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Depois de meses, quase um semestre estou de volta nesse humilde blog. Possivelmente sem nenhum leitor e escrevendo para ninguém além de mim. Ou seja, quase como um diário pessoal. Não que eu escreva para alguém, mas continuo reclamando do fato de se fazer um blog pro ar.

Estou com alguns problemas em tentar escrever constantemente até porque o site seria para prezar aquilo que é antigo, mas eu não consigo não falar do mercado atual de mangás ou da minha experiência por mais que eu tente ocultar minhas leituras recentes.

Obviamente, nem tudo são flores. Afinal estamos falando do mercado brasileiro de mangás. Já se nota que as encadernações e as traduções não são as melhores que se pode ter. Temos o nosso grande senhor Briggs, expoente atual da dublagem Brasileira, por mais que ele não seja tão ligado ao universo animê e mangá, sua voz ficou marcada por suas dublagens. Acho que ele é a melhor notícia do mercado Brasileiro de dublagem nos últimos dez anos, mas ele acabou cometendo gafes sérias em suas traduções por primar demais pela criatividade desenfreada e não tomar cuidado com o uso excessivo de gírias. Claro, ele dublou Freakazoid e teve um trabalho imenso para isso. Não que isso signifique alguma coisa para as gerações futuras, o que é uma pena visto a qualidade desempenhada do trabalho, mas a transposição dessa técnica para um mangá, por mais que ele tenha linguagem chula e gírias seu uso, em excesso, pode comprometer a leitura.

Esse foi o primeiro ponto desses meses. A dublagem. Notar que a dublagem, na verdade não evoluiu ou mesmo com a chegada de aparelhos mais modernos a dublagem paulistana e mesmo a carioca estão defasadas – acompanhe os sites sobre isso e verá que o instituto Álamo fechou as portas recentemente. Isso mesmo! O estúdio responsável pelas dublagens mais famosas do Brasil. Eu AMO dublagem, mas muitas pessoas não respeitam ela porque existem problemas, obviamente. Se o primor técnico chegou,  em contrapartida, o mercado está precisando de novos talentos. Não basta ter uma pessoa para dublar todos. Quase todo mundo diz que não gosta de dublagem por haverem poucas vozes por aí. Seleção difícil e aquele negócio de talento, mas convenhamos, o mercado precisa se profissionalizar e não é isso que vêem acontecendo.

Sempre se insiste na dificuldade do mercado de dublagem e no trabalho que requer mil e um talentos ocultos vindos da forças astrais e uma inspiração digna de um artista como Balzac. Joga-se a culpa de uma tradução ou uma sincronização bem ou mal feita na capacidade individual inerente de cada individuo. Você precisa nascer para dublar, se não jamais poderá ser um deles, até porque as estrelas determinam se você será um grande dublador ou não. Issso segundo a maioria dos profissionais.

O que é necessário para ser um dublador sem tanta mistificação?! Esses são os passos práticos, as dificuldades para poder ingressar em um estúdio que eu irei apontar agora.  Praticamente é um milagre a ser realizado, você precisa fazer tudo sozinho até porque você precisa de diploma de teatro, mas, na verdade, o diploma é uma fachada porque você não precisa se apresentar no palco. As técnicas de teatro são na maioria direcionadas à apresentação em palco e jogo de corpo e não ao controle da voz. Isso, meus caros não precisa de fonte, ou voc~e vai fazer atuação cênica com a voz?

Seria melhor fazer tradução ou ser um técnico de som, já que você precisa se registrar como dublador, ser selecionado e ficar de molho até desenvolver todos os procedimentos de uma técnica de dublagem. Um tipo de mantra, uma coisa mágica porque um bom dublador não fala como ele faz as coisas. Sempre são técnicas distribuídas e passadas pelos próprios colegas formando um círculo fechado. Dizem que demora quase uma década pra fazer uma lenda, se é que ele será bom o bastante para dublar. O que eu acho inconveniente demais se você quer saber.

Os estúdios têm interesse em colocar outros trabalhos e temos comunidades, mas as escolas de dublagem no Brasil não são recomendadas nem por outros dubladores. Eles se formaram por si mesmos. Eles criaram as próprias técnicas e desenvolveram afinidade, porém, trabalhar com um aparelho, textos e sincronização não são só talento, mas uma questão de prática e pode ser ensinada e desenvolvida por meio de treinamento.

Carisma é uma questão inerente, mas todas as outra habilidades podem ser desenvolvidas. Para se criar um profissional que tenha um método característica não é sempre possível. Porém, ainda mais, sem uma escola ou sem possíveis candidatos você mina toda uma profissão que fica na obscuridade como ela sempre esteve e o desrespeito se vê direcionado à essa área pela falta de profissionalização de certas coisas. Então acho que esses profissionais deveriam se preocupar em fazer um legado e transmitir a profissão pra mais pessoas para ver se de 10% do que eles conseguem alguma coisa presta e nem todo profissional precisa ser um expoente. Senão jamais teríamos uma indústria de escolas no Brasil ou em outros países. Os profissionais da área estão solapando o desenvolvimento de um mercado que eles mesmos deveriam ajudar a desenvolver isso em prol de uma suposta qualidade de nomes e lendas da dublagem. Todas elas são poucas e não é fechando o círculo que vai se descobrir novos talentos.

Infelizmente, a tendência é fechar o círculo e culpar uma hipotétrica abertura pela qualidade, mas é justamente a falta de profissionais novos e treinamento direcionado que faz com que o mercado se afunile e tantas empresas fechem, pois ninguém sabe o que fazer quando, por exemplo, um cara como o Élcio Sodré ou o Hermes “me dê sua força Pégaso” Barolli morrerem. Irão sonhar com os dias dourados, mas não sabem que eles foram possíveis porque o mercado estava aberto e descobriram talentos novos, possivelmente, porque o mercado era jovem e requeria exploração. O pioneirismo é importante, mas o estabelecimento de metas e profissionalização garante a sobrevivência de um ramo.

Espero que a dublagem não viva mais nas nuvens rosas do talento pré-determinado.

Um adendo:

Minha postura nesse post foi de questioanr certas deeclarações que me pareciam um pouco desviadas do que realmente é o processo de seleção da dublagem. Você precisa de um certificado de ator especial para atuar em dublagem e isso pode ser verificado no site dublanert em que o briggs explica esses trambiques e diz que a carreira de um profissional de dublagem é feita por esforço e dedicação pessoal.

Não há formação e as poucas escolas de dublagem , geralmente, são refutadas pela maioria os profissionais caso você leia os fóruns ou opiniões deles em comunidades das quais participam. Sendo consideradas escolas caça-níqueis. Ao que parec método mais comum é que por indicação você seja selecionado por outro dublador e caso em um tempo de mais ou menso cinco se destaque eles te selecionem para algum papel fixo como experiência de lançamento na carreira profissional.O mercado costuma ser peqeueno segundo os próprios profissionais, mas mesmo assim o mercado do Hoem vídeo é grande. É díficil entender porque algo importanbte como a dublagem seja tão restrita à um nicho.

O caso do dublador Guilherme Briggs ilustra bem isso. Ele nunca havia participado dessas coisas, mas como ele sabe desenhar, cantar e se provou um cara versado em várias artes pode participar e conquistar o seu espaço, mas ele é a exceção da exceção e não a regra. Meu ponto é que se não há escolas e nem formação garantida sendo que os cursos paralelos e relacionados tangencialmente com a profissão são os únicos meios , ao que parece, e que é só entrando por meio de indicações ou conhecendo as pessoas certas ou por um golpe de sorte embarca-se na profissão da dublagem. É toda a impressão que se passa ao ler sobre esse trabalho.

Olá caros leitores. Ou devo dizer desocupados que me encontraram realmente por acaso?!  Estou ausente faz um bom tempo e acabei não tendo as leituras nem os comentários que queria faz um tempo. (Leia-se o feedback foi péssimo!) O blog ficou abandonado por um tempo, mas pretendo retomar ele com certa força à partir de hoje. Porém, aviso que se a recepção continuar fria e ruim como anda e mesmo aqueles que leêm não se importarem com o que aqui está sendo escrito certamente eu terei mais do que motivos para abandonar o portal por tempo indefinido.

É muito desmotivador ver que as visualizações se restirngem às minhas visitas ou que ninguém se digna a comentar. Talvez, o blog esteja com um material complexo, ruim ou pouco atrativo. Também estou usando esse post para avisar que dentro de pouco tempo estarei estreando um site com um podcast embora a edição do primeiro episódio esteja em ritmo lento. Para dizer a verdade a pessoa responsável pela edição sumiu por uma semana toda da internet. Caso ele não apareça até quinta-feira eu mesmo editarei e deixarei um feed aqui. Embora eu duvide que alguém vá ouvir o nosso humilde cast.

Até mais e bons sonhos.

Que a viagem não seja mais curta do que a estrada até o nosso destino.

Cap. V

Após um longo período preso no fluxo do tempo e espaço aterrissou em uma terra devastada cheia de aparelhos metálicos, torres gigantescas e monstros que soltavam fumaça pela boca. Feliz ou infelizmente deveria procurar por sua irmã ali. Interessado em descobrir mais sobre aquela arquitetura interessantíssima pensou com seus botões que certamente aterrisara em um local peculiar e devidamente habitado por gente igualmente exótica. Infelizmente não teria muito tempo de pensar naquilo já que tinha de ir atrás de sua irmã. Como ele gostaria de estar com ela em um chá da tarde no conforto de casa e longe de problemas. Feliz ou infelizmente o seu maior desejo era derramar o sangue daquele garoto infeliz e usar seu crânio como taça. Era assim que deveria ser. Especialmente porque sabia que a cabeça de mongóis era acahatada e havia espaço de sobra para colocar seu vinho. Especialmente porque o cérebro deveria desgrudar facilmente exatamente porque ele era um cérebro arejado e pequeno como uma noz: restrito às funções básicas da sobrevivência e da ganância. Cuspiu no chão e pigarreou com nojo ao lembrar disso. Imaginou como seria sorver o gosto de uma massa cinzenta tão espetacularmente insignificante! Sentiu sua pele arder em fúria e seu corpo sentiu um peso intimidador. Caiu de joelhos no chão e bateu o queixo em uma placa metálica. Desmaoiu com o golpe. Porém, não antes de ver a chapa metálica entortar ao contacto de seu corpo em chamas. Estava sentindo algo estranho em seu corpo. Muito quente e doloroso. Sentiu que de seu peito emanava uma força que queria sair dali de dentro. Quente e dolorosa era essa sensação que foi crescendo com as horas dentro de seu corpo. Após acordar não sentia mais nada exceto que algo nascera dentro de si.

Levantou-se e seguiu caminho pelas ruas devastadas cheais de carros e muito pouco amigáveis. Estava em cima de uma ponte e via lá em cima um parapeito onde alguns homens se debruçavam. Pessoas gordas e baixas com penteados estranhos recortados em uma forma angular que preenchia o espaço do meio de suas cabeças. Usavam um adereço preto e quadrado tampando seus olhos. Suas vestes eram igualmente pretas. Algum tipo de lunáticos e isso não era de seu intersse: abriu caminho pelos escombros sentindo o peso e o calor de seu ódio e uma dor imensa em sua cabeça que zunia muito alto cada vez que ele fazia um movimento muito pesado ou brusco. Interessantemente sentia que tinha uma fome muito grande embora tivesse controções em seu estomâgo. Depois de muitas horas vagando por aquele trajeto deserto e sentiu uma combustão nascer de seus ossos e um peso imenso seu corpo sentou-se para comer algo em um recinto esquisito. Sentiu a carne cheirar gostosamente na lâmina de ferro e o óleo chiar. Olhou para o lado e sentiu naúseas ao sentir uma sensação estranha de que a pessoa que cozinhava não deveria existir. Pegou o prato que lhe entregaram e ignorou o fato. Aquilo soava como um absurdo à sua mente. Embora seu cérebro latejasse toda vez que ele olhava em direçaõ ao homem de avental cozinhando ali. O atendente ao entregar o prato havia largado o prato abobalhadamente ao olhar o seu rosto. Suas faces se contorciam em horror e foi correndo ao balcão. “Lunáticos. Que lugar mais esquisito este onde me encontro. Encontrei anões e pessoas sem um pingo de educação. O que será o próximo? Espíritos de fogo que falam?” Saboreando o suco de uma carne bovina recostou seus ombros naquele tecido acolchoado e pensou que poderia ficar lá por um bom tempo. Se claro ele não tivesse ouvido explosões ali perto. Por precaução resolveu pagar logo que comeu sua refeição. Lambeu os lábios e conteve seus gases e outros sons desgaradáveis e mal-cheirosos. Ao sair de lá notou algo esquisito. Quando o garoto virou da chapa para si ele sentiu a sensação de olhar em um espelho, porém, o espelho não mostrava seus movimentos. Nauseado resolveu virar o rosto. Espantado o atendente logo correu ao lado interno da cozinha. Seu corpo ardia em chamas e logo em seguida sentiu pequenas explosões. Não era sua imaginação, pois uma mesa havia pegado fogo. Os outros clientes horrorizados com tal manifestação pirotécnica e destrutiva fugiram do recinto. Exceto um que o encarava do outro lado do restaurante meticulosamente de maneira detida e curiosa.

- Bravo meu caro. Acredito que seu Kudan ainda não manisfestou sua forma e você esteja tendo problemas em liberrar ele. Quem sabe eu não consigo uma boa luta! – disse o cliente que o obseravava.

Olhando furiosamente o garoto que havia tentado lhe desafiar com uma postura tão arrogante ele bafejou uma bola de fogo. Estranhamente sentiu a consistência de uma pedra passar pelos seus dentes e sua pele ardia. Seus ossos pendiam entre a sensção de arderem e de um peso maior. Juntou as mãos em um gesto agressivo e positivo para lutar. Bafejou mais uma vez e soltou outra pedra de fogo esférica. Assutado o garoto se jogara no chão e rolara lateralmente para não ser pego pelos estranhos poderes de seu companheiro. Olhava para ele como se fosse algum monstro encarnado de uma lenda antiga. Talvez um dragão ou vampiro. Quem sabe ele fosse um antigo espírito guia dos kudans.

Não havia dúvidas que sem manifestar o Kudan em forma física ele exibia um poder de destruição consideravelmente perigoso. Seus olhos ardiam em vermelho e sua pele estava escura. Manifestara alguns aspectos de seu espírito guardião no prórpio corpo. Era como engolir o próprio filho ou animal de estimação para satisfazer a fome. Era monstruosamente insano aquilo que ocorrera. Não havia nascido um Kudan? Impossível. Manifestou sua arraia de água e inundou o aposento. Apagara o fogo da pele de Touya, porém, não havia sinais claros de carregá-lo pela força da maré que destruira grande parte do recinto. Cheio de água e com uma forte correnteza criada dentro daquele espaço restrito Touya sentia seus corpo potente apesar da imensa força com a qual lutava. Tornara-se um tipo de ser superior ao chegar àquele universo estranho. Se aproximando cada vez mais daquele sujeito magrela e de cachecol, com os óculos de aviador e as bostas brancas pegou-o pelo colarinho e o levantou com uma facilidade estrondosa.

- O quer quer de mim? – Cuspiu Touya

- Não respondo à assasinos de Kudans. – Disse o garoto que o provocara.

- Acha mesmo que me importo se você tem algo contra meus poderes? Quer morrer aqui tolo? Dizem em meu país que o tolo morre pela língua. – Retorquiu Touya

Ao dizer isso sentiu que havia mais gente espreitando aquela luta. Jogou o garoto com toda sua força contra a parede e abriu caminho na parede com força total. Destruiu parte da rua ao atravessar ela correndo e sentiu que algo deveria ter nascido de todo aquele poder adquirido.Resolveu se isolar embaixo de um túnel qualquer em uma linha férra não mais utilizada.

Enquanto isso no restaurante o olhar vidrado e os soldados atemorizados por verem seu mestre ter sido derrotado e quase morto por tamanha abominação haviam criado um sentimento estranho. Uma sede de vingança, uma curiosidade e um asco tremendo por aquele Kudan encarando. O espírito não tinha se liberado por alguma razão, mas se ele se manifestasse seria praticamente o fim daquele lugar. Talvez do mundo. Assim o líder da gangue ordenou alerta máximo e mandou alguns de seus membros avisarem a gangue inimiga sobre a devastação causada por aquele animal incontrolável. Sentia que lhe dava com um gigante ou um Youma adormecido. Nunca vira algo tão surpreendentemente terrível. Ainda guaradava em seus ossos a sensação de que poderia ter sido partido ao meio como um palito apenas com a força do pensamento daquele homem.

Sob a ponte ouviu os passos de homens inquietos, gritos e brados de busca. Estavam todos alarmados com ele. Não era para menos. Ele se tronarara naquele universo estranho algo mais que mero controlador de espíritos. Ele era algo além do humano. Havia a sensação de que fosse, infelizmente, uma aberração mesmo naquela realidade fantástica onde pessoas convocavam espíritos ao seu bel prazer pela simples força do pensamento. Sentia que algo terrível poderia emanar dali, mas não tinha certeza se ele teria a chance de poder ser recompensado por sua força e sua dedicação. Achava que poderiam tentar livrar-se dele de maneiras asquerosas e medonhas. Saberia ele algo sobre isso ou simplismente haveria algo de profundamente ruim dentro de si? O que ele mais queria naquele momento era sentir seu corpo transformar-se em carne e sentir as gotas de chuva atravessaado seu corpo como todo corpo frágil e humano. Feito de carne e que gostaria de sentir que suas pernas doiam. Pela primeira vez chorara em anos; mesmo que fosse por algo tão egoísta que doia saber que ele ainda continuava com aquela missão por pura teimosia e vontade de poder provar para si mesmo que ele era a melhor opção de vida de sua irmã. Ele era um fim e um propósito. Assim como Syaoran era uma danação e uma condenação pela sua própria existência. Esfregando suas mãos rochosas uma contra a outra em uma sensação estranha de que esfoliava sua carne com a pressão enorme e o atrito estrondoso. Gritou de raiva. Infelizmente o que saiu de sua boca era pouco mais que um grunhido.

Continua.

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Continuarei amanhã sem falta povo do meu coração enquanto isso comentem e critiquem se gostaram ou não. Se acham que a história está assumindo um formato interessante e um rumo instigante. E até mais tarde que já é muito cedo aqui e eu preciso descansar pra dar continuidade à essa fic. Abraços e aguardem muitos capítulos ainda esse mês.

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Adiconarei mais um capítulo de minha fanfic aproveitando minha falta de sono e meu interesse em continuar essa história. Tentarei dar uma reviravolta nos eventos e quem sabe em pouco tempo eu não termino essa fic para que eu possa contar outrs história. Acredito que a qualidade esteja boa, mas ela mostra sinais de que pode vir a decair em pouco tempo. Espero que aporeciem mais esse capítulo. Acho que encerrarei a fic assim que consguir encaixar o Syaoran na história e a vingança poderá ser concluída.

Título do capítulo: A besta interior.

Ainda olhando para a chuva que pingava de maneira insistente pensou que poderia ficar ali horas e ninguém o descobriria embaixo dos restos daquele lugar abandonado. Metal, pedra e uma fiação elétrica muito antiga percorriam os parapeitos e os arcos da ponte muito embora ela estivesse totalmente destruída na parte elétrica sendo impossível até mesmo que qualquer corrente passase pelos fios revestidos de um metal já muito danificado.  Quase sem energias para erguer a voz à um som equivalente ao ruído que um sussuro emite. Aquela zona era tão abandonada quanto aparentava. Podia-se contar os anos pelas dobras e manchas que o metal adquirira e aquela cor Cobalto esverdeada não era um bom sinal. Talvez, muito talvez devesse sair dali antes que a ponte desabasse sobre si, mas sentia-se melnacólico e muito triste.

Seus braços mal podiam sentir qualquer pulsação. Ironicamente ganhara uma massa extraordinaria e mesmo assim não podia sentir a própria pulsão. A melancolia comia seu coração e consumia seu espírito como o cascalho cai do céu. As cinzas doque fora seu corpo começavam a perturbar ele. Talvez, pudesse retomar seu corpo de uma forma ou outra, mas isso não impedia que ele se deparasse com sua irmã eela o tomasse por uma aberração e o seu queridoinho amado o matase como se mata uma besta. Não poderia permitir que a glória alcançasse o homem de sangue bparbaro. Deveria retornar imediatamente ao que era. Para isso arrancaria algumas cabeças. Segredos seriam desvendados e ele teria de consumir sangue inocente para tanto. Assumira o corpo da besta precisaria assumir o papel de uma besta.

A  chuva ainda caia torrencialmente, mas isso era insignificante perante aquela vasta couraça e mesmo que fosse venenosa nem ao menos o arranharia. Era um espírito encarando em um corpo de pedra com fogo eterno. Rugiu e saiu correndo em direção ao restaurante onde avistara aquele homem consideravelmente pareciso consigo. Haveria de desvendar algo daquilo tudo se estivesse ao menos próximo daquele homem. Tinha certeza. Acontece que o restaurajnte estava totalmente destruído pela última nopite de peleja e não sobrara nada.

Cacos de vidro, panelas atravessadas pela ferrujem e janelas quebradas. Um rodamoinho tinha passado por ali e ninguém se importara em reconstruir mais uma ferida naquela cidade cheia de hematomas. Afinal era só mais um pingo de sangue em meio à um mar de feridas abertas e muito grandes. Aquele estabelecimento não era importante para ser hábnitado mais uma vez. Mas quem seriam aqueles homens que viviam em gangues? Quem seriam as pessoas normais e melhor aqueles homens esquisitos com penteados quadrados sobre suas cabeças. O sol jah iluminava o estabelçecimento assim como toda a cidade em um dourado envelhecido com umtom muito forte que tendia para o cobre e o bronze. Aquele sol quente lhe trazia lágrimas sobre sua face e uma sensação de urgência que se estendia por todo o seu corpo. Sua mente estava confusa e se estritava em um funil de pensamentos. O movimento de seu corpo atordoava sua mente. Cada passo era uma batida de martelo em sua mente.

- Então é aqui que o monstrengo está?! Parabéns para mim. – Disse uma voz confiante

Virando-se Touya via awuele mesmo garoto de óculos de aviador e lençol branco que cobria o peito e o pescoço se aproximando a passos lentos e com uma confiança muito grande. Passo por passo o ritmo de seus poensamentos aumentavam. Deu dois passos para trás tropeçou emn uma janela se segurando em um dos parapeitos por pouco. Olhando diretamente aquele jovem homem em sua impon~encia pensou, por um instante, em se ajoelhar, mas o pensamento flui como a mente, ou seja é totalmente efemero e descartou o absurdo de sua mente.

- Então mosntrengo. Vai me mostrar do que realmente é feito ou terei de provocá-lo para ter uma reação condizente com o que você é.

- Quer mesmo que eu seja uma besta e você o caçador meu caro? – Respondeu Touya com uma dose bem grande de ironia.

Os olhos do jovem acenseram como se duas tocahs ardessem incessantemente perante ele. Espumando de raiva apertou os olhos e começou a vociferar palavras entre engasgos e cupiu no chão rangendo os dentes e pisando fundo de forma que seus pés sentissem o concreto contra seus pés. Touya não recuou, mas imponentemente ergeu seu peito de barro e pedra e sua pele queimava de maneira arder a pele do homem. Seguindo em direção à ele afundava suas mãos em seu peito e batia com vigor urrando de raiva. Pegou o pelo colarinho e o sacudiu com vontade até que o homem fraquejasse e disse por fim:

- Agora quem é o animal? Me diga quem é o animal? – Vociferou Touya.

- Acho que não sou eu. – Respondeu cinicamente o homem.

- Pois quem está abatido é você e é melhor vc me responder algumas coisas.

Com um olhar desafiador e um ar um tanto relaxado olhou desviando os olhos do seu carrasco. Não se intimidaria. Tinha-o onde queria. Touya percebeu a manobra e tomou uma ação de maneira muiito efetiva. Utilizou um pedaço de pano velho para amordaçar o homem e mamarrou ambas as mão por trás da nuca. E sentou-se olhando-o de maneira desafiadora. O levou poara dentro do estabelecimento onde era a cozinha e o manteve entre o fogão e o armário de conservas. Sentou-se, cruxou os braços e esperou pacientemente a agonia e o transtorno lhe virem às faces.

Continua…

Enfim Vamos aos meus posts com os caítulos da Fic todos Numerados e com seus respectivos títulos:

 

(Leiam a descrição antes de prosseguirem por favor. A descrição da categoria obviamente.)

Ficha:

Animê: Tsubasa Chronicles. Misturado com a cronologia de Sakura Card Captors.

Personagens: Touya. (Nessa primeira parte)

Plot geral: Toya se vê sozinho no Castelo pensando à respeito de todas as memórias que ele tem de sua irmãzinha. Algumas delas particularmente familiares começam a emergir em um turbilhão estranho e confuso. Sozinho no castelo olha o reino ao seu redor e começa a cogitar os seus planos de como vai reagir à Syaoran quando ele voltar e trouxer sua pequena irmãzinha de volta.

Inspiração: Minha vontade de ter sido primogênito conta mais que qualquer música. Portanto, contem como uma inspiração autobiográfica.

Aviso: Palvreado sujo e machismo. É o Toya, gente.

Nota: Gostaria de fazer isso em foirma de monólogo. O teatro é muito interessante nesse sentido. Portanto, esperem falas grandes.

I.

Sentado em seus trono um homem de roupa preta e cabelos lisos franze seu cenho. Apertando as mão exclama: “…Hmpf…Syaoran.Sy-a-o-ran. Pensar que aquele pirralho tem o coração de minha irmã. Aquela tonta não sabe mesmo escolher namorados. Penso que, infelizmente, a perda da memória daPrincesa pode ter trazido algo de bom. Um mero funcionário das minas. Alguém sem sangue nobre. Como isso pode ter acontecido? Ela nunca foi tão esperta á esse ponto. Garoto astuto. Afinal, era….”
Estranhamente seus olhos estão se remexendo e de repente sua musculatura toda se contorce em um movimento um tanto artificial, meio dolorido. Suas mãos começam a apertar o forro do trono de forma que a marca de seus dedos fiquem marcadas no tecido. Cuspindo furiosamente o movimento de seus olhos assume uma movimentação similar à de um relógio. Suando frio ele exclama: “Estrangeiro. ES-TRAN-GEI-RO!”
Àquelas palavras pronunciadas de forma repugnante ele pensa que está sonhando. Essas horas fora das atividades do reino lhe matavam. Com raiva ele contêm com ferocidade o lacrimejar de seus olhos e assume uma postura agressiva novamente. Estaria louco. Sua cabeça estava explodindo repentinamente. Ao movimento dos olhos, seus pés batiam e o corpo se contorcia em movimentos horrorosos. Passada essa emergência levanta-se meio cansado e move-se em direção à seu cômodo. “Não, não isso não está certo. Deve haver algum encanto nisso tudo. irei me recompor. Ele não poderia…”

II.

Recomposto e com ânimo o rei levanta aos seus afazeres. Pasado o dia todo em atividades sobre as minas vê-se atormentado pela noite em que Sakura desaparecera. Aquele lugar quente e deserto, ainda emana o cheiro de uma certa amargura. O nome Syaoran escapa de seus lábios uma vez mais. Aos olhos dos outros eu não sou nada mais que um assasino, não?! Mal podia acreditar que estaria fazendo àquele lugar o favor de se livrar das memórias que tinha de sua irmãzinha. O ar quente lhe trazia ao lábio a sensação do calor emanando do solo que lhe queimava a boca com a sensação da areia quente raspando em seus lábios.
“Muito bem, eu, o Rei Toya ordeno que essa construção seja encerrada até segunda ordem.” Ou até que o herói Syaoran resolva voltar com a Princesa. Talvez ergam uma estátua em sua homenagem. O problema era que increvelmente algo em si mudara por dentro depois daquela convulsão. A vontade de trazer sua irmã crescia. Não havia como confiar em um estrangeiro. Em um “chinês”… Estranhamente as palavras não lhe cabiam na boca e o som era demasiadamente estranho. Não havia país no mapa que indicasse essa procedência, porém, ele tinha certeza que o namoradinho da princesa era um bárbaro das terras amarelas. Mal podia acreditar que ninguém sabia do terrível perigo que tal nacionalidade implicava para eles. Mesmo tendo sido pobres; um dia o problema não era o reino, mas a felicidade em família e aquele garoto havia entrado na vida dela. Cansado de novo o Rei contorce seus rosto e faz uma careta.
“Muito bem súditos! Hora de fazerem seu trabalho. Não me sinto bem e precisarei me retirar aos aposentos. Preciso resolver alguns afazeres no Castelo.”

Algo era certo. Ele não gostava de Syaoran e ele tinha ignorado por tempo demais a procedência Gaijin e perigosa daquele pivete. Ele era um Bárbaro e pouco teria de comum com o seu reino. Ele era da mesma etnia de sua raça, mas não poderia perdoar e nem permitir que um lobo entrasse em meio aos cordeiros. Ele haveria de causar estragos maiores à seu inquilino que ele à princesa Sakura.

- Estou certo disso. Preciso recorrer à bruxa do tempo para resolver isso. Entregarei meu amor fraternal, mas não esquecerei o ódio que sinto por ti maldito chinês. Teu nome foi sua sina Syaoran. Reze por sua vida.

Personagens: A bruxa do tempo e Touya

III.

Esperando em seus aposentos o rei se vê invadido por uma inquietação. Pulsa e palpitam seus orgãos, seu peito se contraí em dor, seus olhos não pregam um minuto pela dor, pelo suor, de lembrar que deveria vender algo de si mesmo para a bruxa do tempo. Levanta-se de um pulo só da cama. Como cogitar qualquer possibilidade de deixar o reino para trás, qual seria sua sina, seu destino maior seria matar Syaoran ou ele deveria vagar pelas dimensões? Atormentado ele grita em frustração. “Mal posso acreditar que eu esteja fraquejando! Não, não e não! Eu devo ir atrás de Sakura. Mas, ó, qual é o meu maior desejo o bem estar de minha irmã, o meu reino ou a morte de um plebeu sujo? Sujo, ingrato e bárbaro. Ainda por cima: chinês!” Apertando os dentes ele esmurra a parede à sua frente.
Não poderia conter essa revoada de pensamentos, essa nuvem que perâmbulava por sua mente. Suas idéias estavam por demais confusas e misturadas. Tinha se dado conta à pouco tempo do caráter malévolo de seu súdito. Como ele poderia ter permitido isso?! Estaria ele pensando que apenas por meio de infiltrar-se em seu país ele teria meios de destruir a sua querida cultura milenar? Eles eram mais novos. Tinham sido colonizados. Estranhamente ele sabia que ninguém iria compreender isso por mais que tivesse balbuciado isso em público perto de um de seus cozinheiros que o olharam e tiveram por louco. Certamente pensavam que não havia tal lugar e que sua majestade estaria sofrendo efeitos de alguma doença ou perda de memória acentuada. Se ele fosse mais velho vinte anos o acusariam de senilidade e futilidade.
Caminhando pelo salão pensou em levar espadas e mais espadas, já havia separado comida e mantimentos. Não sabia se deveria levá-los em uma sacola ou em um manto enrolado. Seria melhor disfarçar. Dissimular suas emoções e intenções diante da bruxa. Ela poderia impedí-lo ao perceber seu ódio escorrendo pelo seu suor. Suas veias estavam pulsando e bombenado sangue com uma velocidade assustadora! Ele arfava pela possibilidade de ser enxotado do casarão antigo que beirava entre as dimensões. Sua expectativa era que ele pudesse perseguir Syaoran onde ele estivesse sem precisar se preocupar com as eventuais tentativas da bruxa trazê-lo de volta. Ela não deveria ter nada haver com isso. Uma vez garantido o desejo ele poderia eliminá-la quando voltasse. Não sabia se deveria derramar mais sangue ou deveria se contentar em enganar a bruxa com suas boas intenções. Alguém deveria cuidar do reino também enquanto estivesse fora.
Mas quem? Isso não era uma questão para agora e nem deveria preocupá-lo. Simplesmente pediria ao seu conselheiro a decisão para o cargo. Mesmo que fosse ele. O reino estava em crise e não poderia deixar de trazer a princesa.
O problema seriam os cidadãos. O sumiço da princesa havia sido uma comoção. Sem o que dizer sobre o fato não poderia ter revelado que a princesa teria perdido suas memórias e um simples carvoeiro seria aquele destinado à sua salvação e que traria o reino à uma estabilidade. O que lhe fervia o sangue era que aquele que teria sido separado por destino estava atado por forças ocultas ao destino da princesa. Cuspindo no chão, não podia conter sua raiva. Abriu a porta do palácio após estabelecer quem cuidaria de seus afazeres. Mesmo que desprovassem sua retirada ele deveria enfrentar uma gigante por culpa do amor irresponsável de sua irmã mais nova. “Cretino! – disse ao vento com muita raiva.”

Cap IV.

Título: O destino de Touya. Os olhos da bruxa. A decisão de Touya.

Personagens: Touya, Yūko Ichihara e Kimihiro Watanuki (Aparecendo brevemente apenas)

Resumo: A caminho do palácio de Yuko Ichihara (A bruxa do tempo e espaço ou a bruxa dimensional). Divaga sobre os olhos prateados dela e de como suas feições poderiam se assemelhar a de um gato. Chegando lá ele precisa inventar um motivo para poder abandonar seu reino. O que ele arriscará perder? Suas memórias? Seu reino? O amor de sua irmã? Em dúvida ele tenta pensar nisso enquanto a Bruxa do tempo-espaço começa a suspeitar das boas intenções de Touya enquanto irmão mais velho de Sakura.

Enquanto se dirigia àquela casa de magias, bruxaria, feitiços e fantasmagorias algo o assombrava. Os olhos da bruxa espaço-temporal. Conhecia-os por através de relatos de alquimia. Costumava ouvir de Yukito histórias terríveis de como ela conseguiu sufocar um cavalo e um homem adulto apenas com a força de seu pensamento olhando diretamente em seus olhos. Imaginava as pupilas da bruxa cheias de sangue, consumindo a vida de suas vítimas enquanto ela alimentava a sua com o sangue de seres inocentes. Absolutamente assustadores e aterradores eram esses relatos. Ouvia-os com uma curiosidade infantil e um desejo estranho de entender como a magia funcionava. Às suas perguntas Yukito apenas replicava que ele não deveria tomar como verdades os acontecimentos de narrativas orais. Elas eram como romances para moças. Eram contos da carochinha para assustar crianças levadas. Contadas enquanto o dia estava acabando e o sol se punha àquela hora não podia ser mais propícia para lhe trazer as memórias de como aquelas histórias o faziam voar alto pelos céus da imaginação. O sol se punha enquanto ele lamentava ter que deixar o castelo para trás.
Afastou esses pensamentos e parou perto às ruínas da escavação arqueológica onde Syaoran tinha levado sua irmã em seus braços para lugares distantes. Aquelas asas o deixavam abismado. Deixava-o embasbacado e surpreso que ele não havia impedido essa atrocidade e ele mesmo assumido a missão. “Escolhido disseram. Uma ova!”.

Ajeitando sua trouxa a colocou-a no chão gentilmente. Por sorte ele tinha alguns “brinquedos” adquiridos com pessoas que usavam as artes ocultas. Anotações proibidas. Coisas de mago. Foi em busca por uma solução para o seu problema de falta de poderes que o possibilitassem alcançar a mansão da bruxa Yūko Ichihara que encontrara surrado e amarelado um mapa mágico para poder alcançar o lugar que estava entre o limite do tempo e do espaço. Enfiando a mão em sua trouxa ele retirou o papel exato. Amassado, surrado e um pouco amarelado a gordura de seus suprimentos havia manchado a página que havia sido retirada às pressas de um caderno de anotações que ele encontrara enfiado em um registro antigo da biblioteca do reino. O escrito estava relativamente legível apesar de todas as manchas. Engolindo em seco sua saliva, pigarreou e engoliu em seco. Era agora ou nunca. Só esperava sair vivo e com seus órgãos intactos. Vendo a magia subir em forma de fumaça de seus dedos uma revoada de vento o envolvia. Estava chegando ao seu destino.

Ao encarar os muros de pedra e a arquitetura extravagante daquele lugar incomum ele repensou se deveria estar ali. Um frio repentino passou-lhe pela espinha paralisando-o. O ar estava estagnado. Um garoto de preto, magricela e mirrado passava perto dele. Sentia uma aura, uma sensação de mal estar. O garoto estava em um uniforme colegial preto e usava um cabelo de corte em formato de uma tigela. Sentindo o peso que o garoto carregava nas costas procurou por algo pesado. Não havia nada. De repente o garoto caiu de cara no chão. Espantado tentou agarrá-lo pela mão e levantá-lo.”Está bem garoto?” Levantando-se o garoto levantou sua voz preparando-se para gritar. “Yuuko. Visitas!” Supreso afastou-se e ficou olhando-o. “Ei, ei. Você veio aqui por uma razão, não?! Só estou facilitando o serviço. Não me culpe.” O garoto se retirou para dentro da mansão em disparada.

Começou a sentir uma fragrância exalando de dentro da casa. O que seria? Quem seria? A bruxa dimensional? Tremendo e gaguejando pensava como poderia convencê-la de suas sinceras intenções. Deparou-se com uma mulher alta, elegante, de fartos seios e vestida em um quimono exuberante e extremamente sensual. Sentia uma certa languidez, uma moleza que o fazia balançar sua cabeça e sorrir. Olhando aquela silhueta elegante perdeu sua concentração por alguns minutos. Até que ao ouvir o comando vindo dessa linda mulher reparou em seus olhos. Eram olhos vermelho-pérola de um rubi fosco e morto. Engoliu em seco e começou a se afastar lentamente mantendo uma distância mais que respeitável. Não queria ser pego pela sua magia maligna.

Yuuko: Diga garoto. O que deseja?

Touya: P-por a-acaso você… é a Bruxa Dimensional? Como estão Sakura e Syaoran?

Yuuko: Você diz os garotos que trouxeram uma menina desfalecida para essa mansão em busca de sua memória?

Touya: Sim, eles mesmos. Só pude vir agora para poder me juntar a eles!

Yuuko: Não deveria estar aqui. Eles já estão em seu caminho. Dificilmente você poderá alcançá-los.

Touya: MAS! Sakura! Ou melhor minha irmã querida! Não pode me separar dela! – Disse apertando um um pedaço do tecido de seu manto e mordendo os lábios.

Yuuko: Sinto frutração em seus olhos e uma sinceridade animal. O que o incomoda?

Touya: Não és uma negociante? Não queroi essa desculpa de intenções. Ela é minha irmã. Estou resoluto a fazer uma troca para poder acompanhar ela em sua jornada por suas memórias!

Yuuko: Você não está destinado a isso. O único que realmente está envolvido nisso é o garoto chamado Syaoran. Ele possui uma vontade extraordinária. Não sinto essa determinação em você.

Touya: Então o que você sente em mim com relação às minhas intenções? – Disse ele nervoso, com os lábios apertados e balançando as mãos freneticamente em um gesto impaciente.

Yuuko: Raiva. Ódio. Sinto que não poderá seguir sem auxílio.

Touya: Se é auxílo que eu preciso é do auxílio de minha irmã.

Yuuko: Sou uma negociante. Não uma advogada. Não cabe a mim decidir se deverá ou não ir direto para lá ou deverá ficar aqui por causa de seus sentimentos. Apenas sinto que você não está certo do que quer.

Touya: E como pode dizer isso?

Yuuko: Apenas posso. Não pergunte.

Touya; Se não depende de você peço que apenas cumpra meu desejo.

Yuuko; Certamente. Só basta você decidir o que é mais importante para você. Aí sim, poderemos fazer com que você viaje em busca de sua irmã. Vejamos. Sugira algo. Quero testar sua sinceridade.

Revirando os olhos, suando frio a dúvida lhe surgia. Seria seu reino, sua irmã? Seu ódio? O que seria? Pensando e pensando. Sentiu um palpitar de algo mais prfundo. Lembrou de Yukito de quanto eram próximos. De quanto eles passavam tempo juntos. Eram irmãos separado em nascimento por assim dizer. Pensou e pensou mais.

Touya: Meu desejo para ir atrás de minha irmã envolve ela certamente, mas envolve algo mais profundo. Não posso partir sem esse sentimento, porém, há algo que eu posso abdicar apesar de que meu peito dói. Dói demais ao abdicar de tamanhas emoções. Meu…

Yuuko: Entendo. Seu amor pelo padre Yukito. Então o entregue e poderei colocá-lo em rota para a dimensão em que eles estão.

Resignado e conformado, abaixou os braços e sussurrou que iria abdicar de seu amor por Yukito. Poderia apagar suas memórias se quisesse e seu amor poderia cair no esquecimento, mas teria ao menos a lembrança de seu rosto ao menos? Não poderia pensar mais muito nisso. Apenas abriu sua mente e sentiu que havia perdido algo. Seu coração havia consumado esse amor há alguns anos e havia se intensificado estranhamente há algumas noites atrás. Lembrava de seus dias com ele em algum lugar distante. Eram mais próximos que nunca. Havia um amor secreto entre eles. Ele mal sabia disso. E isso havia se perdido. Apenas quem retinha isso era a bruxa. Para Touya aquele homem não passava de um servo com muitas histórias estranhas e um sorriso interessante. Uma pessoa cândida e gentil. Um tanto apagada por causa de sua delicadeza quase feminina.

Após um longo período preso no fluxo do tempo e espaço aterrissou em uma terra devastada cheia de aparelhos metálicos, torres gigantescas e monstros que soltavam fumaça pela boca. Feliz ou infelizmente deveria procurar por sua irmã ali. Interessado em descobrir mais sobre aquela arquitetura interessantíssima pensou com seus botões que certamente aterrisara em um local peculiar e devidamente habitado por gente igualmente exótica. Infelizmente não teria muito tempo de pensar naquilo já que tinha de ir atrás de sua irmã. Como ele gostaria de estar com ela em um chá da tarde no conforto de casa e longe de problemas. Feliz ou infelizmente o seu maior desejo era derramar o sangue daquele garoto infeliz e usar seu crânio como taça. Era assim que deveria ser. Especialmente porque sabia que a cabeça de mongóis era acahatada e havia espaço de sobra para colocar seu vinho. Especialmente porque o cérebro deveria desgrudar facilmente exatamente porque ele era um cérebro arejado e pequeno como uma noz: restrito às funções básicas da sobrevivência e da ganância. Cuspiu no chão e pigarreou com nojo ao lembrar disso. Imaginou como seria sorver o gosto de uma massa cinzenta tão espetacularmente insignificante! Sentiu sua pele arder em fúria e seu corpo sentiu um peso intimidador. Caiu de joelhos no chão e bateu o queixo em uma placa metálica. Desmaoiu com o golpe. Porém, não antes de ver a chapa metálica entortar ao contacto de seu corpo em chamas. Estava sentindo algo estranho em seu corpo. Muito quente e doloroso. Sentiu que de seu peito emanava uma força que queria sair dali de dentro. Quente e dolorosa era essa sensação que foi crescendo com as horas dentro de seu corpo. Após acordar não sentia mais nada exceto que algo nascera dentro de si.

Levantou-se e seguiu caminho pelas ruas devastadas cheais de carros e muito pouco amigáveis. Estava em cima de uma ponte e via lá em cima um parapeito onde alguns homens se debruçavam. Pessoas gordas e baixas com penteados estranhos recortados em uma forma angular que preenchia o espaço do meio de suas cabeças. Usavam um adereço preto e quadrado tampando seus olhos. Suas vestes eram igualmente pretas. Algum tipo de lunáticos e isso não era de seu intersse: abriu caminho pelos escombros sentindo o peso e o calor de seu ódio e uma dor imensa em sua cabeça que zunia muito alto cada vez que ele fazia um movimento muito pesado ou brusco. Interessantemente sentia que tinha uma fome muito grande embora tivesse controções em seu estomâgo. Depois de muitas horas vagando por aquele trajeto deserto e sentiu uma combustão nascer de seus ossos e um peso imenso seu corpo sentou-se para comer algo em um recinto esquisito. Sentiu a carne cheirar gostosamente na lâmina de ferro e o óleo chiar. Olhou para o lado e sentiu naúseas ao sentir uma sensação estranha de que a pessoa que cozinhava não deveria existir. Pegou o prato que lhe entregaram e ignorou o fato. Aquilo soava como um absurdo à sua mente. Embora seu cérebro latejasse toda vez que ele olhava em direçaõ ao homem de avental cozinhando ali. O atendente ao entregar o prato havia largado o prato abobalhadamente ao olhar o seu rosto. Suas faces se contorciam em horror e foi correndo ao balcão. “Lunáticos. Que lugar mais esquisito este onde me encontro. Encontrei anões e pessoas sem um pingo de educação. O que será o próximo? Espíritos de fogo que falam?” Saboreando o suco de uma carne bovina recostou seus ombros naquele tecido acolchoado e pensou que poderia ficar lá por um bom tempo. Se claro ele não tivesse ouvido explosões ali perto. Por precaução resolveu pagar logo que comeu sua refeição. Lambeu os lábios e conteve seus gases e outros sons desgaradáveis e mal-cheirosos. Ao sair de lá notou algo esquisito. Quando o garoto virou da chapa para si ele sentiu a sensação de olhar em um espelho, porém, o espelho não mostrava seus movimentos. Nauseado resolveu virar o rosto. Espantado o atendente logo correu ao lado interno da cozinha. Seu corpo ardia em chamas e logo em seguida sentiu pequenas explosões. Não era sua imaginação, pois uma mesa havia pegado fogo. Os outros clientes horrorizados com tal manifestação pirotécnica e destrutiva fugiram do recinto. Exceto um que o encarava do outro lado do restaurante meticulosamente de maneira detida e curiosa.

- Bravo meu caro. Acredito que seu Kudan ainda não manisfestou sua forma e você esteja tendo problemas em liberrar ele. Quem sabe eu não consigo uma boa luta! – disse o cliente que o obseravava.

Olhando furiosamente o garoto que havia tentado lhe desafiar com uma postura tão arrogante ele bafejou uma bola de fogo. Estranhamente sentiu a consistência de uma pedra passar pelos seus dentes e sua pele ardia. Seus ossos pendiam entre a sensção de arderem e de um peso maior. Juntou as mãos em um gesto agressivo e positivo para lutar. Bafejou mais uma vez e soltou outra pedra de fogo esférica. Assutado o garoto se jogara no chão e rolara lateralmente para não ser pego pelos estranhos poderes de seu companheiro. Olhava para ele como se fosse algum monstro encarnado de uma lenda antiga. Talvez um dragão ou vampiro. Quem sabe ele fosse um antigo espírito guia dos kudans.

Não havia dúvidas que sem manifestar o Kudan em forma física ele exibia um poder de destruição consideravelmente perigoso. Seus olhos ardiam em vermelho e sua pele estava escura. Manifestara alguns aspectos de seu espírito guardião no prórpio corpo. Era como engolir o próprio filho ou animal de estimação para satisfazer a fome. Era monstruosamente insano aquilo que ocorrera. Não havia nascido um Kudan? Impossível. Manifestou sua arraia de água e inundou o aposento. Apagara o fogo da pele de Touya, porém, não havia sinais claros de carregá-lo pela força da maré que destruira grande parte do recinto. Cheio de água e com uma forte correnteza criada dentro daquele espaço restrito Touya sentia seus corpo potente apesar da imensa força com a qual lutava. Tornara-se um tipo de ser superior ao chegar àquele universo estranho. Se aproximando cada vez mais daquele sujeito magrela e de cachecol, com os óculos de aviador e as bostas brancas pegou-o pelo colarinho e o levantou com uma facilidade estrondosa.

- O quer quer de mim? – Cuspiu Touya

- Não respondo à assasinos de Kudans. – Disse o garoto que o provocara.

- Acha mesmo que me importo se você tem algo contra meus poderes? Quer morrer aqui tolo? Dizem em meu país que o tolo morre pela língua. – Retorquiu Touya

Ao dizer isso sentiu que havia mais gente espreitando aquela luta. Jogou o garoto com toda sua força contra a parede e abriu caminho na parede com força total. Destruiu parte da rua ao atravessar ela correndo e sentiu que algo deveria ter nascido de todo aquele poder adquirido.Resolveu se isolar embaixo de um túnel qualquer em uma linha férra não mais utilizada.

Enquanto isso no restaurante o olhar vidrado e os soldados atemorizados por verem seu mestre ter sido derrotado e quase morto por tamanha abominação haviam criado um sentimento estranho. Uma sede de vingança, uma curiosidade e um asco tremendo por aquele Kudan encarando. O espírito não tinha se liberado por alguma razão, mas se ele se manifestasse seria praticamente o fim daquele lugar. Talvez do mundo. Assim o líder da gangue ordenou alerta máximo e mandou alguns de seus membros avisarem a gangue inimiga sobre a devastação causada por aquele animal incontrolável. Sentia que lhe dava com um gigante ou um Youma adormecido. Nunca vira algo tão surpreendentemente terrível. Ainda guaradava em seus ossos a sensação de que poderia ter sido partido ao meio como um palito apenas com a força do pensamento daquele homem.

Sob a ponte ouviu os passos de homens inquietos, gritos e brados de busca. Estavam todos alarmados com ele. Não era para menos. Ele se tronarara naquele universo estranho algo mais que mero controlador de espíritos. Ele era algo além do humano. Havia a sensação de que fosse, infelizmente, uma aberração mesmo naquela realidade fantástica onde pessoas convocavam espíritos ao seu bel prazer pela simples força do pensamento. Sentia que algo terrível poderia emanar dali, mas não tinha certeza se ele teria a chance de poder ser recompensado por sua força e sua dedicação. Achava que poderiam tentar livrar-se dele de maneiras asquerosas e medonhas. Saberia ele algo sobre isso ou simplismente haveria algo de profundamente ruim dentro de si? O que ele mais queria naquele momento era sentir seu corpo transformar-se em carne e sentir as gotas de chuva atravessaado seu corpo como todo corpo frágil e humano. Feito de carne e que gostaria de sentir que suas pernas doiam. Pela primeira vez chorara em anos; mesmo que fosse por algo tão egoísta que doia saber que ele ainda continuava com aquela missão por pura teimosia e vontade de poder provar para si mesmo que ele era a melhor opção de vida de sua irmã. Ele era um fim e um propósito. Assim como Syaoran era uma danação e uma condenação pela sua própria existência. Esfregando suas mãos rochosas uma contra a outra em uma sensação estranha de que esfoliava sua carne com a pressão enorme e o atrito estrondoso. Gritou de raiva. Infelizmente o que saiu de sua boca era pouco mais que um grunhido.

Continua.

Reservarei outro post para continuar essa fic mais tarde por aqui. Espero que tenham gostado e se quiserem contribuir com o projeto entrem aqui: http://www.cosplaybr.com.br/forum/viewtopic.php?f=12&t=9584

Até o outro post e muito obrigado desde já.

Lembrem-se: Classifiquem. Critiquem. Digam o que acharam. Quais as melhores, as piores partes? Sugestões? Enviem sem medo. Expectativas para o próximo capítulo? Enfim avaliem e postem com suas opiniões. Adoraria saber e tentar entender o que esperam dessa fic. Muito obrigado pelo apoio e pela paciência em ler um texto tão comprido e deveras rebuscado. Agradeço-vos de coração.

Um post relampàgo. Cópia um tópico meu na comunidade Anime Domain.

Link Aqui:

http://www.animedomain.com.br/index.php?action=recent

Estou aqui para lhes apresentar uma peça da falta de gosto dentre os animês que eu já pude ver. Espero que vocês consigam apreciar a postagem sobre os problemas e méritos da série que se provou uma das piores coisas que eu já vi sem me xingarem ou me mandarem para a pqp ou tecerem comentários genéricos como: Já vi coisa pior animê é tudo assim. Costumo não ser tolerante com esse tipo de comentário e simplsimente não darei uma resposta educada se ela não for educada. Fique de aviso quem vier comentar. De resto serei franco sobre o que eu tenho a criticar na série.

Prós: A série é curta e inicialmente tem uma premissa interessante.

Contras: De episódio em episódio a trama se torna cada vez mais bizarra e esquista. COm direito a gore gratuito e cenas tão bizarras quanto o esfaquiamento e o desmembramento de alguns personagens.

Vejamos como que conheci a série em si. Estava eu procurando algo no youtube para ver em um período de recesso. Tinha visto o trailer e acabei me interessando. Não sei porque. Não me perguntem. Vi a série faz MUITO tempo atrás e alguns fatos não estão claros sobre ela.

A premissa básica da série é um triangulo amoroso entre três pré-adolescentes. Sendo que uma de suas colegas é nova na classe e é ela quem irá iniciar a matança sob a desculpa de estar grávida do personagem principal chegando a matá-lo a facadas, pois ele não queria assumir o bebê que ela tinha. Pois, bem. A receita pra uma novela mexicana ou um filme de terror trash é garantida nessa salada mista escabrosa. Acontece que o anoimê só mostra as flores do troço e não cria nenhum suspense ao longo de seus doze episódios. Apenas colocando a relação de ciúmes entre Kotonoha  e a Sekai Satonji. Eis que o garoto leva Sekai Satonji pra cama. O drama se inicia e termina aí. Depois disso a série vira uma série de tentativas de matança e a psicose geral é o que reina. Quem trás os restos de uma pessoa é Kotonoha que viu Makoto morto no chão da cozinha e não a Sekai que trás a Kotonoha morta em uma mala. Essa é uma cena do episódio 12. O último episódio. A colega nunca ficou grávida e ela queria um casamento. Após matar o protagonista acontece a cena da bolsa.

O mais engraçado é que Kotonoha é uma garota inocente e quem ele conhece pessoalmente, porém, ele acaba se envolvendo com a perigosa sekai por meio de bilhetes trocados em classe. Imagine só o quanto isso faz sentido, mas méritos à parte a série chama a atenção apesar de sua total falta de sentido.

Especialmente porque ele após sair de seu buraco de impopularidade vira uma máquina de sexo destinada a pegar todas as garotas da escola e levá-las para a cama. Do zero vai para o mil em pouco tempo e isso causa o ódio de sua colega e sua desgraça final.

Se fosse gore por gore que mostrasse mais tripas. Que fosse menos idiota ao atribuir aos personagens papéis tão clichês e, principalmente, um animê que se preza pelas cenas gore não gastaria tanto tempo com os relacionamentos (mal estruturados e mal elaborados por sinal) para terminar em uma carnificina sem tanto sangue e tripas assim. Tenha dó.

Informações adicionais:

1 – O animê conta com um jogo em que pode haver um bom e um mal final.

2 – A série tem apenas 11 ou 13 espiódios. Não me recordo bem.

Querem saber mais?

Pois o link do trailer está aqui:

Fantasia

Começarei uma assunto novo hoje: animês de fantasia. Mas o que define o gênero fantasia? Existem muitos e muitos tipos de fantasia na literatura. Falarei essencialmente do gênero moderno de fantasia sem abarcar os mitos que segundo a classificação que irei propor é um gênero nascido no século XX.

O que é o gênero fantasia?

Citando um texto muito interessante chegamos às seguintes conclusões:

Dungeons & Dragons é considerado um dos mais influentes veículos de popularização de fantasia, principalmente a medieval. Seus produtos incluem jogos, romances, games, cards, e vários outros “brinquedos”. Contudo, Fantasia é um campo vasto dentro da Ficção Especulativa. E o D&D já tentou investir em vários ramos desse campo. Dos seus primórdios na Espada & Feitiçaria até a quase homogenia da Alta Fantasia em seus produtos atuais sob a égide da Wizards of the Coast, tivemos a influência da Fantasia Sombria, Baixa fantasia, Fantasia Urbana, Fantasia Leve, entre outras.

Ainda podemos classificá-los em vários gêneros. Embora muitos desses gêneros não sejam propriamente retartados nos animês e mangás. Vejamos então quais são eles:

Alta Fantasia ou Fantasia Épica (High Fantasy): trata sobre heróis predestinados e “maiores que a vida” como o conflito entre o bem e mal. Se desenvolvem em mundos completamente fictícios, algum paralelos ao nosso próprio, onde o poder da magia é grande e a tudo permeia. Os protagonistas típicos dessa tema levam vidas pacatas e são arrastados para sua “jornada heróica”, alguns pela força dos acontecimentos outros por amor a aventuras. Profecias e direitos de nascença também são elementos comuns, como também jornadas e missões. Alta fantasia se aproxima muito do mito, no sentido de haver uma grande impacto do fantástico e místico. O trabalho mais conhecido de literatura da alta fantasia é a trilogia Senhor dos Anéis, mas temos esses elementos em por exemplo Harry Potter e Crônicas de Nárnia. Hoje em dia é o a primeira coisa que vem a cabeça quando se fala em fantasia, uma afirmação de sua popularidade.

Baixa Fantasia (Low Fantasy): essas são histórias onde a magia tem uma influência periférica e os acontecimentos são mais pé no chão. É parente do Romance Histórico, pois tirando o fato do mundo imaginário, se foca nas ações de pessoas talentosas mas ainda assim “humanas”. Como boa medida comparativa, um assassino de alta fantasia pode ser motivado por uma devoção a um deus maligno, enquanto que sua contraparte da baixa deseja apenas algumas moedas de prata. Segundo uma definição no wikipédia, baixa fantasia se refere a quantidade, não a qualidade, da magia no mundo. Em geral, são poucos os cenários de campanha que merecem esse rótulo, pois ele acontece nas mesas mais pela dinâmica escolhida pelo DM. Campanhas com poucos itens mágicos que se mantém razoavelmente próximas do realismo, onde o sobrenatural e mágico são acontecimentos raros podem ser chamadas de Baixa Fantasia. Exemplos de baixa fantasia em português são escassos e raros, mas temos um bom exemplo no meio rpgístico com Shadowrun.

Fantasia Sombria ou Negra (Dark Fantasy): são fantasias com elementos de horror ou realismo brutal. Sua definição padrão é oferecida por Charles Grant, “um tipo de horror onde a humanidade é ameaçada por forças além do conhecimento humano”. Se difere do Horror Sobrenatural (gêneros irmãos) pois dá mais ênfase no sobrenatural, na caso, o mágico. Fantasia sombria também é usado como um termo geral para outros trabalhos que bebem de diferentes fontes da fantasia. Um bom exemplo seria a saga de Elric de Melniboné, que também tem elementos de espada & feitiçaria., sendo que outro exemplo, outro bem conhecido é a trilogia As fronteiras do universo, mais conhecido como A Bussola de ouro, já no mundo rpgístico, é a linha Warhammer, com seu mundo fantástico medieval niilista, além do World of Darkness como Vampiro: A mascara e Lobisomem o Apocalipse. Em filmes ela também pode ser vista nos filmes dirigidos por Tim Burton um dos prepercussores do genero.

Fantasia Leve (Light Fantasy): onde o humor é a peça central da fantasia. Fantasia leve evita temas profundos e maduros, escolhendo uma abordagem de confusões cujas consequências raramente são danosas e fatais. Como a baixa fantasia, a leve não tem representantes sérios comerciais, mas é algo que pode ser implementado erm qualquer campanha por escolha do mestre. Pense em algo como Sonhos de uma noite de Verão de Shakespeare, onde o líder do grupo dos atores tem sua face transfigurada na de um asno, mas por diversão das fadas do que para machucar o personagem. Um cenário conhecido, que até tem versões em RPG, é Discworld de Terry Pratchet, com suas situações absurdas e trocadilhos bem bolados.

Espada & Feitiçaria (Sword & Sorcery): de longe o gênero que teve mais influência sobre a criação do D&D, e ainda um dos mais populares. O foco está na própria aventura, no embate entre exércitos e no saque de tesouros perdidos. A magia pode pender tanto para a Alta quanto para a Baixa, mas ela é rápida e em geral usada para o combate. Tem alguns elementos em comum com a Baixa fantasia, e também com a ficção pulp, que trata de outros assuntos além de fantasia. Pode-se esperar donzelas em perigo, embates entre exércitos, um mundo cru e brutal, mas ainda assim “humano”. Os mundos fictícios retratados nesse gênero são a própria Terra, em algum período histórico passado ou futuro, ou um mundo muito parecido com o nosso, mais “realista”. O autor que serve de referência para este gênero é Robert E. Howard, com suas histórias do Conan e do rei Kull. Entre outros exemplos estão as histórias de Fahhrd and Grey Mouse, como citado, além de Elric, Kane e Thongor.

Fantasia Científica (Science Fantasy): tenta mesclar a ciência com a magia, sendo que normalmente a primeira é vista como a segunda. Um gênero um tanto raro, com poucas referências. Gamma World é o melhor exemplo no mundo do RPG, que foi criado para ser mesclado com o AD&D. Wilderlands também possui elementos disso em seu passado longínquo, mas é um detalhe que pode ser facilmente ignorado. Spelljammer NÃO é fantasia científica, e esse cenário não possui uma definição fácil, já que não trata de tecnologia ou ciência como a conhecemos mais sim de um fictício universo arcano.

Greyhawk: espada e feitiçaria com um mundo pincelado de elementos da alta.
* Dragonlance: Alta Fantasia, com baixa magia.
* Forgotten Realms: Alta fantasia, com alta magia, podendo pender para a espada & feitiçaria em vários momentos.
* Ravenloft: Fantasia Sombria
* Dark Sun: basicamente um mundo de Fantasia Sombria, por seu mundo de ultra-violência niilista e a influência do Reis-Dragões, com pinceladas do gênero Terra Morta.
* Birtright: alta fantasia, pelo simples fato de que os governantes são destinados a governar sua terra e ganham poderes por isso. Também bebe de fontes de fantasia arturiana.
* Mystara (ou Mundo Conhecido): mesmo que Greyhawk.
* Al-Quadim: Alta Fantasia Árabe.
* Lankmar: Fantasia Urbana e Espada & Feitiçaria.
* série Historical Reference: Baixa Fantasia a princípio.
* Planescape e Spelljammer: cenários de difícil definição, em parte porque não existem exemplos literários conhecidos. Ambos substituem um teoria científica fantástica para explicar sua existência por um teoria arcana “pseudo-científica”. Fica aberto aí a proposta dos leitores do blog para idéias sobre o assunto.

O que vem acima contém também muita sugestões sobre certos cenários de difícil definição. O D&D tenta abraçar muitos gêneros de fantasia sem muito pensamento sobre o resultado final. E todos os cenários acima podem ter elementos, intencionais ou não, de outros sub-gêneros. Existe uma grande quantidade de justaposição, inclusive na literatura. Em parte o DM é grande responsável por manter ou desviar um tema para o qual o cenário tem mais afinidade. Para fazer isso ele deve entender os diferentes temas favorecidos pelo gênero e aplicá-los ou evitá-los em sua campanha. A muito de se ganhar para um DM empreendedor quando este busca compreender a complexidade e vicissitudes desses gêneros, ao direcionar sua energia criativa.

Além de tudo, o tema da ficção especulativa, que inclui a fantasia, é um campo vasto e fascinante para estudo e aprofundamento, e espero pelo menos ter acendido a centelha da curiosidade para isso. Nem mesmos os especialistas concordam em tudo, o que convida a todos a também pensar e “imaginar” junto, a cerne e o charme da fantasia.
Até o próximo post.

(fontes de pesquisa: Gurps Fantasy 4th edition, DMG 4th edition, novelas Crônicas de Dragonlance, trilogia Senhor dos Anéis, Wikipédia [site], Fiction Factor [site], Writing.com [site], Enciclopédia Laurosse, General Fantasy [fórum])

Fonte: http://masmorra-mente.blogspot.com/2010 … pacto.html

Dito isso teremos a árdua tarefa de identificar as fantasias dentro dos universos de animê e mangá. Deixarei para outros posts casos mais complicados como Full Metal Alchemist que eu considero uma fantsia de baixa magia (Low Fantasy) com elementos de ficção científica nela. Automails, carros, era vitoriana, etc. Se bem que o termo Pulp inidicaria bem a propensão para ações inconsequentes e o futuro retrô que é colocado na série. Quimeras, alquimia e magia são raras no mundo de FMA embora esses elementos apareçam com muita freqûencia na série, já que são fundamentais para a trama. Podemos dizer ainda que tiramos algumas conclusões sobre o gênero fantasia. São dois fatores primordiais para os nossos propósitos embora não se encaixe em alguns casos da literetura em geral. O primeiro é a presença da magia e o outro é a presença de criaturas fantásticas.

Feitas as considerações iniciais vamos falar sobre algumas séries. Algumas com mais detalhes outras brevemente ao longo do post. Pretendo fazer outras postagens sendo essa apenas a apresentação do tema para os meus leitores. Creio que sejam quatro ou cinco pessoas ao todo. Quero ver se ganho mais mais uns cinco para ter dez leitores desse blog. Talvez, algum dia quem sabe essa budega sai do escuro e o blog ganhe algum respeito.

Record olf Lodoss War: Esse animê foi lançado pela Devir livraria (www.devir.com.br) em DVD alguns anos atrás. Hoje estão esgotadas as caixas de DVD com os 13 episódios do OVA. Ao meu ver a única temporada que vale ser assistida na integra. Assim como muitos animês mais antigos essa série caiu no esquecimento do público e eu arrisco a dizer para sempre, pois a série já tem uns vinte anos ou mais se minhas contas estiverem certas.

Criado por Ryo Mizuno que se baseou em uma jogo de RPG que ele estava conduzindo o animê apresenta forte  influências do jogo Dungeons and Dragons que por sua vez é um filhote da fantasia Tolkeniana e uma mistura de um monte de outros universos de fantasia. O enredo por assim dizer seria uma partida de RPG (pelo menos formos considerar apenas o D&D) com todos os seus estereótipos. Eu a classificaria como uma alta fantasia onde a magia é comum e presente e as criaturas fantásticas são comuns como animais.  A classificação que se dá , também, a essa série mais como uma classificação pelo “período” (muito embora seja errada em vários aspectos) é a de fantasia medieval. Embora de medieval como concebido historicamente não tenha nada.

Obviamente a animação é muito antiga e possa parecer truncada e estranha em muitos aspectos. Especialmente quando as batalhas se desenrolam e são animados os cortes da espada ou alguns poucos momentos em que os personagens se degladiam. A qualdiade das animações de batalha está longe do que se vê hoje em dia com animações como as de K-ON ou Haruhi Suzumiya. Usam-se muitos cortes e muitas vezes ao ver o dragão Shooting Star  voando possa ser motivo de chacota pela animação quase nula em comparação com a nova safra visual estrondosa das séries novas como Cowboy Beebop.

Falarei um pouco da história e dos personagens de Lodoss War.  A ilha de Lodoss foi separada do continente após uma batalha entre Pharis (A deusa da luz) e Falaris ( a deusa das trevas). O continente de Lodosso foi separado do resto desse continente após o término da batalha e foi amaldiçoado. Separado resto do mundo ao norte da ilha de Lodoss existe a ilha de Marmo ou a ilha Negra que seria  verdadeira terra amaldiçoada cheia de criaturas horríveis e temíveis. Se alguém enxergou aqui um traço de Senhor dos Anéis meus parabéns. A fortaleza de Sauron é onde reside o lorde das trevas assim como em Marmo existe o Rei Negro. Reservarei um outro momento para falar dos personagens, mas os elementos são visíveis ao longo do decorrer da série sendo os que citei apenas alguns deles. Os mais evidentes possíveis, certamente.

Personagens:

- Parn: Um jovem que deseja se tronar um grande cavaleiro assim como seu pai. Seu pai fez parte da cavalaria  do Rei Farn, mas por causa de uma ação não prevista pela ordem do rei acabou caindo em desgraça e foi desonrado. Parn planeja se tornar um cavaleiro e restaurar a honra de seu falecido pai.

- Etoh, o clérigo:  Amigo de infância de Parn. Decide se juntar a Parn em sua empreitada.

- Ghim, o anão: Rabugento e velho. Um geurreiro experiente que começa a moldar o jovem e impuslivo Parn em suas habilidades de combate. Está atrás da filha da sumo-sacredotisa de Pharis e não irá descnasar enquanto não trouxe-la de volta à sua casa.

- Deedlit: Apaixonada por Parn é uma elfa que nasceu na flosresta sem retorno. Orgulhosa e extrovertida.

Existem mais personegns, mas falarei só sobre esses por enquanto.

Berserk:  Berserk conta a história de um espadachim chamado Guts (Gaats japonês) que busca vingança contra os anjos subordinados à uma entidade sobrenatural que se diz criadora e controladora do destino e das ações dos homens: Godhand.Essa entidade surgiu e se alimenta da escuridão presente no coração dessas pessoas e também incentiva seus anjos a criarem destruição, miséria, fome e medo na raça humana. Eles sentem um prazer enorme em realizar tais feitos. Umas das formas pelas quais eles interferem no plano humano é por meio de artefatos sobrenaturais chamados beherites. Existem dois tipos de beherite (até onde eu sei): as cinzas e as vermelhas (também chamadas ovo do rei). As cinzas basicamente permitem que aqueles que as possuem se tornem demônios no plano humano, enquanto que as vermelhas apenas são destinadas a pessoas denominadas “escolhidos” que, ao usarem essas beherites vermelhas, ganham a chance de poderem se filiar ao grupo dos anjos mais próximos de Godhand.

Existem ainda outras séries que merecem destaque e citarei brevemente suas características e enredo básico para serem expandidas posteriormente em outros posts. As séries que mais se destacam em minha cabeça são Escaflowne e Rayearth (Guierreiras mágicas). Rayearth fala sobre três garotas que foram transportadas do planeta terra até o mundo mágico de Zephyr por Ferio um antigo feitiçeiro que quer salvar sua rainha o pilar daquelçe mundo, porém, como é (SPOILER GIGANTE AHEAD) sabido por quem viu a série as três guerreiras estão apenas se impondo contra a vontade da princesa em se juntar ao seu amado. Outra série um pouco mais exótica, mas que envolve mechas e combates muito interessantes é Escaflowne. enquanto Guerreiras Mágicas se concentra em uma fantasia cheia de florestas, perigos, ilhas voadoras, magia e muito poder. Escflowne assume ares menos poéticos. Eu diria que ele é menos um romance ou um conto de fadas e mais uma aventura com ares de ficção científica retrô e fantasia.

Acho que é isso. Tragam suas séries. Digam o que acham e , poor favor, opinem sobre suas classificações animês de fantasia preferidos e divulguem. Até a próxima e tenham todos um ótimo exercício de fantasia em suas mentes.

PS: Para quem não pegou ainda como eu classifiquei irei aqui RECOLOCAR a classificação Qual a receitinha de bolo tio amidamru. Como eu odeio cozinhar vou listar os ingredientes para vocês:

Lodoss: High Fantasy.

Berserk: High Fantasy ou Sword and Sorcery casado com elementos de Dark Fantasy. Godhand e seus anjos ,dominados por um artefato mágico, causam destruição. O mundo é cruel e brutal e cheio de forças ocultas para além do entendimento de meros humanos. Apenas os fortes sobrevivem nesse mundo.

Rayearth: Fantasia com presença de alta magia.

Escaflowne: Não consegui classificar, mas seria muitas coisas. Não apenas um genero.

Nota: Classifiquei FMA como baixa fantasia por vários fatores. Em geral, diz-se que a presença da magia em Low Fantasy é quase nula. Em FMA acontece de uma forma estranha que eu, particularmente, classificaria como a presença da limitação das magias e o pouco conhecimento sobre ela. As artes ocultas são restritas a poucos, porém, alguns mestres da alquimia se destacam por quebrar as leis dessa magia. Os irmão Elric ou personagens mais poderosos. Claro esses mestres são alguns na série. Porém, recapitulemos que na série o primeiro episódio mostra o quão milagrosa parece a alquimia aos olhos dos leigos. Isso seria uma característica se considerar nessa classificação. Fora que a magia (ou alquimia não é uma criação humana nesse universo). Espero ter sido claro com os meus propósitos nessa classificação que a príncipio contrária o papel fundamental da magia.

Eu conto nos dedos blogs pessoais de animê/ mangá e cosplay no Brasil. Sejam ditas as raras exceções como o Blog bem humorado de cosplay do PedroMacguyver. Blog de inquestionável qualidade pela criatividade dos projetos e tutoriais divertidos. Ele transporta você para o que é fazer um cosplay. Suas dificuldades, a construção e a recompensa.

Como fazer um Evangelion com papelão, fita crepe e mais R$ 60, 00? Ele ensina: http://pedromagaivercosmaker.wordpress.com/2010/05/07/o-que-fazer-com-papelao-durex-cola-e-60-r-um-evangelion-d/ Poderão também curtir a trajetória inusitada dele como Cosplayer e as batalhas ganhas e perdidas contra os projetos,  falta de dinheiro e outras ciricunstâncias adversas: http://pedromagaivercosmaker.wordpress.com/2009/10/30/first-lapstage-1first-chapterround-1cronicle-startfrederyckact-11st-setlet-the-carnage-begin-d-2/

Recomendadíssimo inusitado e muito promissor. Pena que o dono parou de atualizar faz um tempo, mas com força e reconhecimento ele certamente poderá alçar horizontes mais claros e fará um blog ainda melhor.

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