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Archive for May, 2013

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hP3EF8hafQY

Olá amigos e amigas!  Desde ontem acabei me envolvendo em mais uma discussão e acredito que esse envolvimento como sempre por ser colocado na internet e por eu ter uma insistência e persistência fora do comum tenha me trazido uma dor de cabeça extrema. Eu SEI que eu deveria colocar essas coisas de lado e nem ao menos me dignar em comentar considerando a falta de abertura de uma vlogueira e blogueira.  Esse é o típico caso de que alguém que se vê injustiçado tenta dar uma opinião forte co alguns despropósitos.

Gostaria muito que a pessoa que fez o vídeo visse esse eu texto, mas, infelizmente, sei que dificilmente chegaríamos à um consenso porque ela se faz de inatacável e qualquer crítica e si mais pesada pode acabar virando a carapuça. Confesso que não sou tão ameno ao ponto de não me afetar por essas críticas. Do ponto de vista emocional eu entendo assim como eu não gostei do vídeo dela por várias questões pessoais e acredito por discordar eu não seja pior ou melhor do que ninguém. Ainda mais quando minha opinião é baseada em textos que falam de tradução poética e que é uma corrente oposta à colocada pela blogueira como uma tradução válida mediante argumentos que considero mais retóricos que consistentes. Espero que se ela ler eu não leve u tiro ou seja acusado de falar “asneiras”. O ero uso do adjetivo não qualifica uma má educação em si. Embora, haja gramáticos e tradicionalistas que digam que é por meio de qualificações que vc dá o sabor do seu discurso.

Não acho que eu precise me provar diante dos outros sobre o meu vocabulário para provar que tenho capacidade de ler qualquer uma das 3 versões disponíveis e sou grande o bastante para aceitar que uma edição ou uma tradução não é melhor que a outra de um ponto de vista pessoal.  Não profissional, obviamente. Não se mede objetivamente palavra por palavra qual tradução é melhor que a outra. Não é apenas o fato do nome do dicionarista e filólogo que foi o primeiro a traduzir o texto. Meu ataque não é sobre Ulisses ou Ulysses. Whatever the ortography is more or less adequate. De qualquer modo o que e pesa são avaliações, concepções e uma visão de mundo que, SIM, me ofende. Nada haver com meu enorme ego inflado (ao qual ela tbm não escapa por reagir assim à críticas relacionadas á ela), mas pela minha formação e leitura que não são menos dignas pelo fato de eu não ser um tradutor, mas um professor de inglês e português apaixonado por literatura.

Acredito que mediante o ataque de outras pessoas uma exacerbação de ânimos possa ocorrer, mas ouvir ecos de elitismo em um texto (uma gravação co um script, eu suponho) não quer dizer que eu possa direcionar aos leitores que não concordaram com um ponto de vista, mesmo que tenha sido atacado pessoalmente, um elitismo em si que diz que o vocabulário é aquele e se uma tradução quer dar prazer á leitura ela é ruim por desvirtuar o texto em si e não utilizar os termos presentes nas passagens do texto. Pode ser que ela seja ais uma tradução em si. baseada em duas ou três traduções anteriores o que pode dar bastante aval para ela.

Isso não quer dizer em absoluto que mesmo que alguém se gabe de uma tradução que o objeto que comprei por ter sido gasto ua maior quantidade de cachê não possa ser melhor ou pior. Uma tradução feita por um especialista e Joyce me parece bastante válida e si, mas vamos à outra área dessa discussão. Até porque eu ainda preciso fazer a comparação em si. Não linha por linha colocando apenas aquilo que está dentro do texto e tarjado em pedra. Literatura é arte e a funcionalidade de u texto artístico não apenas gramatical. Se eu peco por “vocabulário” e cultura eu certamente não peco por senso-crítico ao lembrar das célebres palavras dos irmãos Campos sobre tradução em si. Duas pessoas envolvidas em tradução e em um cenário poético brasileiro que fizeram de sua concepção de tradução mote para um movimento poético. Engajados, eles atuaram em um cenário intelectual de maneira ativa e comprometida. Muitas vezes em projetos pessoais e para provar a validade do movimento artístico deles, mas isso está fora de escopo.Recriação poética ou transcriação é uma concepção muito radical e por vezes controversa, mas é tão radical e controversa quanto uma tradutora que acha que traduzir um texto seria psicografar uma obra ou reproduzir linha por linha. Essa concepção de tradução foi largamente estudada no ano que eu fiz tradução por minha conta e dos textos que li e discutido colegas nos meus 5 anos de curso na PUC-SP. Muito, obrigado, mas eu não sou u ignorante e nem um parvo.

Essa tradução te haver com como funciona o objeto artístico. A semântica de um poema não é a semântica de um texto cotidiano em si. Se você prefere aquela tradução ao invés dessa é uma opinião sua e um direito seu, mas que não justifica colocar a altos brados que os outros sejam ignorantes por discordar de vocês. Eu considero isso recalque e realmente tenho noção de que fui enxotado pelo fato de ter aberto a boca dentro de u espaço público e u domínio onde que manda e demanda é quem faz o canal. Só acho ofensivo demais que mesmo discordado pelo fato de ter mostrado alguma humildade com minhas palavras eu seja enxotado por alguém que claramente te uma noção elitista das coisas.

Eu não estou falando que literatura é popular ou devamos mastigar uma literatura direitinho para o povão apreciar, mas não concordo que apenas uma tradução filológica, baseada linha por linha em apenas aspectos semânticos e sintáticos em nível frásico sejam a chave de uma boa tradução.

Existe um sentido exato do texto? Claramente, eu concordo que existe, sim, mas uma obra literária é flutuante. Como assim flutuante? Ela pode levar à várias significações e vários aspectos, traduções e os seus elementos deveriam levar à isso. Essa obra ela faz pleno sentido dentro da língua original e a semântica e o sistema de palavras, significações e implicações faz sentido dentro daquele idioma e muitas vezes do lugar onde foi escrito. A língua difere e registro, idioma e tom. Recriar isso apenas por filologia seria tornar o processo de tradução automático, já que a tradução de uma língua para outra não se processa automaticamente em si. Claro, eu seria tachado de mistificador e alguém que não compreende e não consegue levar o significado dessas palavras à sério. Acontece que não é porque não vou seguir linha á linha que a tradução virará uma anarquia. Nem tanto pra um como para outro. Fidelidade junto com inventividade podem ajudar a transcrever e transcriar com o impacto dessa obra em outra língua.

Agora um parêntesis para aqueles que acha que estou sendo anarquista e pouco criterioso. A obra é de um outro autor, criar uma obra por cima da outra ou transformar a obra em algo completamente diverso é sim uma má tradução em si, mas desaparecer no texto? Essa afirmação é tão fantasiosa como a outra: não corresponde ao objeto e a natureza dele. Uma obra de arte transcria a língua e deveria se tentar recriar e rebuscar esses mesmo significados dentro da obra, mas como não somos o autor isso significa uma busca filológica por cada origem e ramificação da língua. Isso seria longo, dispendioso e pouco proveitoso. Um texto artístico que se preocupa apenas co uma suposta afirmação de caracteres imediatos de u texto e de níveis semânticos mais rasos é uma tradução sem vida e sem corpo. Serve para o museu e não para leitores. Assim como uma tradução que não se preze sistematicamente pelo conjunto da obra é ruim em si e o material do texto forma um produto que é o todo de um livro é não a apresentação literal linha por linha destas esmas características.

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