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Archive for March, 2013

Não estou com muito tempo para escrever textos hoje, mas ao mesmo tempo não há porque não escrevê-lo, portanto, vou tentar dividir tal assunto em partes considerando o quanto ele é delicado. Para falar a verdade o assunto nem seria polêmico, mas o ser humano cria artifícios para tornar isso polêmico. A polêmica reside na estupidez das partes, eu diria, mas nenhuma página de animê, mangá ou humor para “fãs” que se preze me daria ouvidos. Parece que a adolescência de tais fãs é tão longa quanto os dos hikkikomoris. Isso vale tanto para os filhos da página Akuma Animês quanto para a página Kawaii é meu ovo. Ambas as páginas são opostos antitéticos (não sabe vai procurar no dicionário, colega. Animê não ensina linguagem teórica. Tanto mais só internet).

Para falar a verdade todo fã que se torna muito velho começa a implicar com aquilo que consome, mas, também, ao mesmo tempo, tenta manter um hábito que (corretamente) deveria ser imaginativo e reservado para um determinado horário e tempo. Isso vale tanto para atividades que podem perder sentido com o tempo como ver animes e desenhos ou mesmo jogar RPG. Muitos dizem que essas atividades deveriam ser erradicadas ao longo do tempo e quem às mantêm tem algum defeito de caráter e não deveria ser levado á sério. Complicada uma declaração destas, pois tal atitude é baseada em preconceitos baseados em valores que nem sempre podem corresponder aos anseios de uma pessoa, PORÉM, eu não vou entrar no mérito da questão.

O que acontece é que essa desvalorização afeta os dois grupos do mesmo modo. A forma de se expressar e apresentar as idéias difere, mas em essência a origem da ação é uma auto-preservação: por um lado de se mostrar jovial (ain meu anime é lindo e ele não é desenho porque ele é pra adulto, tendeu? Então, vai se foder!) de outro lado o desejo de prevalência de uma atitude não cabível e um anseio doente por se livrar de um discurso infantil que não parece razoável aos zuões que toma atitudes agressivas diante de crianças ou adolescentes (Sou mal e tu é um merda. Enfia teu anime no seu cu que essa porra me dá câncer).

Note que tais duas atitudes são dos mesmo grupo (nicho, mas cada sub-nicho se diferencia pelo que ele posta na internet). Muito bizarro no mínimo. Para não dizer até mesmo reprovável. me identifico mais com o segundo grupo, mas porque a premissa de todo não é ruim; rir das próprias desgraças. Acontece que o desejo de se apartar do resto deste grupo faz o grupo que crítica o próprio nicho – a parte idiota e infantil dele; acaba se infantilizando de certa maneira e perdendo credibilidade. Isso é fato. Se por um lado existem argumentos fundados na ignorância (otacus) o outro grupo pauta sua atitude na intolerância (anti-otacus). Derivado disso existem mil e uma páginas anti-animes que nem merecem alguma letra, afinal, na maioria do tempo elas são como 90% do Facebook: para irritar, cutucar e fazer presença por atitudes imbecis e babacas. Saudades do MSN. rs

Para falar a verdade essa disputa toda acaba sendo tão idiota que o único sentido parece ser ter algo para postar. Na verdade a questão suscitada pelos otakus da diferenciação de seus desenhos daqueles provenientes do norte-americano os torna weaboos que querem valorizar sua diferenciação através de seus gostos e uma busca de identidade. Uma busca fútil e típica da adolescência, mas pelo menos é um modo sincero de se ter um grupo. Por mais que de forma ignorante e idiota. Para não dizer infantil e descerebrada muitas vezes.

O outro lado da moeda (o menos sincero) quer mostrar o pau e dizer: nossa olha como eu sou inteligente, sou mais inteligente que você. a impressão que tenho é que 90% desses fãs passou da fase weaboo  agora quer se livrar dessa “mancha” no seu passado e quer atacar o que algum dia já foi. Para se ter consciência crítica precisa-se viver a fase acrítica: lição de vida bem válida ao meu ver. Porque se não fosse assim não criaria identidade e não se importaria tanto com o que o outro lado do grupo faz. afinal, eles degrinem a imagem de quem gosta de animação Japonesa. Se eles fossem anti-corpos saudáveis eu até apoiaria. quer dizer, até certo ponto essas páginas eram um bom contraste com relação à esse tipo de atitude acrítica, mas se tornou tão hiperbólico que chega a ser atroz. Dá a impressão de que há falta de perspectivas de mudar de vida e porque ainda vê animês ele ataca quem está tendo um encanto descerebrado pelo que acabou de ver. Obviamente, muitos otacus tem atitudes reprováveis, mas a maioria deles são crianças, convenhamos. Aqueles que já se tornaram adultos e ainda mantêm uma atitude descerebarada merecem umas porradas, obviamente. e o cara não conseguiu se aceitar ainda.

Aliás, o termo otacu é um tanto estranho ao meu ver. Afinal, otaku é aquele que idolatra. Portanto, um nível descerebrado de fixação em um objeto cabe perfeitamente na denominação proposta. Afinal, fixação e idolatração cabem bem dentro do termo. Afinal, eu sei que o termo veio por uma corruptela de lá e foi adequado, climatizado e aplicado aos fãs jovens e uma categoria específica no Brasil, mas mesmo assim continuam sendo essencialmente a mesma coisa: fanáticos! De certo modo essa atitude não é normal no Brasil e é justamente criticada, pois ela não é saudável. Jamais.

As ações e reações se tornam fortes e o primeiro grupo mal nota a existência de seus críticos  ou , ao menos, finge não ligar e reage pela exclusividade de seus desenhos artistas e etc. Daí muitas pessoas começam a usar esse nome para ofender qq um que tenha um interesse sério por animação Japonesa e utiliza isso como ofensa geral. gente que se diz fã, mas tem ódio de gostar daquilo por não se sentir bem em ser identificado com o grupo. gente que sustenta sites e fansubs e usa isso como espelho refletor para não manchar sua imagem perante colegas ou outras pessoas. Justo, mas muito irritante tbm e demasiadamente infantil. Se não quer ser identificado seja menos hipórita. Não precisa ficar inventando desculpas mil de que vc tem gostos “normais” .  “Ah, meus ídolos são todos americanos e todo mundo que gosta muito disso é otacu e foda-se”. Contradição: eu não gasto tanto grana em revistas para scanear e nem fico traduzindo do Japonês revistas inteiras para negar que gosto dessas coisas. Eu não crio barreira. Apenas me distancio disso, mas tirando esse pequeno embrulho do estomâgo, muitas vezes quem tem essa atitude fica na ordem do dia atacando os outros por gostar de coisas que essa pessoa considera errada. Desculpem-me, mas a fã-base é tão chata que desisto de shippar anime. rs (Para quem não entendeu a ironia é uma pena. O pior é que a garota caí na categoria de Fujoshi, mas é Fujoshi e uma patricinha. Daí o ódio de n~çao se conformar com seus colegas e tentar esconder os gostos. Desculpe, mas isso é tão escroto. rs)

Quem seria o pior: o descerebrado ou o hipócrita? Difícil difícil dizer. Um é tão ruim quanto o outro. Um age por impulso e o outro por ressentimento. O que torna ambos tão infantis. Isso para não dizer outros motivos que tratarei em uma parte 2 deste texto. por enquanto ficamos por aqui.

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Não sei se tenho algo a falar hoje, mas certamente estou com vontade de escrever. O que para muitos, e não pouco instruídos e inteligentes, é algo terrível sempre foi uma constante em minha vida e está muito difícil de aceitar novamente. A sensação da solidão. Não é a falta de amigos embora eles tenham se afastado é, isso sim, muitos anos depois do esperado a falta de uma mulher, de uma companheira, de uma namorada. Estranho isso. Acho que não adianta procurar mesmo. Se eu não achar eu acho que consigo sobreviver. Parece ser uma tendência ser solteiro hoje em dia. Não seria nem um pouco interessante, maaas é a vida.

Enquanto isso como esperado o corpo e a mente mudaram substancialmente. Não sei porque, mas mesmo com a minha disposição no zero ultimamente eu estou menos receoso do futuro e mais seguro. Trabalhar é necessário e será providenciado desde que eu vá atrás, já namorar anda sendo difícil e eu ainda não resolvi meus problemas. Eu readquiri minha confiança, mas fui apartado de certas coisas que faziam sentido pra mim. Muita gente diria que isso é infantil, mas o fato é que minha adolescência foi arrancada de mim violentamente. Tanto melhor se era necessário

Me resta saber se a vida adulta vai trazer tanto sexo e paranoias  Perder os pais é uma ideia que venho matutando na minha cabeça e me acostumando como um mantra. Dia após dia tento colocar em minha cabeça como as cantigas infantis ou uma reza, mais como um mantra que minha vida irá mudar de forma radical. Na verdade eu já sinto minha vida mudando ou se não mudou (como de fato ela não mudou radicalmente nos confortos), mas eu me sinto mais distante do mundo e dos interesses, menos afeito a explosões de alegria e efusões de tristeza. Na verdade as crises de tristeza estão sarando e estou retornando ao meu equilíbrio. Antes ser cético e lembrara como foram duros os anos de solidão, mas como eles me deram força para que eu me bastasse, mas isso seria verificar apenas parte do problema. Enquanto amigos estão vivendo uma fase áurea da vida eu estou tentando sobreviver e recolher os restos do atraso da minha estadia demorada e longa de uma felicidade que eu preciso curar os males.

Se antes eu me culpava por não estudar hoje em dia eu me culpo por não ter calculado os anos e vivido de acordo com uma escala ou uma cartilha de princípios de desenvolvimento humano. De não ter seguido ás fases e ter-me tornado consciente da minha mediocridade e insignificância minimizando o prolongamento de fases duras. O sono é uma grande arma contra tais problemas e ele faz passar o tempo que ainda me sobra neste mundo. Para os meus pais eu estou ainda em uma boa fase de vida e posso construir o meu futuro. Sinceramente eu acho que o trabalho tem dado sentido ao meu existir (o quão plebeu isso pode ser é ultrajante diante de alguém que já foi tão orgulhoso das próprias faculdades mentais e tinha certeza de ser o rei do mundo. Não passo de uma sombra do que fui aos meus 18 anos).

Uma fase muito importante da minha vida foi fechada com muitas lágrimas e melancolia e o medo de que na minha velhice eu não possa sustentar boas memórias e pedir para o fim da chama da minha vida me faz assustar. Eu ainda tenho forças e o tempo me mepurra para seguir em frente. Já pensei várias vezes em suicídio por achar que minha vida estava toda errada e que minha maturidade estava aquém dos outros. me sinto menos que medíocre  me sinto impotente diante de tantos problemas inclusive o meu peso. Foram tantas feridas que acho que eu trocaria minha felicidade plena nos primeiros anos de faculdade por uma felicidade parcial, mas olhos vigilantes para os problemas. teria evitado tanta melancolia.

Na “juventude” tudo parece cor-de-rosa, mas agora eu lembrei de muitas neuroses, de muitos problemas, inseguranças e etc, mas isso me dá forças para continuar sem esperar um milagre, um dia cor-de-rosa. O que me falta é a convicção de que seja uma pessoa útil ou que possa ser amado. As duas neuroses mais egoístas do ser humano. Até porque na adolescência eu não namorei: eu compensei uma infância reservada e resolvi construir em cima da minha timidez uma certa segurança, me apoiei em outras pessoas e só quando virei os meus vinte anos me estabeleci em plena segurança.

Tudo isso foi questionado e meu desenvolvimento foi posto em xeque assim como minha certeza de que tinha algo de especial que poderia me diferenciar do resto da humanidade e criar minha identidade. Pior ainda é depois de ter plena certeza de quem eu sou saber que eu não sou diferente de ninguém, saber como a vida é efêmera em tal idade e pressupor que a velhice me trará a pior das dores e talvez eu não aguente a sensação de morte, a solidão, a doença, a falta de expectativas financeiras. Saber que o mundo está girando, se tornando um lugar pior para se viver e a deterioração no mercado de trabalho me fazem ter menos felicidade sobre o que está sendo colocado diante de mim, mas para quem experimentou o fundo do poço as coisas parecem razoáveis em certa medida.

A falta de tempo para si não tem sido um problema. Eu tenho conseguido, com o trabalho, ficar mais centrado em mim e esquecido os outros. Talvez este recalque seja interessante para criar resistência e resiliência, viver o mundo com cores menos fortes e, por conseguinte, diante da indiferença acreditar num mundo melhor. Afinal, a frase de Schopenhauer que dizia que a vida, quanto mais ela passa mais nos damos conta de que não passava de uma piada de mal gosto parece verdadeira. Ao mesmo tempo eu já me formei, não tenho mais expectativas, agora o que me parece é que a sobrevivência e o restabelecimento como ser humano parecem a minha perspectiva de vida.

Uma perspectiva boa, talvez, para quem não tinha mais esperanças de futuro faz alguns meses atrás. Isso não significa que acredite na felicidade. Não significa que irá tomar uma decisão radical, que vá fazer algo da minha vida. Meus dezoito anos passaram e meu corpo me diz que não há esperanças de eu emagrecer ou eu mesmo tenho sabotado meu regime. para alguém que há 7 anos atrás só evoluía estar se levantando e recuperando uma força perdida e tendo certeza que ela é apenas parcial é difícil mesmo viver, imagine sustentar projetos. Aos 25 anos isso é tão medíocre, tão fora do comum em um sentido ruim que me sinto péssimo. Sempre me senti deslocado com relação à muitas coisas: talvez porque fosse menos que uma pessoa normal. Não sei dizer, mas isso é autocomiseração e é tão detestável quanto ignorância, mas no caso eu me sinto impotente. Qualquer desequilíbrio vai tirar meu chão e a vida parece cinza, solitária, o tempo parece passar em espasmos e o que me faz sentir pior é que o sexo (que nunca teve um papel tão importante na minha vida) está se revelando uma obsessão porque , assim como a maioria das pessoas -; não dos meu amigos que tem namoradas – ele é a úncia coisa que faz as relações terem sentido.

Será possível que não querer voltar ao antes, estar insatisfeito com o hoje e ter poucas esperanças para o futuro é melhor do que a profunda melancolia e falta de rumo de antes? Estou tomando consciência das coisas ou apenas sabotando minha vontade de me afirmar por medo de ser mal e ruim com os outros e me decepcionar? Fica difícil saber tbm como agir para ser feliz porque se eu tive dois anos de plena felicidade eu tive dois anos do mais pleno sofrimento. Esse peso me assombra, essa melancolia ataca meu fígado e a morte ronda esta casa. Isso porque tenho 25 anos e me sinto velho..

 

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É um pouco triste admitir isso, mas estou me acostumando com a ideia de ser solitário de novo. Já não sofro tanto quanto eu era criança, mas isso não significa que eu não queira contato humano. É engraçado notar que voltei a não querer mais tanto contato humano por achar uma dose muito grande dele (sem medida) dolorosa. As relações no trabalho parecem efêmeras e muitos colegas já se foram de vez. Outros tenho a impressão desaparecerão em breves instantes. A expressão “relação de trabalho” faz ter enjoos fortes. Sério, eu tenho medo destas duas palavras juntas. Muitos amigos tem se distanciado e, sim, eu tenho experimentado o que chamam de solidão verdadeira. Tenho tentado combater isso com todas as minhas forças, mas anda sendo difícil nesse começo de carreira cuidar disso. Dramas adolescentes ou mensagens de amizade me parecem ruins. Engraçado que cair é rápido. Vc não sente tanto a queda, mas para se levantar. Foram 3 meses de luta para me reerguer e parecem anos de luta porque muitas vezes eu estou  sem o que fazer. Sinto que gostaria de trabalhar durante anos e só depois me lamentar que não tive uma vida, mas isso me parece uma saída fácil e mesquinha e que irá me trazer problemas no futuro bem mais sérios do que um pouco de dinheiro.

Meus pais estão envelhecendo e eu me sinto cada vez mais assustado com a perda deles e a possibilidade de ficar sozinho. De fato eu preciso me mover para ver o que farei, mas se não conseguir nada me resta o contentamento silencioso de um homem solteiro. o que me restará provavelmente será o trabalho e os estudos. terei de encontrar forças e sentido nisto. A verdade é que não ser mais criança me assusta, mas ter muito tempo livre mata minha disposição.  Me irrita a falta de postura de certos colegas, de maturidade, de perspectivas de vida, de projetos e etc. Isso porque eu fiz muito amigos que tinham os mesmos gostos, mas suas realidades financeiras, intelectuais, projetos, ilusões e mundinhos eram bem particulares. Convivi com gente que nem sempre me fez bem mesmo gostando delas. Certos problemas acabaram se transferindo para a minha pessoa e eu estava tentando achar um sentido na falta do que fazer. Minha adolescência foi tão movimentada que acabei me viciando nela. mesmo quando eu estava na faculdade (plenamente satisfeito) eu estava longe de videogames, televisão, perto dos estudos e aproveitando todo o tempo que não aproveitei no colégio. Estava vivendo o que não consegui viver. (Em partes, porque mesmo fora do colégio eu vivi muito bem, obrigado). Estava em meu ápice, mas enfim eu não quero estender o resto das considerações para ladainhas, portanto, basta o que eu disse aqui. 

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O enorme marasmo

Eu sei que o modelo do blog é obsoleto demais e de qualquer modo eu posto para não ser lido muitas vezes, mas é interessante ter isso  Digo a privacidade para organizar seu dia-a-dia. O Facebook não serve como diário. Acredito que eu não esteja inspirado para um grande texto e de fôlego, mas eu sinto que é uma época de mudanças e mais do que a racionalização eu preciso levar  minha vida para frente e tentar fazer mais do que estou fazendo.

Não que tenha algo de realmente espacial para fazer e nem nada, mas o fato é que eu preciso mudar e estou sentindo que estou sendo cobrado diariamente pra isso e preciso me adaptar. De qualquer modo o que eu posso fazer é tentar me manter focado por enquanto naquilo que me dá sustento financeiro, mas o fato é que estou insatisfeito sim com o pagamento que recebo, com as condições do trabalho, com essa insegurança e com, principalmente, a falta de uma companhia feminina que possa ficar ao meu lado.

Sinto que estou me centrando e superando traumas aos pouco, mas é duro esse crescimento e sinto ele doendo à cada instante. É óbvio que esta está sendo uma das fases mais duras da minha vida. Porque não estou me reerguendo rapidamente nem com titubeios. Se distrair com amigos está cada vez mais raro e aquele fantasma que assola minha consciência ( a solidão) se faz presente. Não é que as coisas tenham pedido sentido para mim, mas as coisas que já me fizeram alegres parecem menores.

Como assim? Amigos parecem distantes, minha vida parece mais colorida tempos atrás e sinto saudades da minha adolescência, mas ao mesmo tempo as obrigações do dia-a-dia me assolam e a instabilidade do mercado de trabalho me assusta. Se minha entrada no mercado de trabalho tivesse sido mais amena, talvez, eu não estivesse com tanto medo de perder um emprego. Chorar por uns 20 minutos seguidos e sentir a garganta doendo e os globos oculares um tanto inchados é sinal de muita instabilidade, mas, ao mesmo tempo eu costumo ser muito emocional e fazia tempo que não soltava meus sentimentos tanto assim.

O engraçado é tentar fazer tudo isso fazer sentido rememorando os tempos e o passado e sentindo um vazio enorme no peito no presente. Achando que não valho muita coisa entre os milhões. Claro, isso não é racional, isso é o cúmulo do desespero e é algo que nem deveria considerar porque eu sei que preciso me libertar da noção de ser totalmente especial. O caso é que, além de tudo, meus pais estão envelhecendo e isso me assusta. Eu acabei me acostumando com a ideia de que eles estão ficando mais velhos, mas o fantasma de perder eles me deixa mais desesperado ainda.

Segundo a minha analista eu tenho feito muito progresso nos meus desígnios e na minha carreira profissional. Acredito que só me livrei de um peso morto que era uma melancolia desnecessária e que me sufocava. Acredito, para ser sincero, que eu venha me acostumando com ideia de que devo ser infeliz, talvez, por essa ideia ser confortável e não exigir esforço de mim para melhorar como ser humano. sendo assim eu poderia agir como uma criança mimada e esperar mudanças advindas dos outros e não da minha própria pessoa. Até porque o peso da irresponsabilidade extrema foi quando eu cedi á tristeza e me deixei levar em relações ruins e ganhei um peso extra que estou precisando me livrar de verdade.

 

Ao mesmo tempo estou tentando arranjar soluções fáceis para o problemas da minha vida e jogando as responsabilidades para frente. isso está se refletindo em meu trabalho tanto é que se isolar não vai ajudar o que quer que tenha que fazer. Cumprir horários, fazer o necessário, o medo da reprovação. Eu acho que preciso me libertar dese fantasma da tristeza. Não é que pensamentos melancólicos não tenham espaço, mas no caso específico essa melancolia toda tem sido uma mordaça para ai nação.

Isso quer dizer que tomar uma atitude na media do possível. Meus esforços tem sido tortos e o que mais eu tenho feito tem sido reclamar, chorar pelos cantos e me sentir inapropriado ao meu ofício. Não é que precise falar que a vida vai ser a mais bela, mas se eu não conseguir conquistar à mim mesmo eu não irei superar tal crise. Ela não se deve aos outros como eu estou tentando fazer, mas não tanto ao mundo. As circunstâncias de fato ajudaram, mas eu ainda não acordei para perceber que eu preciso lutar e conseguir superar isso. Por mais que seja normal se sentir sozinho, isolado, triste, acho que a tristeza está se tornando muito constante em minha vida. Não quero perder eta batalha.

Acho que tenho até mais coisas para falar. Tenho sido muito insincero comigo mesmo acreditando no meu futuro sem fazer nada para melhorá-lo e não tenho encontrado forças. cada vez que e torna um ser humano mais vivido as exigências são cada vez maiores e essas fase de vida precisam ser vividas plenamente. Não poso arregar diante da vida porque senão eu não irei conquistar o que eu devo.

Aliás, eu acreditei que tinha mudado, mas o fato é que eu me declarei por vencido da vida achando que tinha ganho ela quando ainda sou jovem. Infelizmente, esculpem dizer isso, o que vai me deixar melhor é lutar mais, calar mais, seguir em frente e tentar fazer o que posso para modificar isso. Sorrir não é um gesto falso. A não ser que vc seja adolescente e queira mostrar sua cara de cu pro mundo, mas o gesto é importante para mim, não apenas para os outros.

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