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Archive for August, 2011

Um título um tanto longo, mas pelo menos acho-o divertido.  De qualquer modo o que sei é que estou com minhas expectativas bem altas em relação ao que vou relatar aqui. Primeira coisa a se notar é que retomei o blog com certa força por estar disposto a continuar escrevendo sobre minha paixão: animê e mangá.

Óbvio eu não precisaria de um post apenas para anunciar um fato tão evidente. O real motivo para essa postagem, isso sim, tem haver com a minha estréia como novo membro (colunista) ativo do blogue Animê Portfolio cuja estréia marca, para mim, uma nova fase e uma grande oportunidade para expandir meus horizontes:

http://animeportifolio.wordpress.com/2011/08/29/howdy-folks/

Me apresento no blog com essa postagem, mas atentem para o fato de que há mais alguns (seis ou sete, mais ou menos) colunistas que dão as graças de suas análises no blog.  Compondo algo mais profissional que o meu blog pessoal. Espero que confiram e acompanhem com afinco e deixem seus comentários por lá.

De qualquer modo estou muito feliz pelo que consegui alcançar com isso.  Apenas espero que eu consiga manter vivos meu interesse pelo meu portal pessoal e postar lá com alguma freqüência. De qualquer modo espero vê-los em breve.

Até mais e nos vemos por aí.

Só pra deixar uma trilha sonora bonita. Embora isso não queira dizer adeus, necessariamente, muito pelo contrário!

Isso é um recomeço,  isso sim.

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Apresentação do mangá:

Hoje, como um ia normal em que tenho mais tempo, pude, finalmente, me atualizar sobre os mangás e adquiri uma cópia de K-on. Mais por curiosidade que por interesse real. Em geral, adquiro os mangás em uma banca ao lado do local que almoço quando não trabalho.

Para quem não sabe K-on alcançou certa popularidade faz um tempo por aqui. Especialmente entre o fandom, mas especificamente entre garotas com idades entre 14 e 18 anos de idade. O enredo gira em torno de um clube escolar de música que está prestes a fechar as portas por falta de membros novos. O clube de música popular , ou “leve” como foi traduzido no mangá. Eu não me questionaria sobre a verossimilhança do pressuposto que impulsiona o capítulo inicial se ela não fosse extremamente paradoxal.

Claro, temos de levar em consideração que vários fatores podem ter influenciado para a atual situação do clube de música da escola em que se encontram as protagonistas, mas poderia ter havido uma maior preocupação em atar esses nós para dar uma história mais fluída e convincente. Razões não faltariam para o clube ter fechado e ninguém ter entrado nesses anos. Quem sabe as outras membros tivessem formado uma banda muito unida e o clube tivesse se tornado reduto delas ou mesmo ter apenas citado, trivialmente,  que elas são as únicas a se interessar por música popular na escola desde a última turma que se formou.

Do jeito que está parece que o autor nem ao menos parou para pensar na possibilidade de que deixar isso à cargo do leitor evidencia um certo relaxo sobre os motivos do que ocorreu. Tudo bem é pasável,  mas chega a incomodar um pouco sendo que isso poderia ter sido melhor explorado dentro do mangá ou ao menos todo o capítulo que revolve na seleção de membros do clube desnecessário. Isso porque a protagonista força as pessoas a entrarem no clube e seleciona a “vítima” mais fácil.  Isso tornaria, também,  a história mais rica e cheia de detalhes.

Shoujo típico:

A frase “Em time que está ganhando não se mexe” se aplica aqui perfeitamente aqui. Embora seja evidente que o pretexto do clube de música seja mais interessante que apenas relacionamentos em um ambiente escolar. Nos meandros é que encontramos a essência do gênero ao qual o mangá pertence.

O traço moderno e os enquadramentos quase sempre focados no rosto não deixam evidente a fisionomia das personagens. Porém, nos poucos momentos em que há uma figura ou ângulo que nos mostre os corpos das personagens: são magras e altas. Claro, nada comparado ao exagero esquelético representado em Sailor Moon ou às desproporções fenomenais da Clamp. Porém, a essência de representar alguém esbelta e bonita sem um corpo muito cheio de curvas está lá. A identificação do modelo feminino ideal aos olhos de outras mulheres pelo padrão de beleza que elas almejam.

Somado à isso há  caracterização das personagens, suas personalidades. Todas elas tem traços simples e comuns ao mangá shoujo e há situações padrão para esse tipo de produção. Vamos começar pela quatro personagens principais:

Tsugumi Kotaluki – Meiga, rica, linda e disposta a ajudar os outros.

Mio Akyama – Séria, quieta e objetiva.

Ritsu Tainaka – Energética, entusiasta e impetuosa. Força alguns membros a se juntarem ao clube de música.

Yui Harisawa – Afetada, inocente e avoada. Junta-se ao clube por acaso. Em minha opinião chega a ser tapada.

São traços regulares em heroínas desses mangás apesar de serem gerais. São personagens com características que foram enraizadas em alguma personagem que tem praticamente aparição obrigatória em mangás shoujo. Quem já leu mais de 10 ou até mesmo mais de 20, como eu, sabe que esses traços de personalidade são muito recorrentes em protagonistas do sexo feminino. Aliás, todas as protagonistas nos shoujos mais típicos são mulheres por razões óbvias demais para eu me estender aqui.

Há algumas situações dentro das páginas inicias que acabam por cansar o leitor que não é maníaco pelo gênero e está tentando dar uma refrescada em sua leitura típica de outros gêneros de mangá e quer experimentar algo não tão recorrente. Vêem-me à mente algumas situações que ocorrem no capítulo inicial e me fizeram não gostar tanto do mangá o quanto eu estava esperando que eu fosse gostar:

– O ingresso de Yui Harisawa, a guitarrista da banda , é um deles. Infelizmente, a sua personalidade afetada e sua pouca atenção á vida diária fazem com que ela não tenha muito interesse pelos clubes.  Ao ser pressionada por sua amiga a se juntar à um deles para ter algo ao qual se dedicar ela se lembra de ter se inscrito no clube de música popular mesmo não sabendo do que se trata.

Existem outras cenas que se utilizam de muitos lugares comuns do gênero. Muitas vezes à exaustão:

– Por exemplo, há uma outra cena, muito típica de shoujos, que é uma reunião de garotas para um lanche em volta de uma mesa de chá. Tsugumi está servindo o lanche para elas em louça fina e a toalha que cobre a mesa é brance. Yui supõe que ela seja muito rica porque todas as peças com as quais elas estão se servindo são de altíssima qualidade.

Só eu sinto exagero ao ler isso? Ou será que todas as garotas no japão tomariam realmente chá em um clube de música oferecido por uma garota rica e meiga que está disposta a oferecer uma louça cara e rara para um clube ao qual ela acabou de juntar? Fã-service gratuito identificado. Ainda mais porque a situação apenas dá a informação que a garota é rica, mas ao longo do mangá vai sendo mostrado que Ritsu é rica sem abusar de uma cena tão cheia de clichês e exagerada. Certo, mangá é sobre hipérbole, mas pra mim isso desceu como uma pedra. Embora eu goste muito dessas cenas de chá por serem um elemento muito característico de shoujos. Mesas que são fartas e cheias de utensílios e comidas caras e diversas, mas não tem como negar: no caso foi exagero.

Porém, devo ressaltar que certas coisas foram muito agradáveis ao ler o mangá como, justamente, o fato de elas serem personagens típicas. Isso porque eu tenho percepção o bastante para entender que o mangá não é pretensioso e que isso dá um cero conforto para quem geralmente lê o esse tipo de mangá. Mesmo que eu ache que isso pudesse ter sido usado menos à exaustão. O traço não é todo rebuscado e cheio de efeitos de luz. É limpo e delicado, sem exageros.

Isso dá  muitos pontos positivos ao mangá em minha opinião.  Pode dar oportunidade para quem não está acostumado com o gênero a ingressar por meio de K-On na gigantesca biblioteca de shoujos sem se afastar por certas decisões dos desenhistas de representar certos personagens com um traço muito afeminado ou estilizado.

Porém,  que fique claro que se você está procurando um material de qualidade e já tem certo costume com shoujos e quer algo que se foque no tema de banda e música eu não iria exitar em dizer que Nana é uma opção muito melhor em todos os termos.  Incluindo um preço bem mais acessível e uma coleção quase completa. Basta apenas vontade de correr atrás dos volumes.

Há outro fator, também: K-on é mais voltado para a comédia que para o romance. Aliás, quase todo o enredo é sobre situações engraçadas ou inusitadas. O que pode dar coragem a certos marmanjos barbudos a lerem ele para dar um pouco de risada, mas ainda assim acho que seria mais fácil optar pelo típico mangá harém caso você seja do sexo masculino. De qualquer modo o mangá tem seus pontos positivos, inegavelmente.

Música “leve”?

Dentre tudo o que é apresentado na edição da NewPop algo me parecia especialmente deslocado, errado, logo na primeira página: o termo música “leve”. Por uma nota de ropadé se explica que se optou por essa tradução para o termo keion que nomeia o mangá que se chama: K-on.

Ninguém em sã consciência e sendo falante de língua portuguesa se refere ao Rock, ao Jazz, à Bossa Nova ou o Heavy Metal como música “leve”. O tom e a melodia são definidos pelo gênero. Rock pode pop ou hard. Porque raios eu utilizaria para me referir aos estilos musicais não clássicos como música leve?

O que não é clássico é popular ou pop e é assim que a tradução deveria ter optado por traduzir o termo keion.

Independente da conotação que a língua Japonesa dê deveria ter se colocado isso em nota como curiosidade e não como opção de tradução que soa estranha, sem nexo e que não faz sentido nenhum aos ouvidos e nem olhos de ninguém. A palavra leve nesse sentido não existe associada ao termo música é uma questão de significado simples e corrente, de comnhecimento comum. Ou será que o Iron Maiden ou o grupo “Sepultura” são músicas leves? A opção de tradução foi, no mínimo, infeliz.

Preço/material:

A editora NewPop é conhecida por edições caras e luxuosas em ause todas as suas publicações e, também, por optar sempre por títulos cults. Tivemos Dororo e Hetalia junto com Metropolis, por exemplo. As edições , em geral, contam com um miolo de alta qualidade, páginas coloridas e uma capa plastificada.

O mangá é mais fino que o típico tankobon, porém, tem maiores dimensões por página dando a impresão de um almanaque ao invés de um mangá. A capa é colorida e muito chamtiva, mas o preço cobra por todo esse tratamento à edição: salgados quinze reais. Para ser exato, R$ 14, 90.

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Primeira nota do dia: Essa porra não tem UM leitor ainda. O que já me desanima e muito. Tudo bem eu darei suporte pessoal para mim mesmo lendo meus textos para revisar eles. Estarei fazendo um favor ao mundo.

Passado o momento de indiganção e minha falta de divulgação eu posso dizer que me sinto confortável com isso,  ao menos, o fato de o blog não ter tantos leitores, mas ser um espaço com todas as minhas impressões e um espaço pra despejar todas as minhas frustrações e problemas com relação ao universo animê e mangá. A bola da vez vai ser mangás atuais no Brasil e encadernação. Um assunto que precisa e pouca pesquisa, mas muita observação.

Como todos sabemos à alguns anos o  mercado tinha mangás em meio volume pelo preço módico de 2 reais e noventa centavos. O papel era jornal e hoje em dia a mercadoria melhorou um pouco , exceto algumas edições mais luxuosas lançadas, a grande sacada é que esse troço passou dos 2, 90 pra cinco e 90 ou seis e noventa em  alguns casos. A encadernação foi expandida e o mercado está na verdade com preços absurdos. A pirataria de títulos por mei o de leitura não autorizada de cópias distribuídas na internet pelos scanners que salvavam muitos de nós de títulos medíocres foi solapda no EUA e não existem Scanners brasileiros. Claro, isso é um ponto positivo para o mercado. Temos títulso muito bons vindo ao mercado,  finalmente, mas não o sufieciente para poder torrar uma mensalidade de 50 reais com títulso que realmente valham à pena.

Só que com esse preço nem tudo o que está em banca vale à pena. Ou ainda mais com a oportunidade de importação de produtos em que você paga, sim o dobro, mas por um produto com o dobro de qualidae e durabilidade e muitas vezes de páginas que não vão amassar ou dobrar com a umidade do ar. Cuidado com o que se pede. Uma edição BIG da Viz que contêm seis volumes brasileiros de Rurouni Kenshin (Samurai X no BR) custa em torno de 40 reais. Hj em dia pagaria  mais ou menos o mesmo preço por um papel jornal em edições muito pequenas e com uma encadernação que descola ao simples toque da mão nas páginas.

Nem todos tem oportunidade de comprar mangás e por isso reclamam do perço. Os títulos, então, são os mais estranhos e bizarros possíveis, exceto por coisas como Dead Man Wonderland ou mesmo Katekyo Hitman Reborn cujas edições foram anunciadas , mas não foram lançadas como o primeiro caso.

Temos Tsubasa Chronicles, Claymore e NHK nas bancas, mas são títulso com algum tempo. Em compensação desde que Fruits Basket foi pro limbo ao ter sido encerrado no Brasil e a Saga Evangelion ter parado mais do que o trânsito em São Paulo e mesmo a Saga G dos Caveliros ter sofrido um hiato. A boa nícia é que se lancou um título como Bakuman (que pra mim é fantástico) e o qual eu prevejo fracasso pela temática. One Piece foi pro saco igualmente aqui e lançaram novamente Ranma 1/2 e uma série que nem é tão boa.

Muitas reedições, mas nenhuma noividade que faça jus à uma venda astronômica. Estou positivo sobre o que poderá vir por aí, mas estou, por outro lado, receoso de haver poucos títulos interessantes nas bancas nesses meses e a demanda de animês e mangás das novas temporadas com coisas que não tenham bom conteúdo ou que sejam ruins tendam à só se expandir esqucenedo que Naruto e reedições não são as únicas coisas que vendam e possam ter algum conteúdo bom.

OIu as editoras mesmo…

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Depois de meses, quase um semestre estou de volta nesse humilde blog. Possivelmente sem nenhum leitor e escrevendo para ninguém além de mim. Ou seja, quase como um diário pessoal. Não que eu escreva para alguém, mas continuo reclamando do fato de se fazer um blog pro ar.

Estou com alguns problemas em tentar escrever constantemente até porque o site seria para prezar aquilo que é antigo, mas eu não consigo não falar do mercado atual de mangás ou da minha experiência por mais que eu tente ocultar minhas leituras recentes.

Obviamente, nem tudo são flores. Afinal estamos falando do mercado brasileiro de mangás. Já se nota que as encadernações e as traduções não são as melhores que se pode ter. Temos o nosso grande senhor Briggs, expoente atual da dublagem Brasileira, por mais que ele não seja tão ligado ao universo animê e mangá, sua voz ficou marcada por suas dublagens. Acho que ele é a melhor notícia do mercado Brasileiro de dublagem nos últimos dez anos, mas ele acabou cometendo gafes sérias em suas traduções por primar demais pela criatividade desenfreada e não tomar cuidado com o uso excessivo de gírias. Claro, ele dublou Freakazoid e teve um trabalho imenso para isso. Não que isso signifique alguma coisa para as gerações futuras, o que é uma pena visto a qualidade desempenhada do trabalho, mas a transposição dessa técnica para um mangá, por mais que ele tenha linguagem chula e gírias seu uso, em excesso, pode comprometer a leitura.

Esse foi o primeiro ponto desses meses. A dublagem. Notar que a dublagem, na verdade não evoluiu ou mesmo com a chegada de aparelhos mais modernos a dublagem paulistana e mesmo a carioca estão defasadas – acompanhe os sites sobre isso e verá que o instituto Álamo fechou as portas recentemente. Isso mesmo! O estúdio responsável pelas dublagens mais famosas do Brasil. Eu AMO dublagem, mas muitas pessoas não respeitam ela porque existem problemas, obviamente. Se o primor técnico chegou,  em contrapartida, o mercado está precisando de novos talentos. Não basta ter uma pessoa para dublar todos. Quase todo mundo diz que não gosta de dublagem por haverem poucas vozes por aí. Seleção difícil e aquele negócio de talento, mas convenhamos, o mercado precisa se profissionalizar e não é isso que vêem acontecendo.

Sempre se insiste na dificuldade do mercado de dublagem e no trabalho que requer mil e um talentos ocultos vindos da forças astrais e uma inspiração digna de um artista como Balzac. Joga-se a culpa de uma tradução ou uma sincronização bem ou mal feita na capacidade individual inerente de cada individuo. Você precisa nascer para dublar, se não jamais poderá ser um deles, até porque as estrelas determinam se você será um grande dublador ou não. Issso segundo a maioria dos profissionais.

O que é necessário para ser um dublador sem tanta mistificação?! Esses são os passos práticos, as dificuldades para poder ingressar em um estúdio que eu irei apontar agora.  Praticamente é um milagre a ser realizado, você precisa fazer tudo sozinho até porque você precisa de diploma de teatro, mas, na verdade, o diploma é uma fachada porque você não precisa se apresentar no palco. As técnicas de teatro são na maioria direcionadas à apresentação em palco e jogo de corpo e não ao controle da voz. Isso, meus caros não precisa de fonte, ou voc~e vai fazer atuação cênica com a voz?

Seria melhor fazer tradução ou ser um técnico de som, já que você precisa se registrar como dublador, ser selecionado e ficar de molho até desenvolver todos os procedimentos de uma técnica de dublagem. Um tipo de mantra, uma coisa mágica porque um bom dublador não fala como ele faz as coisas. Sempre são técnicas distribuídas e passadas pelos próprios colegas formando um círculo fechado. Dizem que demora quase uma década pra fazer uma lenda, se é que ele será bom o bastante para dublar. O que eu acho inconveniente demais se você quer saber.

Os estúdios têm interesse em colocar outros trabalhos e temos comunidades, mas as escolas de dublagem no Brasil não são recomendadas nem por outros dubladores. Eles se formaram por si mesmos. Eles criaram as próprias técnicas e desenvolveram afinidade, porém, trabalhar com um aparelho, textos e sincronização não são só talento, mas uma questão de prática e pode ser ensinada e desenvolvida por meio de treinamento.

Carisma é uma questão inerente, mas todas as outra habilidades podem ser desenvolvidas. Para se criar um profissional que tenha um método característica não é sempre possível. Porém, ainda mais, sem uma escola ou sem possíveis candidatos você mina toda uma profissão que fica na obscuridade como ela sempre esteve e o desrespeito se vê direcionado à essa área pela falta de profissionalização de certas coisas. Então acho que esses profissionais deveriam se preocupar em fazer um legado e transmitir a profissão pra mais pessoas para ver se de 10% do que eles conseguem alguma coisa presta e nem todo profissional precisa ser um expoente. Senão jamais teríamos uma indústria de escolas no Brasil ou em outros países. Os profissionais da área estão solapando o desenvolvimento de um mercado que eles mesmos deveriam ajudar a desenvolver isso em prol de uma suposta qualidade de nomes e lendas da dublagem. Todas elas são poucas e não é fechando o círculo que vai se descobrir novos talentos.

Infelizmente, a tendência é fechar o círculo e culpar uma hipotétrica abertura pela qualidade, mas é justamente a falta de profissionais novos e treinamento direcionado que faz com que o mercado se afunile e tantas empresas fechem, pois ninguém sabe o que fazer quando, por exemplo, um cara como o Élcio Sodré ou o Hermes “me dê sua força Pégaso” Barolli morrerem. Irão sonhar com os dias dourados, mas não sabem que eles foram possíveis porque o mercado estava aberto e descobriram talentos novos, possivelmente, porque o mercado era jovem e requeria exploração. O pioneirismo é importante, mas o estabelecimento de metas e profissionalização garante a sobrevivência de um ramo.

Espero que a dublagem não viva mais nas nuvens rosas do talento pré-determinado.

Um adendo:

Minha postura nesse post foi de questioanr certas deeclarações que me pareciam um pouco desviadas do que realmente é o processo de seleção da dublagem. Você precisa de um certificado de ator especial para atuar em dublagem e isso pode ser verificado no site dublanert em que o briggs explica esses trambiques e diz que a carreira de um profissional de dublagem é feita por esforço e dedicação pessoal.

Não há formação e as poucas escolas de dublagem , geralmente, são refutadas pela maioria os profissionais caso você leia os fóruns ou opiniões deles em comunidades das quais participam. Sendo consideradas escolas caça-níqueis. Ao que parec método mais comum é que por indicação você seja selecionado por outro dublador e caso em um tempo de mais ou menso cinco se destaque eles te selecionem para algum papel fixo como experiência de lançamento na carreira profissional.O mercado costuma ser peqeueno segundo os próprios profissionais, mas mesmo assim o mercado do Hoem vídeo é grande. É díficil entender porque algo importanbte como a dublagem seja tão restrita à um nicho.

O caso do dublador Guilherme Briggs ilustra bem isso. Ele nunca havia participado dessas coisas, mas como ele sabe desenhar, cantar e se provou um cara versado em várias artes pode participar e conquistar o seu espaço, mas ele é a exceção da exceção e não a regra. Meu ponto é que se não há escolas e nem formação garantida sendo que os cursos paralelos e relacionados tangencialmente com a profissão são os únicos meios , ao que parece, e que é só entrando por meio de indicações ou conhecendo as pessoas certas ou por um golpe de sorte embarca-se na profissão da dublagem. É toda a impressão que se passa ao ler sobre esse trabalho.

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