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Archive for December, 2010

Fantasia

Começarei uma assunto novo hoje: animês de fantasia. Mas o que define o gênero fantasia? Existem muitos e muitos tipos de fantasia na literatura. Falarei essencialmente do gênero moderno de fantasia sem abarcar os mitos que segundo a classificação que irei propor é um gênero nascido no século XX.

O que é o gênero fantasia?

Citando um texto muito interessante chegamos às seguintes conclusões:

Dungeons & Dragons é considerado um dos mais influentes veículos de popularização de fantasia, principalmente a medieval. Seus produtos incluem jogos, romances, games, cards, e vários outros “brinquedos”. Contudo, Fantasia é um campo vasto dentro da Ficção Especulativa. E o D&D já tentou investir em vários ramos desse campo. Dos seus primórdios na Espada & Feitiçaria até a quase homogenia da Alta Fantasia em seus produtos atuais sob a égide da Wizards of the Coast, tivemos a influência da Fantasia Sombria, Baixa fantasia, Fantasia Urbana, Fantasia Leve, entre outras.

Ainda podemos classificá-los em vários gêneros. Embora muitos desses gêneros não sejam propriamente retartados nos animês e mangás. Vejamos então quais são eles:

Alta Fantasia ou Fantasia Épica (High Fantasy): trata sobre heróis predestinados e “maiores que a vida” como o conflito entre o bem e mal. Se desenvolvem em mundos completamente fictícios, algum paralelos ao nosso próprio, onde o poder da magia é grande e a tudo permeia. Os protagonistas típicos dessa tema levam vidas pacatas e são arrastados para sua “jornada heróica”, alguns pela força dos acontecimentos outros por amor a aventuras. Profecias e direitos de nascença também são elementos comuns, como também jornadas e missões. Alta fantasia se aproxima muito do mito, no sentido de haver uma grande impacto do fantástico e místico. O trabalho mais conhecido de literatura da alta fantasia é a trilogia Senhor dos Anéis, mas temos esses elementos em por exemplo Harry Potter e Crônicas de Nárnia. Hoje em dia é o a primeira coisa que vem a cabeça quando se fala em fantasia, uma afirmação de sua popularidade.

Baixa Fantasia (Low Fantasy): essas são histórias onde a magia tem uma influência periférica e os acontecimentos são mais pé no chão. É parente do Romance Histórico, pois tirando o fato do mundo imaginário, se foca nas ações de pessoas talentosas mas ainda assim “humanas”. Como boa medida comparativa, um assassino de alta fantasia pode ser motivado por uma devoção a um deus maligno, enquanto que sua contraparte da baixa deseja apenas algumas moedas de prata. Segundo uma definição no wikipédia, baixa fantasia se refere a quantidade, não a qualidade, da magia no mundo. Em geral, são poucos os cenários de campanha que merecem esse rótulo, pois ele acontece nas mesas mais pela dinâmica escolhida pelo DM. Campanhas com poucos itens mágicos que se mantém razoavelmente próximas do realismo, onde o sobrenatural e mágico são acontecimentos raros podem ser chamadas de Baixa Fantasia. Exemplos de baixa fantasia em português são escassos e raros, mas temos um bom exemplo no meio rpgístico com Shadowrun.

Fantasia Sombria ou Negra (Dark Fantasy): são fantasias com elementos de horror ou realismo brutal. Sua definição padrão é oferecida por Charles Grant, “um tipo de horror onde a humanidade é ameaçada por forças além do conhecimento humano”. Se difere do Horror Sobrenatural (gêneros irmãos) pois dá mais ênfase no sobrenatural, na caso, o mágico. Fantasia sombria também é usado como um termo geral para outros trabalhos que bebem de diferentes fontes da fantasia. Um bom exemplo seria a saga de Elric de Melniboné, que também tem elementos de espada & feitiçaria., sendo que outro exemplo, outro bem conhecido é a trilogia As fronteiras do universo, mais conhecido como A Bussola de ouro, já no mundo rpgístico, é a linha Warhammer, com seu mundo fantástico medieval niilista, além do World of Darkness como Vampiro: A mascara e Lobisomem o Apocalipse. Em filmes ela também pode ser vista nos filmes dirigidos por Tim Burton um dos prepercussores do genero.

Fantasia Leve (Light Fantasy): onde o humor é a peça central da fantasia. Fantasia leve evita temas profundos e maduros, escolhendo uma abordagem de confusões cujas consequências raramente são danosas e fatais. Como a baixa fantasia, a leve não tem representantes sérios comerciais, mas é algo que pode ser implementado erm qualquer campanha por escolha do mestre. Pense em algo como Sonhos de uma noite de Verão de Shakespeare, onde o líder do grupo dos atores tem sua face transfigurada na de um asno, mas por diversão das fadas do que para machucar o personagem. Um cenário conhecido, que até tem versões em RPG, é Discworld de Terry Pratchet, com suas situações absurdas e trocadilhos bem bolados.

Espada & Feitiçaria (Sword & Sorcery): de longe o gênero que teve mais influência sobre a criação do D&D, e ainda um dos mais populares. O foco está na própria aventura, no embate entre exércitos e no saque de tesouros perdidos. A magia pode pender tanto para a Alta quanto para a Baixa, mas ela é rápida e em geral usada para o combate. Tem alguns elementos em comum com a Baixa fantasia, e também com a ficção pulp, que trata de outros assuntos além de fantasia. Pode-se esperar donzelas em perigo, embates entre exércitos, um mundo cru e brutal, mas ainda assim “humano”. Os mundos fictícios retratados nesse gênero são a própria Terra, em algum período histórico passado ou futuro, ou um mundo muito parecido com o nosso, mais “realista”. O autor que serve de referência para este gênero é Robert E. Howard, com suas histórias do Conan e do rei Kull. Entre outros exemplos estão as histórias de Fahhrd and Grey Mouse, como citado, além de Elric, Kane e Thongor.

Fantasia Científica (Science Fantasy): tenta mesclar a ciência com a magia, sendo que normalmente a primeira é vista como a segunda. Um gênero um tanto raro, com poucas referências. Gamma World é o melhor exemplo no mundo do RPG, que foi criado para ser mesclado com o AD&D. Wilderlands também possui elementos disso em seu passado longínquo, mas é um detalhe que pode ser facilmente ignorado. Spelljammer NÃO é fantasia científica, e esse cenário não possui uma definição fácil, já que não trata de tecnologia ou ciência como a conhecemos mais sim de um fictício universo arcano.

Greyhawk: espada e feitiçaria com um mundo pincelado de elementos da alta.
* Dragonlance: Alta Fantasia, com baixa magia.
* Forgotten Realms: Alta fantasia, com alta magia, podendo pender para a espada & feitiçaria em vários momentos.
* Ravenloft: Fantasia Sombria
* Dark Sun: basicamente um mundo de Fantasia Sombria, por seu mundo de ultra-violência niilista e a influência do Reis-Dragões, com pinceladas do gênero Terra Morta.
* Birtright: alta fantasia, pelo simples fato de que os governantes são destinados a governar sua terra e ganham poderes por isso. Também bebe de fontes de fantasia arturiana.
* Mystara (ou Mundo Conhecido): mesmo que Greyhawk.
* Al-Quadim: Alta Fantasia Árabe.
* Lankmar: Fantasia Urbana e Espada & Feitiçaria.
* série Historical Reference: Baixa Fantasia a princípio.
* Planescape e Spelljammer: cenários de difícil definição, em parte porque não existem exemplos literários conhecidos. Ambos substituem um teoria científica fantástica para explicar sua existência por um teoria arcana “pseudo-científica”. Fica aberto aí a proposta dos leitores do blog para idéias sobre o assunto.

O que vem acima contém também muita sugestões sobre certos cenários de difícil definição. O D&D tenta abraçar muitos gêneros de fantasia sem muito pensamento sobre o resultado final. E todos os cenários acima podem ter elementos, intencionais ou não, de outros sub-gêneros. Existe uma grande quantidade de justaposição, inclusive na literatura. Em parte o DM é grande responsável por manter ou desviar um tema para o qual o cenário tem mais afinidade. Para fazer isso ele deve entender os diferentes temas favorecidos pelo gênero e aplicá-los ou evitá-los em sua campanha. A muito de se ganhar para um DM empreendedor quando este busca compreender a complexidade e vicissitudes desses gêneros, ao direcionar sua energia criativa.

Além de tudo, o tema da ficção especulativa, que inclui a fantasia, é um campo vasto e fascinante para estudo e aprofundamento, e espero pelo menos ter acendido a centelha da curiosidade para isso. Nem mesmos os especialistas concordam em tudo, o que convida a todos a também pensar e “imaginar” junto, a cerne e o charme da fantasia.
Até o próximo post.

(fontes de pesquisa: Gurps Fantasy 4th edition, DMG 4th edition, novelas Crônicas de Dragonlance, trilogia Senhor dos Anéis, Wikipédia [site], Fiction Factor [site], Writing.com [site], Enciclopédia Laurosse, General Fantasy [fórum])

Fonte: http://masmorra-mente.blogspot.com/2010 … pacto.html

Dito isso teremos a árdua tarefa de identificar as fantasias dentro dos universos de animê e mangá. Deixarei para outros posts casos mais complicados como Full Metal Alchemist que eu considero uma fantsia de baixa magia (Low Fantasy) com elementos de ficção científica nela. Automails, carros, era vitoriana, etc. Se bem que o termo Pulp inidicaria bem a propensão para ações inconsequentes e o futuro retrô que é colocado na série. Quimeras, alquimia e magia são raras no mundo de FMA embora esses elementos apareçam com muita freqûencia na série, já que são fundamentais para a trama. Podemos dizer ainda que tiramos algumas conclusões sobre o gênero fantasia. São dois fatores primordiais para os nossos propósitos embora não se encaixe em alguns casos da literetura em geral. O primeiro é a presença da magia e o outro é a presença de criaturas fantásticas.

Feitas as considerações iniciais vamos falar sobre algumas séries. Algumas com mais detalhes outras brevemente ao longo do post. Pretendo fazer outras postagens sendo essa apenas a apresentação do tema para os meus leitores. Creio que sejam quatro ou cinco pessoas ao todo. Quero ver se ganho mais mais uns cinco para ter dez leitores desse blog. Talvez, algum dia quem sabe essa budega sai do escuro e o blog ganhe algum respeito.

Record olf Lodoss War: Esse animê foi lançado pela Devir livraria (www.devir.com.br) em DVD alguns anos atrás. Hoje estão esgotadas as caixas de DVD com os 13 episódios do OVA. Ao meu ver a única temporada que vale ser assistida na integra. Assim como muitos animês mais antigos essa série caiu no esquecimento do público e eu arrisco a dizer para sempre, pois a série já tem uns vinte anos ou mais se minhas contas estiverem certas.

Criado por Ryo Mizuno que se baseou em uma jogo de RPG que ele estava conduzindo o animê apresenta forte  influências do jogo Dungeons and Dragons que por sua vez é um filhote da fantasia Tolkeniana e uma mistura de um monte de outros universos de fantasia. O enredo por assim dizer seria uma partida de RPG (pelo menos formos considerar apenas o D&D) com todos os seus estereótipos. Eu a classificaria como uma alta fantasia onde a magia é comum e presente e as criaturas fantásticas são comuns como animais.  A classificação que se dá , também, a essa série mais como uma classificação pelo “período” (muito embora seja errada em vários aspectos) é a de fantasia medieval. Embora de medieval como concebido historicamente não tenha nada.

Obviamente a animação é muito antiga e possa parecer truncada e estranha em muitos aspectos. Especialmente quando as batalhas se desenrolam e são animados os cortes da espada ou alguns poucos momentos em que os personagens se degladiam. A qualdiade das animações de batalha está longe do que se vê hoje em dia com animações como as de K-ON ou Haruhi Suzumiya. Usam-se muitos cortes e muitas vezes ao ver o dragão Shooting Star  voando possa ser motivo de chacota pela animação quase nula em comparação com a nova safra visual estrondosa das séries novas como Cowboy Beebop.

Falarei um pouco da história e dos personagens de Lodoss War.  A ilha de Lodoss foi separada do continente após uma batalha entre Pharis (A deusa da luz) e Falaris ( a deusa das trevas). O continente de Lodosso foi separado do resto desse continente após o término da batalha e foi amaldiçoado. Separado resto do mundo ao norte da ilha de Lodoss existe a ilha de Marmo ou a ilha Negra que seria  verdadeira terra amaldiçoada cheia de criaturas horríveis e temíveis. Se alguém enxergou aqui um traço de Senhor dos Anéis meus parabéns. A fortaleza de Sauron é onde reside o lorde das trevas assim como em Marmo existe o Rei Negro. Reservarei um outro momento para falar dos personagens, mas os elementos são visíveis ao longo do decorrer da série sendo os que citei apenas alguns deles. Os mais evidentes possíveis, certamente.

Personagens:

– Parn: Um jovem que deseja se tronar um grande cavaleiro assim como seu pai. Seu pai fez parte da cavalaria  do Rei Farn, mas por causa de uma ação não prevista pela ordem do rei acabou caindo em desgraça e foi desonrado. Parn planeja se tornar um cavaleiro e restaurar a honra de seu falecido pai.

– Etoh, o clérigo:  Amigo de infância de Parn. Decide se juntar a Parn em sua empreitada.

– Ghim, o anão: Rabugento e velho. Um geurreiro experiente que começa a moldar o jovem e impuslivo Parn em suas habilidades de combate. Está atrás da filha da sumo-sacredotisa de Pharis e não irá descnasar enquanto não trouxe-la de volta à sua casa.

– Deedlit: Apaixonada por Parn é uma elfa que nasceu na flosresta sem retorno. Orgulhosa e extrovertida.

Existem mais personegns, mas falarei só sobre esses por enquanto.

Berserk:  Berserk conta a história de um espadachim chamado Guts (Gaats japonês) que busca vingança contra os anjos subordinados à uma entidade sobrenatural que se diz criadora e controladora do destino e das ações dos homens: Godhand.Essa entidade surgiu e se alimenta da escuridão presente no coração dessas pessoas e também incentiva seus anjos a criarem destruição, miséria, fome e medo na raça humana. Eles sentem um prazer enorme em realizar tais feitos. Umas das formas pelas quais eles interferem no plano humano é por meio de artefatos sobrenaturais chamados beherites. Existem dois tipos de beherite (até onde eu sei): as cinzas e as vermelhas (também chamadas ovo do rei). As cinzas basicamente permitem que aqueles que as possuem se tornem demônios no plano humano, enquanto que as vermelhas apenas são destinadas a pessoas denominadas “escolhidos” que, ao usarem essas beherites vermelhas, ganham a chance de poderem se filiar ao grupo dos anjos mais próximos de Godhand.

Existem ainda outras séries que merecem destaque e citarei brevemente suas características e enredo básico para serem expandidas posteriormente em outros posts. As séries que mais se destacam em minha cabeça são Escaflowne e Rayearth (Guierreiras mágicas). Rayearth fala sobre três garotas que foram transportadas do planeta terra até o mundo mágico de Zephyr por Ferio um antigo feitiçeiro que quer salvar sua rainha o pilar daquelçe mundo, porém, como é (SPOILER GIGANTE AHEAD) sabido por quem viu a série as três guerreiras estão apenas se impondo contra a vontade da princesa em se juntar ao seu amado. Outra série um pouco mais exótica, mas que envolve mechas e combates muito interessantes é Escaflowne. enquanto Guerreiras Mágicas se concentra em uma fantasia cheia de florestas, perigos, ilhas voadoras, magia e muito poder. Escflowne assume ares menos poéticos. Eu diria que ele é menos um romance ou um conto de fadas e mais uma aventura com ares de ficção científica retrô e fantasia.

Acho que é isso. Tragam suas séries. Digam o que acham e , poor favor, opinem sobre suas classificações animês de fantasia preferidos e divulguem. Até a próxima e tenham todos um ótimo exercício de fantasia em suas mentes.

PS: Para quem não pegou ainda como eu classifiquei irei aqui RECOLOCAR a classificação Qual a receitinha de bolo tio amidamru. Como eu odeio cozinhar vou listar os ingredientes para vocês:

Lodoss: High Fantasy.

Berserk: High Fantasy ou Sword and Sorcery casado com elementos de Dark Fantasy. Godhand e seus anjos ,dominados por um artefato mágico, causam destruição. O mundo é cruel e brutal e cheio de forças ocultas para além do entendimento de meros humanos. Apenas os fortes sobrevivem nesse mundo.

Rayearth: Fantasia com presença de alta magia.

Escaflowne: Não consegui classificar, mas seria muitas coisas. Não apenas um genero.

Nota: Classifiquei FMA como baixa fantasia por vários fatores. Em geral, diz-se que a presença da magia em Low Fantasy é quase nula. Em FMA acontece de uma forma estranha que eu, particularmente, classificaria como a presença da limitação das magias e o pouco conhecimento sobre ela. As artes ocultas são restritas a poucos, porém, alguns mestres da alquimia se destacam por quebrar as leis dessa magia. Os irmão Elric ou personagens mais poderosos. Claro esses mestres são alguns na série. Porém, recapitulemos que na série o primeiro episódio mostra o quão milagrosa parece a alquimia aos olhos dos leigos. Isso seria uma característica se considerar nessa classificação. Fora que a magia (ou alquimia não é uma criação humana nesse universo). Espero ter sido claro com os meus propósitos nessa classificação que a príncipio contrária o papel fundamental da magia.

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Eu conto nos dedos blogs pessoais de animê/ mangá e cosplay no Brasil. Sejam ditas as raras exceções como o Blog bem humorado de cosplay do PedroMacguyver. Blog de inquestionável qualidade pela criatividade dos projetos e tutoriais divertidos. Ele transporta você para o que é fazer um cosplay. Suas dificuldades, a construção e a recompensa.

Como fazer um Evangelion com papelão, fita crepe e mais R$ 60, 00? Ele ensina: http://pedromagaivercosmaker.wordpress.com/2010/05/07/o-que-fazer-com-papelao-durex-cola-e-60-r-um-evangelion-d/ Poderão também curtir a trajetória inusitada dele como Cosplayer e as batalhas ganhas e perdidas contra os projetos,  falta de dinheiro e outras ciricunstâncias adversas: http://pedromagaivercosmaker.wordpress.com/2009/10/30/first-lapstage-1first-chapterround-1cronicle-startfrederyckact-11st-setlet-the-carnage-begin-d-2/

Recomendadíssimo inusitado e muito promissor. Pena que o dono parou de atualizar faz um tempo, mas com força e reconhecimento ele certamente poderá alçar horizontes mais claros e fará um blog ainda melhor.

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Provando meu curricullum

Só um post como passatempo. Nada importante por enquanto, mas serve como material para brincar de reconhecer séries que você viu, adicionar umas à lista e falar e criticar algumas dessas séries. Listarei com vídeos (links) da série referidas. Farei uma breve resenha sobre cada série e direi se gosto ou não e porque.

Não citarei séries novas e nem conhecidas demais do público em geral. Dragon Ball Z não entra, mas o Dragon Ball clássico sim. Visto que segundo muitos depoimentos a série veêm caindo em esquecimento. Tokusatsus mais antigos entram e animês que marcaram época. Cavaleiros foi importantíssimo, mas se você não conhece não me culpe. MESMO.

Vamos à lista:

1 – Shurato: Um garoto é transportado para um mundo mágico e se torna um escolhido para salvar tal mundo. Seu amigo vira seu pior inimigo.  Clichê, mal desenhado e um tanto truncado. A série foi divertida pelo pouco tempo que pude acompanhar, mas não era uma animação de ponta e nem algo que se destacasse na época. Increvelmente essa série (dizem) foi feita pelo estúdio Clamp, porém, não sei se isso é verdade ou não:

Vídeo de abertura:  http://www.youtube.com/watch?v=CIdKVMYA1t0

2 – Macross Remeber Love: Obrigatório. Não sei se tiveram oportunidade de assitir ao movie na extinta locmotion, mas a série conta a guerra entre a raça humana e uma raça alienigena que supostamente foi criada pelos próprios humanos. Sem amor uns pelos outros as mulheres caçam os homens em aramaduras gigantes e os humanos se veêm em meio à esse conflito. Conseguindo apenas superar o desfaio com seus corações. A música é o ponto fraco desses “alienigenas” já que eles não conseguem entendê-la direito. Posso dizer que a animção é linda e excelentemente executada para a época.

Vídeo:  http://www.youtube.com/watch?v=a7aMa92XZjE (AVISO contêm um Spoiler GIGANTESCO do movie!)

3 – Soul Hunter: Duramente criticado por ser clichê com uma dublagem péssima, desconhecido e com as coisas mais sem propósito possível como andróides na china antiga ou um cara que usa espadas à laser e existe um pato falante. Com enredo fraco e pouca repercussão. Eu gostava, mas de fato a série padece de grande parte desses males:

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2cGEbk1Yo6U

4 – Nadesico: Esse marcou época e deveria ser relançado. Ele é um pouporrieé e uma mistura de todos os animês jogados em um grande liquidificador e misturados. Uma paródia com as séries dos anos 80 foi altamente elogiado e até hoje é referido por quem tem anos de casa em animê e mangá. Quem não assistiu deveria ver. Quem viu deveria rever:

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YrU76ecOsE4&feature=related

5 – Neon Genesis Evangelion: Dispensa apresentações longas. A saga de Shinji Ikari e Cia. Sobre a corporação NERV e suas falta de escrúpulos. Envolve referências bíblicas e muita psicologia. Muitas pessoas não gostaram de seu final. Conta com muitas produções e extras. Uma série curta e densa que fala sobre o destino da humanidade e o apocalipse misturando mechas e problemas pessoais. Merece ser visto:

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=A62011nyXNI&NR=1

6 – Akira: Em um futuro pós-apocalípitico a humanidade caiu em uma desorganização profunda. A tecnologia e as gangues de tóquio estão cada vez mais violentas e poucas pessoas conseguem se manter vivas nesse ambiente hostil. Existe uma lenda de um garoto chamado Akira que foi fruto de vários experimentos do governo e está enterrado em um laboratório secreto na capital. Cheio de violência, sangue e uma visão de um futuro degenerado sereve como um primeiro contato ao mundo Cyberpunk.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KQnw35kR6Pw

7 – Nausicaä: Uma fábula sobre o planeta ambientada em um mundo mágico. Baseado em Duna o filme essa obra fala sobre como uma garota tentará salvar seu mundo com seu dom especial o de falar com os insetos e monstros das florestas tóxicas. Excelente animação que fala sobre a relação do ser humano com a natureza e o seu medo de se aproximar dela. Feito pelo estúdio Ghibli é de loonge uma das minhas obras favoritas do diretor.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=9_rtIcyqssA&feature=related

Continua…

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OldSchool Versus Mercado

“A velha guarda não existe mais.”

By Amidamaru Carlos Centurión

Citação falsa de um problema verdadeiro. Ao menos para mim! Afinal o refluxo de séries antigas não é uma constante nem será devido ao mercado existente. Novidades veêm e vão como produtos que são. Uma mídia de massa jamais deveria se preocupar com o que veio antes. Mangá e animê são produtos de fácil consumo.

Será mesmo? Tezuka deveria ser mais um entre muitos autores? Para quem não sabe menos dois pontos e um cartão amarelo pela ignorância. Já que Tezuka modelou o mangá como o conhecemos hoje.  Portanto ele é o criador do mangá moderno. As séries antigas servem apenas como mera recordação de quem as assistiu? Nostalgia de tempos passados de uma tenra infância que não volta mais?

De um dois:

1 – Se você acha que sim provavelmente tem um histórico bem curto de animês assitido e uma cultura dos clássicos bem restrita. Já ouviu falar de Nadesico? Macross? Record of Lodoss War? Lupin III? Astroboy? Yuyu Hakushô? Digimon Adventure 01? Street Fighter (o animê)? Zillion? Gundam? Akira? Ghost in the Shell? Sailor Moon?

2 – Você é pragmático e não tem o mínimo perdão de descartar animês bons como se fossem lixo velho. Apenas pela data de exibição. Qualquer coisa com mais de dois anos vira motivo para ser taxado como velho e desgastado. Nada serve além do que é novo e pop.

Se você se encaixa em uma dessas duas categorias tenho uma ordem: a porta de saída é pelos fundos. Não leia e nem poste.Especialmente a segunda opção. Caso contrário ou caso queira conhecer outros animês seja muito bem-vindo!

O que é OldSchool?

Oldschool é um termo de RPG para se referir a jogos ou melhor um estilo de jogo original e mais divertido. O modo que os veteranos mais saudosistas se referem ao seu modo de jogar e fazer uma partida de RPG. Muito enraizado em sua experiência anterior e primeira com o RPG. Os bons e velhos tempos de D&D e uma vontade de reviver essa época por meio da criação de jogos que simulem essa experiência.

Você é um velho!

Sou mesmo. Tenho 23 anos e gosto de desenho de gente com olho grande e dos mais antigos ainda por cima. Algumas razões por ter orgulho de ser da velha guarda:

1 – O conhecimento sobre antigas séries veêm ficando cada vez mais e mais escasso. Sou feito monumento ou visto como algo bizarro porque conheço coisas dos tempos primordiais. Conforme o depoimento de uma coelga nossa (Asbelial) do fórum Cosplay Brasil ( http://www.cosplaybrasil.com.br/forum):

Re: COSPLAY: Mundo de Inclusão ou Exclusão?

Mensagempor Asbelial em Seg Dez 20, 2010 13:11:59

Antigamente tudo era mais simples, mais divertido e mais calmo. Essa é a grande verdade.

Quanto mais promoção, mais eventos, mais pessoas de fora iam aparecendo nos eventos. Sinceramente? Um dos motivos que começou a me desanimar a apresentar eventos veio do ultimo evento que eu apresentei.

Eu perguntei pro publico: “Quem aqui conhece Bleach?’ todo mundo levantou a mão “Quem conhece Death Note” grande parte levantou a mão “Dragon Ball Classic?” Menos pessoas, até que cheguei em classicos como Lodoss, Evangelion e Escaflowne e DUAS pessoas levantaram a mão.

Acho que o excesso de animes LIXO que estão jogando por ai hoje estão criando um publico LIXO de evento. Não querendo falar mal de quem gosta de Bleach ou Naruto mas não tem a menor forma de comparar essas maquinas de ganhar dinheiro em cima dos fãs com os verdadeiros Animes Classicos.

Não dizem que você é o que você come? O mesmo serve pro que você vê.

2 – Pessoas da mídia e jornalistas costumam ser mutio críticos e pouco afeitos àquilo que seu tempo passou. Sendo que séries antigas e de qualidade viram mero enfeite. Mera decoração e fetiche de fãs.

Nem preciso falar que esse blog veio para provar o contrário, não?!

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Otaku velha-guarda!

Leitor assíduo por novidades que me achou perdido na internet em um site de busca ou ouviu falar de mim por mero acaso de um colega que te mostrou meu site por orkut ou caiu aqui pelos milhares de link da internet. Bem-vindo.

Mas porque eu continuaria lendo um blog de alguém que nem ao menops venceu um WCS, fez um cosplay ou trabalhou no ramo de animês e editoração? Bem, existem vários e vários blogs de animê e mangá por aí, porém, quase nenhum de alguém com dez anos nas costas de evento e animês.

Eu tenho alguns motivos para fazer esse blog:

1 . Comecei na velha-guarda dos que assistiam animê na extinta Rede Manchete.

2. Por enquanto não achei um blog pessoal (salvo raras exceções) que me satisfaça no quesito animê e mangá.

3. Descrever séries antigas e mostrar a nata de séries tiradas do baú. Fazer um arquivo do must see de séries antigas.

4. Falar sobre um pouco, mas bem pouco mesmo de Cosplays e blogs de Cosplay.

Algum dia esse troço cresce de verdade.

Arrivederti!

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