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https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hP3EF8hafQY

Olá amigos e amigas!  Desde ontem acabei me envolvendo em mais uma discussão e acredito que esse envolvimento como sempre por ser colocado na internet e por eu ter uma insistência e persistência fora do comum tenha me trazido uma dor de cabeça extrema. Eu SEI que eu deveria colocar essas coisas de lado e nem ao menos me dignar em comentar considerando a falta de abertura de uma vlogueira e blogueira.  Esse é o típico caso de que alguém que se vê injustiçado tenta dar uma opinião forte co alguns despropósitos.

Gostaria muito que a pessoa que fez o vídeo visse esse eu texto, mas, infelizmente, sei que dificilmente chegaríamos à um consenso porque ela se faz de inatacável e qualquer crítica e si mais pesada pode acabar virando a carapuça. Confesso que não sou tão ameno ao ponto de não me afetar por essas críticas. Do ponto de vista emocional eu entendo assim como eu não gostei do vídeo dela por várias questões pessoais e acredito por discordar eu não seja pior ou melhor do que ninguém. Ainda mais quando minha opinião é baseada em textos que falam de tradução poética e que é uma corrente oposta à colocada pela blogueira como uma tradução válida mediante argumentos que considero mais retóricos que consistentes. Espero que se ela ler eu não leve u tiro ou seja acusado de falar “asneiras”. O ero uso do adjetivo não qualifica uma má educação em si. Embora, haja gramáticos e tradicionalistas que digam que é por meio de qualificações que vc dá o sabor do seu discurso.

Não acho que eu precise me provar diante dos outros sobre o meu vocabulário para provar que tenho capacidade de ler qualquer uma das 3 versões disponíveis e sou grande o bastante para aceitar que uma edição ou uma tradução não é melhor que a outra de um ponto de vista pessoal.  Não profissional, obviamente. Não se mede objetivamente palavra por palavra qual tradução é melhor que a outra. Não é apenas o fato do nome do dicionarista e filólogo que foi o primeiro a traduzir o texto. Meu ataque não é sobre Ulisses ou Ulysses. Whatever the ortography is more or less adequate. De qualquer modo o que e pesa são avaliações, concepções e uma visão de mundo que, SIM, me ofende. Nada haver com meu enorme ego inflado (ao qual ela tbm não escapa por reagir assim à críticas relacionadas á ela), mas pela minha formação e leitura que não são menos dignas pelo fato de eu não ser um tradutor, mas um professor de inglês e português apaixonado por literatura.

Acredito que mediante o ataque de outras pessoas uma exacerbação de ânimos possa ocorrer, mas ouvir ecos de elitismo em um texto (uma gravação co um script, eu suponho) não quer dizer que eu possa direcionar aos leitores que não concordaram com um ponto de vista, mesmo que tenha sido atacado pessoalmente, um elitismo em si que diz que o vocabulário é aquele e se uma tradução quer dar prazer á leitura ela é ruim por desvirtuar o texto em si e não utilizar os termos presentes nas passagens do texto. Pode ser que ela seja ais uma tradução em si. baseada em duas ou três traduções anteriores o que pode dar bastante aval para ela.

Isso não quer dizer em absoluto que mesmo que alguém se gabe de uma tradução que o objeto que comprei por ter sido gasto ua maior quantidade de cachê não possa ser melhor ou pior. Uma tradução feita por um especialista e Joyce me parece bastante válida e si, mas vamos à outra área dessa discussão. Até porque eu ainda preciso fazer a comparação em si. Não linha por linha colocando apenas aquilo que está dentro do texto e tarjado em pedra. Literatura é arte e a funcionalidade de u texto artístico não apenas gramatical. Se eu peco por “vocabulário” e cultura eu certamente não peco por senso-crítico ao lembrar das célebres palavras dos irmãos Campos sobre tradução em si. Duas pessoas envolvidas em tradução e em um cenário poético brasileiro que fizeram de sua concepção de tradução mote para um movimento poético. Engajados, eles atuaram em um cenário intelectual de maneira ativa e comprometida. Muitas vezes em projetos pessoais e para provar a validade do movimento artístico deles, mas isso está fora de escopo.Recriação poética ou transcriação é uma concepção muito radical e por vezes controversa, mas é tão radical e controversa quanto uma tradutora que acha que traduzir um texto seria psicografar uma obra ou reproduzir linha por linha. Essa concepção de tradução foi largamente estudada no ano que eu fiz tradução por minha conta e dos textos que li e discutido colegas nos meus 5 anos de curso na PUC-SP. Muito, obrigado, mas eu não sou u ignorante e nem um parvo.

Essa tradução te haver com como funciona o objeto artístico. A semântica de um poema não é a semântica de um texto cotidiano em si. Se você prefere aquela tradução ao invés dessa é uma opinião sua e um direito seu, mas que não justifica colocar a altos brados que os outros sejam ignorantes por discordar de vocês. Eu considero isso recalque e realmente tenho noção de que fui enxotado pelo fato de ter aberto a boca dentro de u espaço público e u domínio onde que manda e demanda é quem faz o canal. Só acho ofensivo demais que mesmo discordado pelo fato de ter mostrado alguma humildade com minhas palavras eu seja enxotado por alguém que claramente te uma noção elitista das coisas.

Eu não estou falando que literatura é popular ou devamos mastigar uma literatura direitinho para o povão apreciar, mas não concordo que apenas uma tradução filológica, baseada linha por linha em apenas aspectos semânticos e sintáticos em nível frásico sejam a chave de uma boa tradução.

Existe um sentido exato do texto? Claramente, eu concordo que existe, sim, mas uma obra literária é flutuante. Como assim flutuante? Ela pode levar à várias significações e vários aspectos, traduções e os seus elementos deveriam levar à isso. Essa obra ela faz pleno sentido dentro da língua original e a semântica e o sistema de palavras, significações e implicações faz sentido dentro daquele idioma e muitas vezes do lugar onde foi escrito. A língua difere e registro, idioma e tom. Recriar isso apenas por filologia seria tornar o processo de tradução automático, já que a tradução de uma língua para outra não se processa automaticamente em si. Claro, eu seria tachado de mistificador e alguém que não compreende e não consegue levar o significado dessas palavras à sério. Acontece que não é porque não vou seguir linha á linha que a tradução virará uma anarquia. Nem tanto pra um como para outro. Fidelidade junto com inventividade podem ajudar a transcrever e transcriar com o impacto dessa obra em outra língua.

Agora um parêntesis para aqueles que acha que estou sendo anarquista e pouco criterioso. A obra é de um outro autor, criar uma obra por cima da outra ou transformar a obra em algo completamente diverso é sim uma má tradução em si, mas desaparecer no texto? Essa afirmação é tão fantasiosa como a outra: não corresponde ao objeto e a natureza dele. Uma obra de arte transcria a língua e deveria se tentar recriar e rebuscar esses mesmo significados dentro da obra, mas como não somos o autor isso significa uma busca filológica por cada origem e ramificação da língua. Isso seria longo, dispendioso e pouco proveitoso. Um texto artístico que se preocupa apenas co uma suposta afirmação de caracteres imediatos de u texto e de níveis semânticos mais rasos é uma tradução sem vida e sem corpo. Serve para o museu e não para leitores. Assim como uma tradução que não se preze sistematicamente pelo conjunto da obra é ruim em si e o material do texto forma um produto que é o todo de um livro é não a apresentação literal linha por linha destas esmas características.

Literatura, explicações e a Ilíada:

Desculpem-me pelo título um pouco inusitado, mas como eu prometi para mim que iria fazer um novo blog vou tentar esse novo modelo de numeração de vários assuntos, mas o post aqui apresentado irá listar uma série de leituras, filmes e algumas considerações sobre informações que fui acumulando esse semana. Ou seja, nada de diário pessoal, mas de leitura. Talvez, assim meu blog fique mais sóbrio e mais maduro como muitas coisas devem ser, embora, escrever com exageros, figuras linguagem super elaboradas e malabarismos literários seja muito interessante ao desenvolver um estilo próprio.

Nos últimos meses eu tenho lido um volume de clássicos muito grande e, muitas vezes, sim, eu me sinto enfastiado. São livros extremamente belos, mas eles são muitas vezes, sim, um tanto maçantes dependendo da recorrência e da temática. felizmente, em literatura Japonesa eu nunca sofri disso, mas mesmo a literatura Grega com seus poemas épicos (Ilíada e Odisseia  por mais que sua grandiosidade seja enorme e a beleza seja absoluta eles não superam poetas mais líricos ou menos pomposos. Prefiro Hesíodo e Ovídio em questão de passar um tempo agradável, mas não há dúvidas da beleza superior da Ilíada, livro que estou lendo aos poucos, saboreando cada aspecto da obra  com muito cuidado.

Para falar a verdade eu vejo quanto livros de literatura clássica ainda não li e fico meio desanimado de infiltrar nesse rol de títulos sabendo que eles são extremamente densos. O que acontece é que eu ainda não estou completamente disposto como antes a ler mais tanto, mas se eu não estou disposto a ler e nem a estudar o que me sobre é o trabalho e investir em novos projetos, mas mesmo assim pelo bem de manter este um hábito, afinal, sempre foi um hábito e não é agora que vou largá-lo resolvi manter um diário aqui com as coisas que estou lendo e assistindo.

Apesar do grande volume, a palavra calhamaço realmente faz jus ao tamanho do volume, especialmente quando se fala de um poema épico. Poucas pessoas tem fôlego para ler algo tão extenso, é uma obra muito deslocada do meu próprio senso estético e da ruptura romântica do ideal da poesia ou mesmo da confusão conceitual que as pessoa tem sobre poesia: poesia é lírica e amorosa ou canta as dores da alma de uma forma cândida, cheia de mel ou mesmo apenas canta trivialidades, as dores profundas do espírito são amenizadas e a poesia é breve ou cheia de rimas para nos proporcionar um espetáculo de sonoridade. Ela é muito mais forma que conteúdo e imaginar que personagens, situações e narrações são descritas de maneira objetiva e não apenas caracterizados com as palavras do escritor sobre um eu-lírico sejam as coisas colocadas para se ter o caldeirão da poesia. Uma poesia cantada em vários cantos, sem um eu-lírico é coisa vista no máximo nos Lusíadas, que duvido que tenham lido. Nem eu mesmo li os lusíadas e só pretendo ler depois de ler outros épicos. Imagine pessoas que não querem e nem gostam de poesia. (A maioria das pessoas não tem saco, afinal, nunca nos ensinaram a ler poesia e é um gênero pouco difundido, quase hermético). Ela é mais formal que significativa.

Dentro de todos os cantos que figuram nesta obra o que mais me marcou foi a jura de Aquiles e sua raiva contra Agamenon. Provavelmente eu e mais 90% dos leitores dos resumos ou versões integrais tem tal passagem como uma das mais belas, cheias de dor e, sim, narcisismo e orgulho exagerado, mas, mesmo assim extremamente belas e muito humanas. Nada dentro do sentido cristão de ser um bom cristão ou renunciar à sua glória ou acreditar em um brilhante futuro. (Dã) O que Aquiles quer é ser coroado como o maior dos heróis e se enfurece com Agamenon, o Atrida por ter negado os prêmios e as glórias próprias ao melhor dos Aqueus, que claro, é ninguém menos que Aquiles. Pode parecer um tanto absurdo essa falta de humildade, mas a dor e o sofrimento expressos pela mãe de Aquiles, a Ninfa Tétis, e mesmo o orgulho ferido de seu filho são acentuados pelo fato de que aquiles, segundo Tétis, n]ao viverá muito. “Tão curta vida” como diz na tradução que tenho em mãos.

A Ilíada é uma obra muito interessante, mas este formato épico, especialmente em uma linguagem tão refinada e versos brancos (sem rima) que tem um vocabulário repetitivo, mas bem erudito e as inúmeras situações de combate e descrições que são por vezes repetitivas podem tornar o livro fastidioso. Não sei se comentei, mas eu desisti de ler os quatro livros das mil e uma noites porque todas as histórias se pareciam e tinham conclusões diferentes e o método de encaixe de histórias por mais fantástico que pareça serve mais para a dispersão do impacto do conteúdo e a diluição das narrativas do que seu maior impacto. A Ilíada é repetitiva, mas eu sinto que como ela é uma literatura “manos popular” (Não posso afirmar com certeza, especialmente sobre poesia oral, mas que não é de cunho popular isso é fato. A contrário do que muitos pensaram no passado essas poesia não foi feita pelo espírito do povo. Muito provavelmente A mil e uma noites não pode ser dita como popular em si, mas o meu ponto aqui é o refinamento ou pelo menos o quanto cada obra me trás de prazer estético em retorno.)

Para falar a verdade é a falta de variação nas duas obras e a falta de uma boa colocação poética dentro dos termos escritos, afinal, tais obras foram compiladas de registros orais para os registros escritos e elas tem muitas marcas orais que precisam ser preservadas pelo bem da fidelidade da composição. Em suma: o formato de livro não é apropriado à esse tipo de literatura e como literatura é forma muitas vezes ler esse tipo de obra “oral” pode ser um tanto penoso.

Aqui vai uma imagem sobre o meu personagem favorito da Ilíada (A citação pelo menos é sobre ele):

A Ilíada por mais estranho que pareça é mais feita de imagens que de rimas, embora ela tenha uma sonoridade especial. Aliás a história para conseguir um exemplar desse livro que tivesse uma tradução satisfatória daria uma postagem inteira sobre a minha busca que incluiu mais de 4 edições (2 nacionais e 2 argentinas) cujas traduções não me satisfizeram por vários motivos. Sou bem chato com tradução. Isso porque uma das traduções foi feita pelo grandiosíssimo Haroldo de campos. Se você não conhece dê uma pesquisada. É um dos maiores críticos da literatura brasileira, poetas (do movimento concreto) e ESPECIALMENTE um dos tradutores mais renomados internacionalmente.

Acho que, por enquanto eu não tenho mais nada para comentar sobre a Ilíada, exceto que é a minha principal leitura nesse tempo. E os mangás? Você falou e falou de literatura clássica e nem ao menos era japonesa, nos deu uma palinha sobre mangás e prometeu que talvez falasse. Bem dito, pequeno gafanhoto, talvez, mas não se preocupem vou falar de Japão,sim, hoje aqui. Gostaria muito de comentar Kino no Tabi, mas vou deixar isso para uma próxima postagem. Sério mesmo, estou tirando férias de animes por tempo indeterminado.

Kenji Mizoguchi. Crisãntemos tardios:

Para falar a verdade esse movimento não é novo, mas em geral há pessoas que ainda estão descobrindo o Japão pop e outras, como eu, que são mais velhas e mais batidas pela busca incessante por novidades culturais sempre vão atrás de horizontes novos. Para falar a verdade eu tive pouco contato com essa cultura mais “refinada” ou pelo menos a cultura não associada aos animes.  O que quer dizer um alívio para meus olhos cansados de ver uma cultura juvenil na minha frente. Por mais obras que sejam produzidas para públicos diversos mangás e HQs são destinadas à um público juvenil.

Desculpem-me colegas de blogs, mas por mais que eu respeite desenhistas e profissionais o público tradicional é infanto-juvenil ou se não é ele pode ser lido por jovens e adultos. Claro, existem HQs e mangás que não tem nada haver com isso, mas mesmo o melhor dos melhores é direcionado á um público mais jovem. Mesmo quando falamos de poesia ou alta literatura certos movimentos são considerados juvenis ou piegas como é, por exemplo, a poesia e grande parte da produção cultural do país. Uma generalização colocada por grandes estudioso da literatura brasileira que eu aplico ao caso aqui exposto.

De qualquer modo, tirando-se minhas longas leituras, posso dizer que assisti à um filme que foi largamente comentado por críticos e é considerado um dos 100 melhores filmes de todos os tempos: Ugetsu Monogatari de Kenji Mizoguchi. Na tradução do DVD que estou lendo a caixa consta que o filme “se chama” Contos da lua vaga. Essa pérola é um tanto difícil de descrever e eu não tive uma leitura cuidadosa do mesmo, portanto, não sei se estou apto a falar de um filme tão elogiado de um cineasta tão renomado, mas outro que conseguirei comentar apropriadamente se chama (na tradução) Crisântemos tardios e é considerado por muitos a maior obra do renomado diretor japonês. Infelizmente eu não tenho o DVD de crisântemos tardios e não encontrei nenhuma versão do DVD exceto na Europa em si.

Falando sobre o enredo de Crisântemos Tardios (e é um excelente enredo, por sinal, afinal, ele é exatamente uma peça grega, mas, ao meu ver bem ao modo japonês de ser). Um jovem artista é louvado pelo seu trabalho e vive uma fantasia de ser aclamado por todos, respeitado por aqueles que o cercam, mas todo esse respeito não passa de fachada, pois ele é filho do maior artista da cidade. Portanto, sua atuação embora péssima nunca foi questionada por servos, por mãe e nem pai. Ele não é um artista e não tem talento, na verdade o filme não fala de talento, mas de falta de dedicação e motivação. Até que uma das amas (babás), que é muito jovem, acaba tendo uma conversa muito sincera com ele e lhe diz que todos falam mal de seu trabalho e que ele deveria se dedicar melhor ao seu trabalho e se tornar um grande artista e que o sucesso dele não passa de fachada. Ele acaba se apaixonando por ela por ter sido a única sincera o bastante para lhe criticar, mas por conta de sua ação extremamente ousada e ambiciosa ela é afastada da casa onde trabalhava.

Atônito ele pergunta por ela e sua mãe lhe responde que ela foi afastada por ter se envolvido com ele. Preocupado e movido por uma paixão terrível ele vai atrás dela. Não a acha e depois de muito refletir sobre o vazio de sua carreira ele decide partir da cidade de Edo (não tenho certeza) e encontrar um tio que é um artista e viver sob sua proteção enquanto ele tenta desenvolver seu talento. Durante esse período (um ano) o tio dele acaba morrendo e ele reencontra a sua ama. Desesperados os artistas que atuavam naquele teatro por temerem não ter futuro resolvem se tornar um grupo itinerante.

Após muitas intempéries ele e sua amada acabam percorrendo durante muitos anos junto ao grupo itinerante atuando em condições sub-humanas e, por isso mesmo, o cândido e inocente garoto aristocrático que ele era se perde. Tal momento é expresso quando sua mulher lhe fala: você era um homem muito diferente e mudou tanto. Tal momento não tem nada de melodrama, mas de fato a queda do caráter, da ambição e do sonho e essa profunda crise pela qual ele passa.

Após isso eles recebem um letreiro de uma peça que está ocorrendo em Osaka (cidade onde eles estão) em que o grupo de seu pai vai atuar. Sua mulher insiste para que ele peça para poder atuar no grupo, mas ressentido e guardando receio de ser visto naquele estado ele proíbe sua mulher de fazer isso e diz que se recusa à ser visto naquele estado.  Mesmo assim ela comunica os artistas da trupe para que lhe deem uma chance. Após isso ele acaba assumindo o papel de um dos artistas e atua magistralmente em uma das mais significativas peças da cidade e em um dos mais significativos papéis da peça ele retoma sua glória. Ao contar a novidade para sua esposa ele diz que ela poderá ir com ele de volta para sua casa com ele. Mero engano, já que ela é intimada a não ir com ele sem que ele saiba. Após isso ele retorna para casa sem sua esposa, muito chateado e até mesmo deprimido, mas sua vida segue, apesar de se sentir indignado.

Anos passam até que ele precisa retornar para Osaka (cidade que ele residiu muitos anos) para ser o ator que irá cegar e liderar um barco porque ele viveu muitos anos naquela cidade. No meio da comemoração ele é abordado pelo pai de sua noiva falando que sua mulher está morrendo em seu leito. Seu pai lhe diz que ele deveria ir atrás de sua mulher porque um artista, muito mais que a técnica é inspirado por alguém que seja importante para ele, o amor dele é verdadeiro, embora tenha sido negado. ao chegar lá ela fica feliz ao vê-lo, mas um pouco contrariada porque havia dado ordens para ninguém avisar ele sobre seu estado de saúde.

O fim como pode se esperar é a morte de sua amada quando ele está realizando a cerimônia. Isso é preludiado por uma bela cena de resignação onde os ois expressam todo o seu sofrimento enorme por não estarem juntos durante aquele tempo. infelizmente, a promessa é feita, mas não é cumprida. Ela suspira e pede para sua mãe lhe contar como foi a entrada de seu marido na cidade para o grupo de teatro. Note-se que não há closes, apenas a sugestão da mãe que ao dar um grito de espanto e dor sugere a morte dela. Aliás aspecto recorrente na obra dele é evidenciar a morte (pelo menos dois filmes, incluindo esse e Ugestsu monogatari trabalham a morte dessa maneira). portanto, é sugestivo, mas não escancarado.

Acho que fico por aqui e só recomendo algumas músicas japonesas da artista Meiko Kaji que teve uma de suas música colocadas na trilha sonora de Kill Bill:

Estampa de Utamaro. Artista Japonês popualr muito expressivo.

Olá pessoal que ainda lê meu blog, tu bem? Eu hoje irei expor longamente vários motivos pelos quais deixarei de aboradar assuntos antigos do meu blog. Talvez, seja um choque, mas muito dos assuntos recorrente aqui que antes eram abordados deixarão de figurar neste espaço que tenho preenchido com textos por quase dois anos. É óbvio que com muitos hiatos, pois eu escrevia para outros blogs e uma página que me deu muito prazer, mas que abandonei pelos motivos, já expostos. Hoje irei dar um banho de água fria nos leitores e expor sinceramente o porque de eu ter abandonado tantos projetos. Esta decisão correu o pequeno mundinho pelo qual o blog passa: pela boca dos meus parcos leitores. Então, para quem não acessa ou chegou aqui por meio de qualquer outro meio, talvez, vá querer tirar sua carroça daqui diante da novidade chocante, mas eu não vou mais falar diretamente de anime por aqui. Acho que como sempre vou gastar mais saliva do que deveria com um fato simples. O blog é meu e não tenho tanta gente que acompanha o espaço aqui com afinco, mas é um bom motivo para deixar registrado o porque desta decisão. Acho que é uma decisão válida por vários motivos.  Eis alguns dos mais significativos e expressivos:

1 – Nova vida. Eu havia exposto que estava concentrado na minha vida acadêmica, no meu trabalho e não teria mais motivos para postar me outras páginas por conta de ter espaço para mim e não para esses objetos que não correspondem ao meu dia-a-dia, e , sim tentar resolver os meus problemas e me afastar da ficção e me dedicar àquilo que é sério. Meia-verdade, mas bastante verdade. Eu explico: de fato eu tenho tido menos tempo para essas coisas, mas a verdade é que eu tenho acompanhado pouca coisa e depois de 15 anos acompanhando animação japonesa ela foi perdendo a graça por ser muito repetitiva. Ela perdeu bastante do frescor dela. Mesmo a literatura perde o se frescor. Ainda mantenho saudades de muitas coisas, mas eu odeio manter esse atrelamento pelo passado e explorar esse matagal de novas animações me trouxe uma frustração: isso não é arte. Não à princípio. Pode ser arte pelo diretor, mangaká certo, as é acima de tudo entretenimento. Entretenimento que pode ser mal ou bom. De qualquer modo essa é apenas parte da justificativa em si.

2 – Gastar tempo demais com algo que preciso escrever sobre mesmo tendo nada ou quase nada à dizer sobre aquilo. Eu vejo a animação e obra e a única coisa que posso dizer com toda certeza é: “Legal, foi da hora” e tendo que me estender demais sobre algo que nem sempre eu tenho algo à falar forçando uma verborragia desnecessária que soa falsa, obviamente. Quando não há oque se falar faal-se mal. Defeitos todos encontram e eu poderia, sim, tentar ir por outro caminho falando das proposições de cada público, mas só que esse estilo de postagem não me interessa e consome tempo demais. Eu acabava mais passando o tempo planejando do que propriamente me divertindo.

Os 7 Samurais. Um filme e não aquele anime sem sal.

3 – Mudança de perspectivas e objetivos. A gente vai ficando mais velho e, consequentemente, aguenta menos certas situações, públicos, atitudes e mesmo expectativas. No caso eu não queria escrever para os outros e isso acabou culminando no meu abandono do meio otaku por não aguentar a imaturidade do público e a extrema insensibilidade deles para textos, arte e etc. É fato: o público otaku BR é ignorante demais o que torna o meu discurso em polado alvo de chacota ou hermetismo para gente com pouca vivência com arte. Essa desunião entre objetivos, expectativas e identificação com o público que me levou ao abadono de muitos blogs e páginas.

4 – A novidade é o que manda. Nem tudo que é novo é bom e em animação Japonesa isso é verdade e falar apenas de novidades (como eu optei pela minha abordagem nos textos em outras páginas e os temas recorrentes) reduziu minha possibilidade de voltar no tempo ou falar de outros mangakás.

5 – Só a obra. Foda-se a biografia, as informações relevantes ou mesmo outros aspectos exteriores. Nós temos a wikipedia. Até certo ponto essa abundância de informações e gente que ia atrás dessas coisas mais do que ler os mangás me forçava a ter apenas contato com a obra. É bom por um lado, mas extremamente limitador e a repetição de várias obras ou mesmo obras fantásticas cuja avaliação não passava de duas linhas porque era difícil avaliar tudo sem revelar roteiros ou só passar pelo elogio sistemático daquilo que me agradava e que me fazia repetir e bater nas teclas dos bons animes torna essa crítica pouco sistemática e muito repetitiva. Então, eu estava cansando e cansei de ler muitas obras que nem o primeiro capítulo que achava interessante por ter apenas mais do mesmo. Referir-se ao primeiro motivo.

Facebook in a nutshell.

6 – Facebook não é lugar para textos e nem debates É mais uma insatisfação com a plataforma e o hábito da nova rede social do momento. Debater e expor opiniões por lá é querer arranjar briga e ser odiado, portanto, além da pouca visibilidade eu era mal visto por escrever textos grandes e ter pouquíssima repercussão se eu não colocasse uma imagem boa. O feedback por meio de likes e compartilhamentos é pior ainda. ele não diz nada e pouco mostra um diálogo. palavras são o melhor modo de se comunicar, mas no face escrever é sinal de que você não sabe usar a interface. Simplesmente cansei dessa atitude agressiva dos outros.

Badeado em gravuras Ukyo-e. Nada de animê.

Q6O7KFCCEdU

7- Japão não é só anime! Parece que essa frase virou mote de muitos, mas poucas pessoas pegam Yukio Mishima para ler, conhecem Yasunari Kawabata, tocaram em algum filme do Kurosawa ou Kenji Mizoguchi, já pegaram uma peça de no moderno para ver no youtube. O otaku padrão não tem saco para isso e o pseudo-intelectual de animê não vê essas coisas porque não dá texto e, provavelmente, ele não tem conhecimento real sobre a história do Japão, da arte em si e nem dinheiro ou disponibilidade para sair do conforto de uma desenho que questiona a vida por meio de debates feitos apenas como rascunhos de debates filosóficos. Ou pior ele defende o mangá del como a única arte possível apenas demonstra interesse pelo mangá porque ele domina esse assunto que é, aparentemente, mais conveniente. Sai muita porcaria na indústria. Falar mal te torna crítico com relação ao objeto. Já, para aprender a tradição você precisa de humildade. Um verdadeiro ADM ou CDC pseudo-intelectualizado não vai ler a Íliada, não vai atrás de Genji monogatari, não irá tentar ver gravuras ou mesmo ver filmes parados que fujam ao Japão plenamente moderno. É muita novidade e nem sempre falar disso cria fama. Portanto, como poucas pessoas falam disso e muitas pessoas querem procurar arte em um mercado de entretenimento eu resolvi tomar essa parte daqui para mim. ninguém quer saber e eu posso escrever para mim e não para os outros.

E os rumos do blog?

O blog falará sobre cinema asiático, livros, história do japão (quando possível), e, sim, continuará falando de anime e mangá como um assunto recorrente, mas não mais com tanta seriedade. O meu fôlego maior vai para os outros assuntos e o anime e o mangá ficam como eles devem ficar: como diversão. Quem sabe, quando eu encontrar algo mais interessante eu não fale me termos mais sérios deste ou daquele animê.

Um link para vcs:

Japão – terra da tradição?

É fato que a minha geração teve um contato mais fortuito com a terra do sol nascente graças à mundialização da animação japonesa que se deu na década de noventa e o acesso mais amplo às animações japonesas no fim dos anos 80. Sou de 1987 e peguei a saudosa Rede Manchete. Da qual não tive tantas saudades por ter conseguido acompanhar vários outros canais de televisão (na verdade em especial um que começou a ser exibido no começo dos naos 2000) que era chamado Locomotion. um canal que poucas pessoas tiveram acesso e que se extinguiu para se tornar uma das coisas mais atrozes do mundo. O canal teve o seu auge como canal destinado à animação Japonesa na América Latina e em Portugal, mas teve um sucesso muito pequeno. Foi o primeiro canal a passar animações japonesas de fato com legendas e prezar a animação como coisa séria. o canal começou como algo completamente novo e inédito, a era dos mangás não tardaria a começar com a JBC e posteriormente muitas outras editoras de desafogaram um mercado nipônico em expansão e a animação Japonesa fazia seu caminho progressivo para a mundialização e para essa popularização extrema á qual hoje em dia ela é sujeita. Não sei se lamento ou me alegro, afinal, o Japão não parece se importar com essa exportação de seus produtos e nem enxerga o ocidente como um mercado e sim apenas o país. animes são feitos de japoneses para japoneses. Não considero esta postura errada, mas muitos fãs reclamam de boca cheia sobre isso considerando-se pouco atendidos e se consideram parcela consumidora de tais produtos mesmo não sendo o público-alvo destas animações.

Outra coisa curiosa é que os produtos culturais Japoneses como literatura, filmes e outras produções artísticas eram ouvidos por nós à partir de especialistas como eminentes. autores que conhecíamos chegavam á zero e os cineastas que de fato faziam parte do repertório ocidental era apenas um: Akira Kurosawa. Isso porque tais filmes de Akira Kurosawa eram baseados em peças Shakespereanas e ele nunca foi reconhecido pelo público japonês, mas pelo resto do mundo. Seu modelo estético era diferenciado, mas, ao mesmo tempo ele era mais afeito e mais característico da literatura ocidental na qual ele se baseava e não nos costumes locais. Vinte anos atrás o japão era uma incógnita. Esse encantamento como oriente que trouxe várias representações, lugares comuns e estereótipos não cabe mais aos mais antenados artisticamente ou ao jornal. Afinal, estamos expostos à esta cultura por meio de vários aspectos e não apenas pela cultura de massa em si.

O Japão sempre foi considerado um país exótico e agora com a exposição de suas manias culturais e , agora, mais que nunca com suas animações e seus produtos sendo divulgados com a grande influência cultural que ele vem despertando cada vez mais o exótico vem sendo substituído pelo termo bizarro. Termo igualmente preconceituoso, mas que faz permitir comparações por meio contrastes. O exótico é apenas aquilo que é distante e curioso: o bizarro é chocante e atroz, mas permite uma comparação muito mais próxima á nós, ou talvez, mais palpável. Existem vários e vários fatores, mas é fato que o oriente vem despertando (especialmente o Japão) uma demanda muito grande dos sues produtos e como qualquer boom cultural vem acompanhado do estranhamento e da repulsa. A curiosidade. Ninguém mais precisa sofrer meses para ver um filme do Mizoguchi ou ver a última moda em animes no Japão. Existe até mesmo um streaming de animação Japonesa falado em língua Japonesa em si. mesmo a língua que nunca era exposta, para mim, com acesso à internet é algo recorrente. A sonoridade anasalada e os gestos ao se articular certas expressões e outras coisas podem ser imitados e mesmo parodiados precisamente por essa exposição. Ou talvez, para mim que viveu e tive a oportunidade ir atrás destes produtos o mundo Japonês se figure menos misterioso que para os meus avós e para os meus pais.

Edit:

Em contrapartida essa maior divulgação tira bastante do frescor da novidade, mas nos trás mais oportunidades de conhecimento real e integro de tal cultura sem a mistificação típica que foi exercida pelo orientalismo de Chateubriand e pela própria imagem de tais países como países de tradição e não como países (os orientais) em um contexto moderno. Isso tornaria e anda tornando estas produções banais, mas pelo menso elas fazem parte do nosso cotidiano e mantêm o interesse vivo com a expansão deste mercado.

Podem me chamar de ingrato, de doente, de besta ou do que quiserem, mas eu vou ser sincero que é um pouco demais estar trabalhando à tanto tempo e só agora estar recebendo condições adequadas e chance de desenvolvimento pessoal, mas o que me irrita não é a empresa (quero dizer a parte que cuida do pedagógico); porém é a pressão exercida por cargos administrativos em si. É certo que com 25 anos é um tempo bem longe do ideal para começar a trabalhar, mas é péssimo notar como a progressão de dois anos atrás com agora se deu pessoalmente e não na carreira.

Avaliando friamente esse período tem sido bem duro e insatisfatório com relação à quantidade de problemas que a profissão tem e outros problemas concernentes à certas atitudes da empresa com os funcionários. Claro, o cliente em primeiro lugar. O problema é quando se institui com certa franqueza uma atitude hostil com relação ao professorado. Melhor do que em escolas públicas (um lugar que eu não vou trabalhar por não ser louco. É lá que precisamos de hróis. Pois bem, que os heróis lá morram na miséria e no anonimato. Um serviço público ou cria vilões ou martíres como a história prova). Não há exceções. Ou mesmo cometas potentes que acabam sendo extinguidos por outros menos valorosos. Além do que não sei nem se eu seria bem sucedido. Prefiro ser modesto e comum. AH, que deprimente, um professor! Uma mulher tbm deve se doar e outras tantas ladainhas que nem sempre fazem a pessoa mais feliz. Pontos de vista extraídos de fábulas e histórias da carochinha.

O maior herói Grego não se doou à nação e sua glória foi cantada em termos de fúria e não de doação. Poupem-me de sua cristandade efêmera que quer se dizer eterna, complacente e universal. Odeio-vos! Não é pela comiseração, pela redução de minha potência que eu quero ser reduzido à um nada pelo bem de ser cantado, afinal, a realização precisa ser pessoal. Se doar e se sacrificar em prol do que? De um valor e um produto e algo que não me dará atitudes melhores para com minha pessoa? Respeitar funcionários que mal olham na minha cara por eu fazer parte de uma pequena burguesia e ser reconhecido como um fidalgo falido que mal consegue suster suas próprias pernas? Um parasita que nunca estudou e não é economista e nem advogado?

Um freelancer mal visto pela sociedade e isolado pelos demais e ignorado? Passei da fase de criança que acha que ser acolhido pelos outros dá algo de positivo ao meu ser. Esse gosto cítrico e essa melancolia tem na verdade origem no sistema de educação. “Ah. lá vem o professor falando sobre estado e alunos compromissados. Bla blá Whuskas sachê.”

1 – Compromisso, comprometimento e cobrança não são ruins e devem ser cobrados. Isso evita a postergação e o pouco caso com a escola

2 – Isso dá mais aval aos alunos serem ouvidos e eles se tornam mais ativos e presentes em si

Porém, esse tipo de abordagem não vem de uma escola financeiramente compromissada com seus alunos. Ou pelo menos não deveria ser assim. Há métodos, meios e outras coisas. Estes dois pontos positivos não são advindos da comercialização do ensino. Essa “comercialização” , é fato, é uma desculpa bem tosca dada por doutores mais preocupados com suas pastas, teses, doutorados e conhecimentos que relegam aos alunos a posição de subalternos. Este é um discurso venenoso que faz com que todos os professores sejam enxergados como pouco aptos. Muito similarmente à classe política em si que é mal vista mesmo por pessoas mais cultas. Em geral, professores são vistos como preguiçosos, relapsos, pouco afeitos ao pensamento, pouco aptos a seguir outras carreiras e demasiadamente demagógicos e procrastinadores, etc. Do outro lado alunos são vistos como maldosos, ruins, pouco afeitos ao estudos, mas são vistos como vítimas de um sistema educacional injusto e a figura motora disso tudo é o professor que passa por santo na idealização e idiota diante da sociedade em realidade.

Em verdade, esta é uma profissão infeliz e conseguir sucesso financeiro nela é de um índice baixíssimo, quase impossível. Um conforto meio transitório e muito stress. Na maioria das vezes quando a exigência de não dormir e não conseguir trabalhar e se doar 100% do tempo é atingida vc é mal visto, mas é fácil mentor porque o que importa são resultados. Questão encerrada. Não precisa ficar à flor da pele com relação aos alunos e o que eles dizem. Apenas faça. Essa indiferença tbm é crítica entre a estúpida comoção do educador versus o professor dando uma dicotomizarão que não necessariamente atinge as exigências de empresas. Afinal, a empresa é um órgão, os funcionários as suas células e existe uma ordem de mando e o professor é igual à classe média. O sustentáculo dum sistema quase falido e o culpado segundo todos.

Ele é quem cria valor, mas é visto como funcionário menor. Não, o professor não é mártir. Ele de fato é medíocre. Tanto se fala, e tanto se contribuí para isso que o esmagamento dele é tamanho que nem heróis e nem ser humano, mas livro ele é. “Espera, livro? Matem-no. Hahaha Cultura não trás dinheiro”. Como dizia certo colega que dizia que consumia seus dias em mal dizer a meus atos e sempre queria me atacar por ter vontade de me tornar seu alvo de flechas bem guarnecidas do veneno daquele que só sabe esbravejar acusações por um ódio que não entendo porque existia. Ódio reprimido por algum motivo que este néscio sabe e não me importa.

Esta situação se estende de maneira que estas glórias (quais glórias) citei alguma com relação à isso? Acho que não, mas suponhamos glórias ao professor. Afinal, a ordem das escolas permite dizer que ele é o rei e o comandante. Quase um rei medieval, sentado em um timão que gira a vela do barco. “Tchi BUM! Lá se vai o professor, peguem os cacetes e batam nele. Exijamos nossos direitos. Faremos dele herói ou nosso pequeno escravo pessoal. AGORA!” Outro diz: “Vende tomati que nóis ganha mais do que estudando aqui.” Outro se pronuncia de maneira similar ao dizer: “Estudar, vou é ser presidente.” Outro ainda oslta a plenos pulmões, “que seja feita vossa vontade e vamu tudo pra internet”.

A educação e a escola sucateadas e o processo de um ststus quo siimilar ao modernismo ou romantismo (um enfado tremendo quanto à repetição dos fatos e dos modi poerandi de uma nação). Os inúmeros chavões e a falta de pensamento apropriado sobre tais coisas. “Queira ter opinião, na casa do caralho”. – Via Facebook “Mostre atitude, não fale. Me dê dinheiro.” – O grande irmão chamado Facebook tbm diz pela língua dos seus arautos da ignorância.  Animais, animais e mais animais é o que vejo.

Anti-paladinos os somos todos porque de heróis e de não-heróis é a perversidade que nos separa. Ou a falta de dinheiro, mas este é um problema que vou deixar aos grandes literatos. Sou cronista bem pequeno e não exerço uma categoria diferenciada de escrita do gênero Brasilero. Afinal, é mais fácil falar sobre mesas de bar e burros do que tentar criar histórias modernistas ou supostamente inovadoras. Caímos menos no rídiculo. Ou pelo menos não parecemos tão modernistas ao nos mantermos cronistas. A mediocridade realmente é uma benção.

(Esperem por uma boa imagem para o post, mais tarde eu edito)

 

Tal texto que abaixo cito foi colocado há um dia atrás sobre a minha saída da equipe da página da Japanholic Hyperdimension, fiz parte da equipe inicial deste projeto que visa uma diferenciação das outras páginas de anime, e, como sinto que a página acabou perdendo bastante do fôlego dela e eu gostaria de iniciar outros projetos acabei saindo da equipe por não mais enxergar sentido na página. Somado à isto a saída de um grande amigo (Toshio). Para a leitura integral deste primeiro texto cito este link que deve ser acessado aos que ainda não leram ou, simplesmente, acessem a caixa de Spoiler logo abaixo: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=538363872887816&set=a.409774239080114.93964.409764955747709&type=1&theater

Ragna, the Bloodedge / Amidamaru~

Bye bye miss american pie! / Farewell!

Acho que é claro para todos que desde que a página foi criada eu passei por um período difícil e, mais que isso, um período de transição e de amadurecimento de maneira muito rápida e dolorida. Completas 25 primaveras eu quero reerguer minha cabeça, andar com passos mais largos e pensar em compromissos, futuro, trabalho, mas quero dedicar meu tempo à minha felicidade pessoal tbm.

Quem não acompanhou meu trabalho ou não é fã do meu trabalho, não é meu amigo ou chegou só agora recomendo ler para saber dos motivos pelos quais o CDC que nasceu junto com a página dirá Adeus. “Bye bye Miss American Pie”

Acho que o motivo mais claro é que essa página foi uma âncora para dias e noites de marasmo e solidão quando eu ainda não estava novamente empregado. Estou passando por uma transição muito grande na minha vida, mas que não vai me levar à plena satisfação de um período de esforço, mas o inicio da minha vida como adulto e quem sabe , com os eventos deste último fim de semana, redescobrir o que é amar.

Sim, sim isso é pessoal demais, então deixemos a poesia e sejamos justos quanto aos fatos: eu preciso de tempo para mim e acho que a internet não anda contribuindo para eu redescobrir o meu caminho perante tantas dificuldades. Tenho saudades dos meus dezoito anos, mas não queria ter continuado lá: ou seja, eu preciso tocar a vida para frente e sinto que cada vez menos consigo ter compromisso com a página, que as opiniões e o projeto que tive para mim (o meu mais pessoal e exposto aqui) que foi cumprido de certo modo por mim e pelo Morimoto e por alguns ADMs mais antigos agora não faz mais tanto sentido.

Foi uma época difícil e vou admitir que por mais que tenha me divertido fazendo as resenhas pessoalmente eu não me sentia realizado. De qualquer modo essa não é uma ameaça por má-educação de usuários. Eu já vinha demonstrando impaciência com esses novos usuários e certas opiniões. Eu meio que tenho uma opinião muito minha sobre o que vejo e pouco tenho paciência parar fóruns.

Eu explico: passei dois anos em um fórum e mais uns 7 meses por aqui e, acredito eu que, infelizmente, a internet, já me parece mais um saco que um lugar legal para se ficar. Eu me sinto meio velho para administrar um site. Digo foi bom enquanto durou, mas foi ruim porque o site começou a tomar controle da minha vida e eu me apoiei na internet para ter o respaldo emocional que me estrava faltando com o envelhecimento dos meus pais e outras questões mais delicadas que foram me afundando no fundo do poço. Essa história é bem conhecida pelos membros mais próximos à mim da antiga equipe. Assim como perdemos um outro fantástico ADM pelos mesmos motivos.

Anos atrás eu não ligaria de ficar na internet e administrar um site, mas hoje em dia cada dia que passa e eu não coloco as coisas para frente parece um instante desperdiçado. Este é um momento de tocar para frente a minha vida e convenhamos que assistir animes consome muito tempo e eu não estou mais na idade de GASTAR tempo com coisas extras. Não que não deva mais imaginar bem ver desenhos, mas escrever textos (no meu caso) demanda tempo, reflexão, comprometimento e muita muita correção e reajuste de palavras. Como eu gosto de fazer o melhor trabalho possível; e eu sinto que este trabalho é interessante, mas não é frutífero em si eu prefiro não gastar esse tempo mais.

Eu preciso conseguir mais horas de trabalho, ir para a pós-graduação, ver se um namoro dá certo, ler muitos livros e encontrar um apoio emocional para viver bem nessa nova fase da vida. Engraçado é que o que quero dizer é: adeus, porque a vida continua e, infelizmente, essa não é mais a minha morada por mais que alguns antigos ADMs passem por aqui como nômades. Quero singrar meus próximos mares com a saudade do passado acolhedor e a dor da experiência vazia que me reteve na internet. Me dói admitir isso, mas já é tempo de ir. Esse tempo é melhor na lembrança para dar forças para o futuro. Viver de passado é morrer lenta, dura, dolorosamente e de maneira crua.

Espero à todos compreensão pelo pesar que passo, mas pela alegria de ´pode dizer que existe um enorme oceano à minha frente.

Agora que esta parte foi fechada com sucesso acho que é bom lembrar que o site que tenho aqui continuará ativo e ao invés de buscar o sucesso nas redes sociais ou em outros blogs, como de fato muito tentei, quero finalmente continuar escrevendo com afinco para esta página, mas sobre temas diversos. Talvez, os textos não tenham o mesmo fôlego de antes, afinal, não tenho tanto com promisso mais em fazer um excelente trabalho, mas em manter um blog com o compromisso da minha própria satisfação pessoal conforme o conteúdo apresentado por aqui.

Não quero entrar no mérito de questões pessoais porque acho que já falei demais sobre elas. Não tenho nanda para resenha esta semana ainda. Okay? Adeus, abraços, até mais tarde, seja lá o que for, mas o blog continua ativo e vai voltar com força total e mais qualidade. Ou eu assim espero…

Não estou com muito tempo para escrever textos hoje, mas ao mesmo tempo não há porque não escrevê-lo, portanto, vou tentar dividir tal assunto em partes considerando o quanto ele é delicado. Para falar a verdade o assunto nem seria polêmico, mas o ser humano cria artifícios para tornar isso polêmico. A polêmica reside na estupidez das partes, eu diria, mas nenhuma página de animê, mangá ou humor para “fãs” que se preze me daria ouvidos. Parece que a adolescência de tais fãs é tão longa quanto os dos hikkikomoris. Isso vale tanto para os filhos da página Akuma Animês quanto para a página Kawaii é meu ovo. Ambas as páginas são opostos antitéticos (não sabe vai procurar no dicionário, colega. Animê não ensina linguagem teórica. Tanto mais só internet).

Para falar a verdade todo fã que se torna muito velho começa a implicar com aquilo que consome, mas, também, ao mesmo tempo, tenta manter um hábito que (corretamente) deveria ser imaginativo e reservado para um determinado horário e tempo. Isso vale tanto para atividades que podem perder sentido com o tempo como ver animes e desenhos ou mesmo jogar RPG. Muitos dizem que essas atividades deveriam ser erradicadas ao longo do tempo e quem às mantêm tem algum defeito de caráter e não deveria ser levado á sério. Complicada uma declaração destas, pois tal atitude é baseada em preconceitos baseados em valores que nem sempre podem corresponder aos anseios de uma pessoa, PORÉM, eu não vou entrar no mérito da questão.

O que acontece é que essa desvalorização afeta os dois grupos do mesmo modo. A forma de se expressar e apresentar as idéias difere, mas em essência a origem da ação é uma auto-preservação: por um lado de se mostrar jovial (ain meu anime é lindo e ele não é desenho porque ele é pra adulto, tendeu? Então, vai se foder!) de outro lado o desejo de prevalência de uma atitude não cabível e um anseio doente por se livrar de um discurso infantil que não parece razoável aos zuões que toma atitudes agressivas diante de crianças ou adolescentes (Sou mal e tu é um merda. Enfia teu anime no seu cu que essa porra me dá câncer).

Note que tais duas atitudes são dos mesmo grupo (nicho, mas cada sub-nicho se diferencia pelo que ele posta na internet). Muito bizarro no mínimo. Para não dizer até mesmo reprovável. me identifico mais com o segundo grupo, mas porque a premissa de todo não é ruim; rir das próprias desgraças. Acontece que o desejo de se apartar do resto deste grupo faz o grupo que crítica o próprio nicho – a parte idiota e infantil dele; acaba se infantilizando de certa maneira e perdendo credibilidade. Isso é fato. Se por um lado existem argumentos fundados na ignorância (otacus) o outro grupo pauta sua atitude na intolerância (anti-otacus). Derivado disso existem mil e uma páginas anti-animes que nem merecem alguma letra, afinal, na maioria do tempo elas são como 90% do Facebook: para irritar, cutucar e fazer presença por atitudes imbecis e babacas. Saudades do MSN. rs

Para falar a verdade essa disputa toda acaba sendo tão idiota que o único sentido parece ser ter algo para postar. Na verdade a questão suscitada pelos otakus da diferenciação de seus desenhos daqueles provenientes do norte-americano os torna weaboos que querem valorizar sua diferenciação através de seus gostos e uma busca de identidade. Uma busca fútil e típica da adolescência, mas pelo menos é um modo sincero de se ter um grupo. Por mais que de forma ignorante e idiota. Para não dizer infantil e descerebrada muitas vezes.

O outro lado da moeda (o menos sincero) quer mostrar o pau e dizer: nossa olha como eu sou inteligente, sou mais inteligente que você. a impressão que tenho é que 90% desses fãs passou da fase weaboo  agora quer se livrar dessa “mancha” no seu passado e quer atacar o que algum dia já foi. Para se ter consciência crítica precisa-se viver a fase acrítica: lição de vida bem válida ao meu ver. Porque se não fosse assim não criaria identidade e não se importaria tanto com o que o outro lado do grupo faz. afinal, eles degrinem a imagem de quem gosta de animação Japonesa. Se eles fossem anti-corpos saudáveis eu até apoiaria. quer dizer, até certo ponto essas páginas eram um bom contraste com relação à esse tipo de atitude acrítica, mas se tornou tão hiperbólico que chega a ser atroz. Dá a impressão de que há falta de perspectivas de mudar de vida e porque ainda vê animês ele ataca quem está tendo um encanto descerebrado pelo que acabou de ver. Obviamente, muitos otacus tem atitudes reprováveis, mas a maioria deles são crianças, convenhamos. Aqueles que já se tornaram adultos e ainda mantêm uma atitude descerebarada merecem umas porradas, obviamente. e o cara não conseguiu se aceitar ainda.

Aliás, o termo otacu é um tanto estranho ao meu ver. Afinal, otaku é aquele que idolatra. Portanto, um nível descerebrado de fixação em um objeto cabe perfeitamente na denominação proposta. Afinal, fixação e idolatração cabem bem dentro do termo. Afinal, eu sei que o termo veio por uma corruptela de lá e foi adequado, climatizado e aplicado aos fãs jovens e uma categoria específica no Brasil, mas mesmo assim continuam sendo essencialmente a mesma coisa: fanáticos! De certo modo essa atitude não é normal no Brasil e é justamente criticada, pois ela não é saudável. Jamais.

As ações e reações se tornam fortes e o primeiro grupo mal nota a existência de seus críticos  ou , ao menos, finge não ligar e reage pela exclusividade de seus desenhos artistas e etc. Daí muitas pessoas começam a usar esse nome para ofender qq um que tenha um interesse sério por animação Japonesa e utiliza isso como ofensa geral. gente que se diz fã, mas tem ódio de gostar daquilo por não se sentir bem em ser identificado com o grupo. gente que sustenta sites e fansubs e usa isso como espelho refletor para não manchar sua imagem perante colegas ou outras pessoas. Justo, mas muito irritante tbm e demasiadamente infantil. Se não quer ser identificado seja menos hipórita. Não precisa ficar inventando desculpas mil de que vc tem gostos “normais” .  “Ah, meus ídolos são todos americanos e todo mundo que gosta muito disso é otacu e foda-se”. Contradição: eu não gasto tanto grana em revistas para scanear e nem fico traduzindo do Japonês revistas inteiras para negar que gosto dessas coisas. Eu não crio barreira. Apenas me distancio disso, mas tirando esse pequeno embrulho do estomâgo, muitas vezes quem tem essa atitude fica na ordem do dia atacando os outros por gostar de coisas que essa pessoa considera errada. Desculpem-me, mas a fã-base é tão chata que desisto de shippar anime. rs (Para quem não entendeu a ironia é uma pena. O pior é que a garota caí na categoria de Fujoshi, mas é Fujoshi e uma patricinha. Daí o ódio de n~çao se conformar com seus colegas e tentar esconder os gostos. Desculpe, mas isso é tão escroto. rs)

Quem seria o pior: o descerebrado ou o hipócrita? Difícil difícil dizer. Um é tão ruim quanto o outro. Um age por impulso e o outro por ressentimento. O que torna ambos tão infantis. Isso para não dizer outros motivos que tratarei em uma parte 2 deste texto. por enquanto ficamos por aqui.

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