação e que traria o reino à uma estabilidade. O que lhe fervia o sangue era que aquele que teria sido separado por destino estava atado por forças ocultas ao destino da princesa. Cuspindo no chão, não podia conter sua raiva. Abriu a porta do palácio após estabelecer quem cuidaria de seus afazeres. Mesmo que desprovassem sua retirada ele deveria enfrentar uma gigante por culpa do amor irresponsável de sua irmã mais nova. “Cretino! – disse ao vento com muita raiva.”

Cap IV.

Título: O destino de Touya. Os olhos da bruxa. A decisão de Touya.

Personagens: Touya, Yūko Ichihara e Kimihiro Watanuki (Aparecendo brevemente apenas)

Resumo: A caminho do palácio de Yuko Ichihara (A bruxa do tempo e espaço ou a bruxa dimensional). Divaga sobre os olhos prateados dela e de como suas feições poderiam se assemelhar a de um gato. Chegando lá ele precisa inventar um motivo para poder abandonar seu reino. O que ele arriscará perder? Suas memórias? Seu reino? O amor de sua irmã? Em dúvida ele tenta pensar nisso enquanto a Bruxa do tempo-espaço começa a suspeitar das boas intenções de Touya enquanto irmão mais velho de Sakura.

Enquanto se dirigia àquela casa de magias, bruxaria, feitiços e fantasmagorias algo o assombrava. Os olhos da bruxa espaço-temporal. Conhecia-os por através de relatos de alquimia. Costumava ouvir de Yukito histórias terríveis de como ela conseguiu sufocar um cavalo e um homem adulto apenas com a força de seu pensamento olhando diretamente em seus olhos. Imaginava as pupilas da bruxa cheias de sangue, consumindo a vida de suas vítimas enquanto ela alimentava a sua com o sangue de seres inocentes. Absolutamente assustadores e aterradores eram esses relatos. Ouvia-os com uma curiosidade infantil e um desejo estranho de entender como a magia funcionava. Às suas perguntas Yukito apenas replicava que ele não deveria tomar como verdades os acontecimentos de narrativas orais. Elas eram como romances para moças. Eram contos da carochinha para assustar crianças levadas. Contadas enquanto o dia estava acabando e o sol se punha àquela hora não podia ser mais propícia para lhe trazer as memórias de como aquelas histórias o faziam voar alto pelos céus da imaginação. O sol se punha enquanto ele lamentava ter que deixar o castelo para trás.
Afastou esses pensamentos e parou perto às ruínas da escavação arqueológica onde Syaoran tinha levado sua irmã em seus braços para lugares distantes. Aquelas asas o deixavam abismado. Deixava-o embasbacado e surpreso que ele não havia impedido essa atrocidade e ele mesmo assumido a missão. “Escolhido disseram. Uma ova!”.

Ajeitando sua trouxa a colocou-a no chão gentilmente. Por sorte ele tinha alguns “brinquedos” adquiridos com pessoas que usavam as artes ocultas. Anotações proibidas. Coisas de mago. Foi em busca por uma solução para o seu problema de falta de poderes que o possibilitassem alcançar a mansão da bruxa Yūko Ichihara que encontrara surrado e amarelado um mapa mágico para poder alcançar o lugar que estava entre o limite do tempo e do espaço. Enfiando a mão em sua trouxa ele retirou o papel exato. Amassado, surrado e um pouco amarelado a gordura de seus suprimentos havia manchado a página que havia sido retirada às pressas de um caderno de anotações que ele encontrara enfiado em um registro antigo da biblioteca do reino. O escrito estava relativamente legível apesar de todas as manchas. Engolindo em seco sua saliva, pigarreou e engoliu em seco. Era agora ou nunca. Só esperava sair vivo e com seus órgãos intactos. Vendo a magia subir em forma de fumaça de seus dedos uma revoada de vento o envolvia. Estava chegando ao seu destino.

Ao encarar os muros de pedra e a arquitetura extravagante daquele lugar incomum ele repensou se deveria estar ali. Um frio repentino passou-lhe pela espinha paralisando-o. O ar estava estagnado. Um garoto de preto, magricela e mirrado passava perto dele. Sentia uma aura, uma sensação de mal estar. O garoto estava em um uniforme colegial preto e usava um cabelo de corte em formato de uma tigela. Sentindo o peso que o garoto carregava nas costas procurou por algo pesado. Não havia nada. De repente o garoto caiu de cara no chão. Espantado tentou agarrá-lo pela mão e levantá-lo.”Está bem garoto?” Levantando-se o garoto levantou sua voz preparando-se para gritar. “Yuuko. Visitas!” Supreso afastou-se e ficou olhando-o. “Ei, ei. Você veio aqui por uma razão, não?! Só estou facilitando o serviço. Não me culpe.” O garoto se retirou para dentro da mansão em disparada.

Começou a sentir uma fragrância exalando de dentro da casa. O que seria? Quem seria? A bruxa dimensional? Tremendo e gaguejando pensava como poderia convencê-la de suas sinceras intenções. Deparou-se com uma mulher alta, elegante, de fartos seios e vestida em um quimono exuberante e extremamente sensual. Sentia uma certa languidez, uma moleza que o fazia balançar sua cabeça e sorrir. Olhando aquela silhueta elegante perdeu sua concentração por alguns minutos. Até que ao ouvir o comando vindo dessa linda mulher reparou em seus olhos. Eram olhos vermelho-pérola de um rubi fosco e morto. Engoliu em seco e começou a se afastar lentamente mantendo uma distância mais que respeitável. Não queria ser pego pela sua magia maligna.

Yuuko: Diga garoto. O que deseja?

Touya: P-por a-acaso você… é a Bruxa Dimensional? Como estão Sakura e Syaoran?

Yuuko: Você diz os garotos que trouxeram uma menina desfalecida para essa mansão em busca de sua memória?

Touya: Sim, eles mesmos. Só pude vir agora para poder me juntar a eles!

Yuuko: Não deveria estar aqui. Eles já estão em seu caminho. Dificilmente você poderá alcançá-los.

Touya: MAS! Sakura! Ou melhor minha irmã querida! Não pode me separar dela! – Disse apertando um um pedaço do tecido de seu manto e mordendo os lábios.

Yuuko: Sinto frutração em seus olhos e uma sinceridade animal. O que o incomoda?

Touya: Não és uma negociante? Não queroi essa desculpa de intenções. Ela é minha irmã. Estou resoluto a fazer uma troca para poder acompanhar ela em sua jornada por suas memórias!

Yuuko: Você não está destinado a isso. O único que realmente está envolvido nisso é o garoto chamado Syaoran. Ele possui uma vontade extraordinária. Não sinto essa determinação em você.

Touya: Então o que você sente em mim com relação às minhas intenções? – Disse ele nervoso, com os lábios apertados e balançando as mãos freneticamente em um gesto impaciente.

Yuuko: Raiva. Ódio. Sinto que não poderá seguir sem auxílio.

Touya: Se é auxílo que eu preciso é do auxílio de minha irmã.

Yuuko: Sou uma negociante. Não uma advogada. Não cabe a mim decidir se deverá ou não ir direto para lá ou deverá ficar aqui por causa de seus sentimentos. Apenas sinto que você não está certo do que quer.

Touya: E como pode dizer isso?

Yuuko: Apenas posso. Não pergunte.

Touya; Se não depende de você peço que apenas cumpra meu desejo.

Yuuko; Certamente. Só basta você decidir o que é mais importante para você. Aí sim, poderemos fazer com que você viaje em busca de sua irmã. Vejamos. Sugira algo. Quero testar sua sinceridade.

Revirando os olhos, suando frio a dúvida lhe surgia. Seria seu reino, sua irmã? Seu ódio? O que seria? Pensando e pensando. Sentiu um palpitar de algo mais prfundo. Lembrou de Yukito de quanto eram próximos. De quanto eles passavam tempo juntos. Eram irmãos separado em nascimento por assim dizer. Pensou e pensou mais.

Touya: Meu desejo para ir atrás de minha irmã envolve ela certamente, mas envolve algo mais profundo. Não posso partir sem esse sentimento, porém, há algo que eu posso abdicar apesar de que meu peito dói. Dói demais ao abdicar de tamanhas emoções. Meu…

Yuuko: Entendo. Seu amor pelo padre Yukito. Então o entregue e poderei colocá-lo em rota para a dimensão em que eles estão.

Resignado e conformado, abaixou os braços e sussurrou que iria abdicar de seu amor por Yukito. Poderia apagar suas memórias se quisesse e seu amor poderia cair no esquecimento, mas teria ao menos a lembrança de seu rosto ao menos? Não poderia pensar mais muito nisso. Apenas abriu sua mente e sentiu que havia perdido algo. Seu coração havia consumado esse amor há alguns anos e havia se intensificado estranhamente há algumas noites atrás. Lembrava de seus dias com ele em algum lugar distante. Eram mais próximos que nunca. Havia um amor secreto entre eles. Ele mal sabia disso. E isso havia se perdido. Apenas quem retinha isso era a bruxa. Para Touya aquele homem não passava de um servo com muitas histórias estranhas e um sorriso interessante. Uma pessoa cândida e gentil. Um tanto apagada por causa de sua delicadeza quase feminina.

Após um longo período preso no fluxo do tempo e espaço aterrissou em uma terra devastada cheia de aparelhos metálicos, torres gigantescas e monstros que soltavam fumaça pela boca. Feliz ou infelizmente deveria procurar por sua irmã ali. Interessado em descobrir mais sobre aquela arquitetura interessantíssima pensou com seus botões que certamente aterrisara em um local peculiar e devidamente habitado por gente igualmente exótica. Infelizmente não teria muito tempo de pensar naquilo já que tinha de ir atrás de sua irmã. Como ele gostaria de estar com ela em um chá da tarde no conforto de casa e longe de problemas. Feliz ou infelizmente o seu maior desejo era derramar o sangue daquele garoto infeliz e usar seu crânio como taça. Era assim que deveria ser. Especialmente porque sabia que a cabeça de mongóis era acahatada e havia espaço de sobra para colocar seu vinho. Especialmente porque o cérebro deveria desgrudar facilmente exatamente porque ele era um cérebro arejado e pequeno como uma noz: restrito às funções básicas da sobrevivência e da ganância. Cuspiu no chão e pigarreou com nojo ao lembrar disso. Imaginou como seria sorver o gosto de uma massa cinzenta tão espetacularmente insignificante! Sentiu sua pele arder em fúria e seu corpo sentiu um peso intimidador. Caiu de joelhos no chão e bateu o queixo em uma placa metálica. Desmaoiu com o golpe. Porém, não antes de ver a chapa metálica entortar ao contacto de seu corpo em chamas. Estava sentindo algo estranho em seu corpo. Muito quente e doloroso. Sentiu que de seu peito emanava uma força que queria sair dali de dentro. Quente e dolorosa era essa sensação que foi crescendo com as horas dentro de seu corpo. Após acordar não sentia mais nada exceto que algo nascera dentro de si.

Levantou-se e seguiu caminho pelas ruas devastadas cheais de carros e muito pouco amigáveis. Estava em cima de uma ponte e via lá em cima um parapeito onde alguns homens se debruçavam. Pessoas gordas e baixas com penteados estranhos recortados em uma forma angular que preenchia o espaço do meio de suas cabeças. Usavam um adereço preto e quadrado tampando seus olhos. Suas vestes eram igualmente pretas. Algum tipo de lunáticos e isso não era de seu intersse: abriu caminho pelos escombros sentindo o peso e o calor de seu ódio e uma dor imensa em sua cabeça que zunia muito alto cada vez que ele fazia um movimento muito pesado ou brusco. Interessantemente sentia que tinha uma fome muito grande embora tivesse controções em seu estomâgo. Depois de muitas horas vagando por aquele trajeto deserto e sentiu uma combustão nascer de seus ossos e um peso imenso seu corpo sentou-se para comer algo em um recinto esquisito. Sentiu a carne cheirar gostosamente na lâmina de ferro e o óleo chiar. Olhou para o lado e sentiu naúseas ao sentir uma sensação estranha de que a pessoa que cozinhava não deveria existir. Pegou o prato que lhe entregaram e ignorou o fato. Aquilo soava como um absurdo à sua mente. Embora seu cérebro latejasse toda vez que ele olhava em direçaõ ao homem de avental cozinhando ali. O atendente ao entregar o prato havia largado o prato abobalhadamente ao olhar o seu rosto. Suas faces se contorciam em horror e foi correndo ao balcão. “Lunáticos. Que lugar mais esquisito este onde me encontro. Encontrei anões e pessoas sem um pingo de educação. O que será o próximo? Espíritos de fogo que falam?” Saboreando o suco de uma carne bovina recostou seus ombros naquele tecido acolchoado e pensou que poderia ficar lá por um bom tempo. Se claro ele não tivesse ouvido explosões ali perto. Por precaução resolveu pagar logo que comeu sua refeição. Lambeu os lábios e conteve seus gases e outros sons desgaradáveis e mal-cheirosos. Ao sair de lá notou algo esquisito. Quando o garoto virou da chapa para si ele sentiu a sensação de olhar em um espelho, porém, o espelho não mostrava seus movimentos. Nauseado resolveu virar o rosto. Espantado o atendente logo correu ao lado interno da cozinha. Seu corpo ardia em chamas e logo em seguida sentiu pequenas explosões. Não era sua imaginação, pois uma mesa havia pegado fogo. Os outros clientes horrorizados com tal manifestação pirotécnica e destrutiva fugiram do recinto. Exceto um que o encarava do outro lado do restaurante meticulosamente de maneira detida e curiosa.

– Bravo meu caro. Acredito que seu Kudan ainda não manisfestou sua forma e você esteja tendo problemas em liberrar ele. Quem sabe eu não consigo uma boa luta! – disse o cliente que o obseravava.

Olhando furiosamente o garoto que havia tentado lhe desafiar com uma postura tão arrogante ele bafejou uma bola de fogo. Estranhamente sentiu a consistência de uma pedra passar pelos seus dentes e sua pele ardia. Seus ossos pendiam entre a sensção de arderem e de um peso maior. Juntou as mãos em um gesto agressivo e positivo para lutar. Bafejou mais uma vez e soltou outra pedra de fogo esférica. Assutado o garoto se jogara no chão e rolara lateralmente para não ser pego pelos estranhos poderes de seu companheiro. Olhava para ele como se fosse algum monstro encarnado de uma lenda antiga. Talvez um dragão ou vampiro. Quem sabe ele fosse um antigo espírito guia dos kudans.

Não havia dúvidas que sem manifestar o Kudan em forma física ele exibia um poder de destruição consideravelmente perigoso. Seus olhos ardiam em vermelho e sua pele estava escura. Manifestara alguns aspectos de seu espírito guardião no prórpio corpo. Era como engolir o próprio filho ou animal de estimação para satisfazer a fome. Era monstruosamente insano aquilo que ocorrera. Não havia nascido um Kudan? Impossível. Manifestou sua arraia de água e inundou o aposento. Apagara o fogo da pele de Touya, porém, não havia sinais claros de carregá-lo pela força da maré que destruira grande parte do recinto. Cheio de água e com uma forte correnteza criada dentro daquele espaço restrito Touya sentia seus corpo potente apesar da imensa força com a qual lutava. Tornara-se um tipo de ser superior ao chegar àquele universo estranho. Se aproximando cada vez mais daquele sujeito magrela e de cachecol, com os óculos de aviador e as bostas brancas pegou-o pelo colarinho e o levantou com uma facilidade estrondosa.

– O quer quer de mim? – Cuspiu Touya

– Não respondo à assasinos de Kudans. – Disse o garoto que o provocara.

– Acha mesmo que me importo se você tem algo contra meus poderes? Quer morrer aqui tolo? Dizem em meu país que o tolo morre pela língua. – Retorquiu Touya

Ao dizer isso sentiu que havia mais gente espreitando aquela luta. Jogou o garoto com toda sua força contra a parede e abriu caminho na parede com força total. Destruiu parte da rua ao atravessar ela correndo e sentiu que algo deveria ter nascido de todo aquele poder adquirido.Resolveu se isolar embaixo de um túnel qualquer em uma linha férra não mais utilizada.

Enquanto isso no restaurante o olhar vidrado e os soldados atemorizados por verem seu mestre ter sido derrotado e quase morto por tamanha abominação haviam criado um sentimento estranho. Uma sede de vingança, uma curiosidade e um asco tremendo por aquele Kudan encarando. O espírito não tinha se liberado por alguma razão, mas se ele se manifestasse seria praticamente o fim daquele lugar. Talvez do mundo. Assim o líder da gangue ordenou alerta máximo e mandou alguns de seus membros avisarem a gangue inimiga sobre a devastação causada por aquele animal incontrolável. Sentia que lhe dava com um gigante ou um Youma adormecido. Nunca vira algo tão surpreendentemente terrível. Ainda guaradava em seus ossos a sensação de que poderia ter sido partido ao meio como um palito apenas com a força do pensamento daquele homem.

Sob a ponte ouviu os passos de homens inquietos, gritos e brados de busca. Estavam todos alarmados com ele. Não era para menos. Ele se tronarara naquele universo estranho algo mais que mero controlador de espíritos. Ele era algo além do humano. Havia a sensação de que fosse, infelizmente, uma aberração mesmo naquela realidade fantástica onde pessoas convocavam espíritos ao seu bel prazer pela simples força do pensamento. Sentia que algo terrível poderia emanar dali, mas não tinha certeza se ele teria a chance de poder ser recompensado por sua força e sua dedicação. Achava que poderiam tentar livrar-se dele de maneiras asquerosas e medonhas. Saberia ele algo sobre isso ou simplismente haveria algo de profundamente ruim dentro de si? O que ele mais queria naquele momento era sentir seu corpo transformar-se em carne e sentir as gotas de chuva atravessaado seu corpo como todo corpo frágil e humano. Feito de carne e que gostaria de sentir que suas pernas doiam. Pela primeira vez chorara em anos; mesmo que fosse por algo tão egoísta que doia saber que ele ainda continuava com aquela missão por pura teimosia e vontade de poder provar para si mesmo que ele era a melhor opção de vida de sua irmã. Ele era um fim e um propósito. Assim como Syaoran era uma danação e uma condenação pela sua própria existência. Esfregando suas mãos rochosas uma contra a outra em uma sensação estranha de que esfoliava sua carne com a pressão enorme e o atrito estrondoso. Gritou de raiva. Infelizmente o que saiu de sua boca era pouco mais que um grunhido.

Continua.

Reservarei outro post para continuar essa fic mais tarde por aqui. Espero que tenham gostado e se quiserem contribuir com o projeto entrem aqui: http://www.cosplaybr.com.br/forum/viewtopic.php?f=12&t=9584

Até o outro post e muito obrigado desde já.

Lembrem-se: Classifiquem. Critiquem. Digam o que acharam. Quais as melhores, as piores partes? Sugestões? Enviem sem medo. Expectativas para o próximo capítulo? Enfim avaliem e postem com suas opiniões. Adoraria saber e tentar entender o que esperam dessa fic. Muito obrigado pelo apoio e pela paciência em ler um texto tão comprido e deveras rebuscado. Agradeço-vos de coração.

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